quinta-feira, 5 de março de 2009

ATIVIDADE DE LEITURA - DESCUBRA O NOME DA HISTÓRIA



COM CERTEZA VOCÊ JA CONHECE ESTA HISTÓRIA. LEIA E DESCUBRA O SEU NOME.



Era uma vez uma menina que ao nascer recebeu um presente de uma bruxa: aos dezesseis anos ela iria morrer.
Seus pais ficaram muito tristes.
Então, a fada madrinha, que ainda não havia presenteado a menina, disse:
- Eu não posso desfazer o feitiço, mas a menina não morrerá, "mas dormirá sono profundo durante cem anos".
Todos respiraram aliviados.
As fadas madrinhas, que eram três, sugeriram ao rei que a menina fosse criada na floresta..

ATIVIDADE DE LEITURA - DESCUBRA O NOME DAS HISTÓRIAS




Troca-bolas era um menino que trocava tudo: o que falava, o que comia, o que fazia, e até as histórias que contava. Ele foi contar uma história para sua irmãzinha e se saiu com esta:

Era uma vez uma menina muito bonita, com pele branca como a neve, que vivia no castelo de uma madrasta muito má.
Um dia, ela colocou um chapeuzinho vermelho e foi levar doces para a vovozinha.
Aí. ela1ª subindo uma escada e perdeu o sapatinho de cristal.
Por isso, a bruxa prendeu a coitadinha numa torre e os cabelos dela ficaram compridos, e o príncipe subia para papear com ela, agarrando-se nas tranças da menina.
Mas, de vez em quando, a bruxa mandava ela botar o dedinho para fora para ver se estava gordinho, porque a bruxa só gostava de crianças gordinhas.
Mas daí a menina fugiu e foi jogando pedrinhas coloridas pelo caminho para não se perder na floresta.
Foi aí que apareceu o Lobo Mau com uma maçã envenenada e soprou a casa de madeira onde a menina tinha se escondido....
Trocando as bolas, de Pedro Bandeira
Quais as histórias que Troca-Bolas misturou?

PRODUÇÃO DE TEXTO - CONTINUE A HISTÓRIA



Leia o conto e escreva uma continuação para ele.


O PESCADOR E A MÃE-DAGUA


PESCADORES E CAMPONESES HABITAVAM AQUELAS TERRAS QUE HOJE A ÁGUA COBRE, O IGARAPÉ DO TARUMÁ. PERTO DALI CORRIA O RIO, LERDO E LARGO. CORRIA SEMPRE E NELE O POVO PESCAVA.
VEIO UM TEMPO, PORÉM, EM QUE OS HOMENS, ENTRANDO DE BARCO PELO RIO, NÂO VOLTAVAM QUASE NUNCA. SUAS CA-NOAS, ABANDONADAS, ÀS VEZES BOIAVAM, BOIAVAM E VINHAM ENCALHAR NO RASO. ÀS VEZES APENAS OS RESTOS DELAS ERAM ENCONTRADOS - MAS O MAIS DAS VEZES NEM ISSO: TANTOS HOMENS FORAM PESCAR E NOVA NOTÍCIA NÃO SE TEVE DELES OU DE SEUS BARCOS.
OS PESCADORES QUE SOBREVIVIAM REMAVAM DE VOLTA COM REDE E SAMBURÁ VAZIOS.
ERA A MÃE-D'ÁGUA QUE ASSIM QUERIA.
DIZIAM QUE ELA, COM SUA VOZ, CANTANDO COM MARAVI-LHA, TINHA ATRAÍDO ESSAS CANOAS MAIS E MAIS RIO ADENTRO. CONTAVAM QUE ESSES BARCOS, ARRASTADOS SEM CONTROLE, AÍ VIRAVAM OU AFUNDAVAM.
DEU-SE QUE NINGUÉM SE ARRISCOU A PESCAR DE NOVO NAS ÁGUAS MEDONHAS. SEM PEIXE, AS PESSOAS DORMIAM COM FOME. O MILHO COLHIDO NEM CHEGAVA PARA TODOS. FRUTAS, SE HOU-VESSE, NÃO BASTAVAM: MENINOS ADOENTADOS, MULHERES VIÚ-VAS E MAGRAS, ANCIÃOS ENFRAQUECIDOS.
DENTRE OS JOVENS PESCADORES, UM DELES HOUVE QUE MAIS SE ATORMENTOU EM VER TODA A GENTE DEFINHAR POR MEDO E FOME. SEM DIZER NADA A NINGUÉM, MONTOU NUMA CANOA, RASGOU CAMINHO NO RIO E, BEM LÁ DENTRO, LANÇOU A REDE.
EM SUA CINTURA, A PEIXEIRA NOVA REBRILHAVA, NUM DURO DUELO COM A LUZ DO SOL. O MOÇO DESAFIOU-SE A SÓ VOLTAR PARA A ALDEIA COM O SAMBURÁ PESADO DE PEIXES. ERA MANHA E AU ELE FINCOU-SE.
À TARDINHA PUXOU A REDE, ELA VEIO VAZIA TAL E QUAL AN-TES. LANÇOU-A DE VOLTA N'ÁGUA, APESAR DE O CÉU JÁ PESAR COM SINAIS DA NOITE.
MANHA SEGUINTE, NADA DE NOVO. SOMENTE UNS PEIXES MIÚDOS, UMAS POUCAS PIABAS QUE ELE PRÓPRIO ALMOÇARIA PARA SUPORTAR MAIOR ESPERA. REPETIU O VELHO GESTO DE ARREMES-SAR A REDE NO RIO.
FORAM TRÊS DIAS SEGUIDOS E IGUAIS, SEM A REDE OBEDECER AOS DESEJOS DO PESCADOR. E, NAQUELA NOITE, A LUA APARE-CEU INCHADA NO CÉU. ELE JOGOU A REDE, ADORMECEU, SÓ LHE SOBRAVA AGUARDAR O OUTRO DIA.
ACONTECE QUE, EM MEIO À MADRUGADA, SEU SONO FOI INTERROMPIDO ...

ATIVIDADE DE ESCRITA - DESCUBRA O NOME DAS HISTÓRIAS


Estes são trechos de histórias que você já conhece. Leia-os e escreva o título de cada uma delas.

— Nenhuma outra será minha esposa, a não ser aquela em cujo pé couber este sapatinho de ouro.
Então as duas irmãs ficaram muito contentes, porque tinham pés bonitos. A mais velha entrou no quarto e quis experimentar o sapatinho, e sua mãe ficou junto dela. Mas ela não conseguiu fazer caber nele o dedão do pé. Então a mãe lhe entregou uma faca e disse:

— Corta fora esse dedão! Quando fores rainha, não precisarás mais andar a pé.




Agora já era o terceiro dia desde que eles saíram da casa do pai. Recomeçaram a caminhada, mas só se aprofundavam cada vez mais na floresta, e se não lhes viesse ajuda logo, morreriam de fome. Quando foi meio-dia, eles viram um lindo passarinho branco como a neve pousado num ramo, o qual cantava tão bem que eles pararam para escutá-lo. E quando terminou, bateu asas e saiu voando na frente deles, e eles o seguiram, até que ele chegou a uma casinha, sobre cujo telhado pousou. E quando chegaram bem perto, viram que a casinha era feita de pão e coberta de bolo, e as janelas eram de açúcar transparente.



FONTE: Alfabetização : livro do professor / Ana Rosa Abreu ... [et ai.]. Brasília : FUNDESCOLA/SEF-MEC, 2000.

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

A seguir você encontrará uma lista de situações de sala de aula que possibilitam a aprendizagem da língua escrita por meio de atividades de leitura e escrita.
As sugestões que seguem servem para trabalhar com vários textos: contos, mitos, lendas e fábulas. Por isso é necessário que. ao trabalhar cada um desses textos, você construa uma sequência de atividades que considere pertinentes para ensinar aos seus alunos.

* Leitura pelo professor - É importante que o professor faça a leitura de vários textos do mesmo gênero (contos, mitos, lendas e fábulas), de modo que os alunos possam se apropriar de um conhecimento que faz parte do património cultural da humanidade e instrumentalizá-los para desfrutar das narrativas literárias.
A atividade de leitura deve ser diária (na hora da chegada, na volta do recreio, antes da saída), pois é importante que os alunos tenham um contato frequente com os textos, para que possam conhecê-los melhor.
O professor necessita ler os textos antes, para se preparar para a leitura em voz alta, garantindo que os alunos possam ouvir a história tal qual está escrita, imprimindo ritmo à narrativa e dando uma ideia correta do que significa ler.
Essas situações de leitura não devem estar vinculadas a atividades de interpretação por escrito do texto, pois são momentos em que se privilegia o ouvir. Nas atividades de leitura, é importante comentar previamente o assunto a ser lido: fazer com que os alunos levantem hipóteses sobre o tema a partir do título; oferecer informações que situem a leitura (autor, nome do livro etc); criar um certo suspense quando for o caso, ou seja, propor situações em que os alunos possam inferir e antecipar significados antes, durante e depois da leitura. Para dar continuidade ao trabalho, o professor deve buscar os livros na biblioteca da escola.

* Reconto oral - Possibilita ao aluno, que não é leitor e escritor convencional, saber mais sobre o texto, aproprian-do-se oralmente da língua que se escreve. Não é uma situação em que o aluno deve decorar integralmente o texto, mas recontá-lo a partir do que se apropriou da história, não podendo transformar o enredo. Essa situação de aprendizagem deve ser proposta a partir do momento em que os alunos ampliaram o repertório desses tipos de textos. Ao recontar, o aluno deve tanto procurar manter as características linguísticas do texto ouvido como esfor-çar-se para adequar a linguagem à situação de comunicação na qual está inserido o reconto (é diferente recontar para os colegas de classe, numa situação de "Hora da História", por exemplo, e recontar para gravar uma fita cassete que comporá o acervo da biblioteca). Essa atividade poderá ser realizada com ajuda e orientação do professor e de colegas.


* Escritas produzidas pelos alunos - Escrever segundo suas próprias hipóteses é fundamental para refletir sobre a escrita. Por isso é importante criar momentos na rotina de sala de aula em que os alunos possam escrever sozinhos ou em duplas. Por exemplo: escrita da lista dos personagens do conto; escrita de um novo título para o texto; reescrita de fábulas, contos, mitos e lendas conhecidas; reescrita transformando partes - modificando o cenário, o final, as características de uma personagem, dando outro título etc; escrita de textos a partir de outros conhecidos - um bilhete ou carta de um personagem para outro, um trecho do diário de um personagem, uma mensagem de alerta sobre os perigos em uma dada situação, um convite; uma notícia informando a respeito do desfecho de uma história etc.

Tirando dúvidas

Reescrita: reescrever é reelaborar um texto fonte (bons textos conhecidos, utilizados como referência). Isto é feito conservando, retirando ou acrescentando elementos com relação a ele. Portanto, reescrita não é reprodução literal: é uma versão própria de um texto já existente. A reescrita de textos coloca a necessidade de a criança recordar para escrever depois, levando-a não só à reprodução dos principais elementos presentes no texto-fonte, mas, algumas vezes, também ao uso das mesmas expressões e palavras que estão no livro. Podemos propor às crianças a reescrita de alguma notícia na TV. de uma lenda, de uma história etc. Toda atividade de reescrita supõe a imitação do escrever do outro: "do jeito que está no livro", "do jeito que sai no jornal" etc.

Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil/ME

* Escrita coletiva - O professor escreve na lousa, ou em um cartaz, o que os alunos ditam para ele. Neste caso é absolu-tamente necessário que todos os alunos conheçam bem o conto, a lenda ou fábula. Durante o processo de escrita do texto, é fundamental que o professor discuta com os alunos a forma de escrever as palavras, pois isso favorece a aprendizagem de novos conhecimentos sobre a língua escrita.

*Reflexão sobre a escrita - Sempre que for possível, favorecer a reflexão dos alunos sobre a escrita, propondo comparações entre palavras que começam ou terminam da mesma forma (letras, sílabas ou pedaços).

*Pesquisa de outros textos: - Os alunos podem pesquisar outros textos do mesmo gênero em livros, na família e na comunidade. Podem, por exemplo: entrevistar pais, avós e amigos a respeito de lendas, fábulas e contos que conhecem: ou procurar textos conhecidos no caderno do aluno.

*Rodas de conversa ou de leitura - Sentar em roda é uma boa estratégia para socializar experiências e conhecimentos, pois favorece um ambiente de troca entre os alunos.
Uma roda de leitura permite compartilhar momentos de prazer e diversão com a leitura.

*Aprendendo com outros - A interação com bons modelos é fundamental na aprendizagem; por isso, é importante que os alunos possam compartilhar atos de leitura e observar outras pessoas lendo ou recontando. Desta forma podem aprender a utilizar uma variedade maior de recursos interpretativos: entonação, pausas, expressões faciais, gestos... O professor pode chamar para a sala de aula alguns familiares ou pessoas da comunidade, que gostem de contar ou ler para outros. Também é possível levar para a sala de aula gravações de pessoas lendo e contando histórias.

*Projetos - As propostas de aprendizagem também podem ser organizadas por meio de projetos que proponham aos alunos situações comunicativas envolvendo a leitura e a escrita dos textos (lendas, fábulas, mitos e contos). Essas propostas de trabalho podem contemplar todas as séries, cada aluno contribuindo de acordo com suas possibilidades. Exemplos: propor a realização de:

• Mural de personagens: descrição das personagens itológicas (características físicas, poderes, moradia etc.) acompanhada de ilustrações que correspondam às descrições.
• Seleção dos textos preferidos para a produção de uma coletânea (livro) - podem escrever ou selecionar os textos para presentear alguém ou para compor a biblioteca da classe.
• Reconto oral de contos conhecidos para um público específico (outra classe, comunidade etc).

Como os textos produzidos nos projetos têm um leitor real, o professor deve torná-lo o mais próximo do correto, traduzindo a escrita dos alunos ou revisando as escritas em que só faltam algumas letras.
* FONTE: Alfabetização : livro do professor / Ana Rosa Abreu ... [et ai.]. Brasília : FUNDESCOLA/SEF-MEC, 2000.

O QUE SÃO: CONTOS DE FADAS, MITOS, LENDAS E FÁBULAS

A narrativa é a arte de contar histórias tão antiga quanto o homem. Não há povo sem narrativa. As histórias narradas sempre acompanharam a vida do homem em sociedade. Através delas foi possível a preservação da cultura e durante muito tempo foram a única fonte de aquisição e transmissão do conhecimento (formas orais). Além disso, as narrativas estimulam a imaginação e povoam a mente de ideias, pessoas, lugares, acontecimentos, desejos, sonhos...
A importância da narrativa nas diversas circunstâncias de vida gerou vários modos de se contar uma história, ou seja, vários tipos de narrativas - lendas, contos, mitos, romances, fábulas etc.
Os contos, mitos, lendas e fábulas são antigas expressões da cultura que se eternizaram graças à tradição oral. passada de uma geração para outra, e do texto impresso.
* CONTOS DE FADAS *

Os contos de fadas emocionam, divertem, criam suspense, mexem com os sentimentos mais primitivos do indivíduo. Neles, o bem e o mal aparecem claramente esboçados, possibilitando perceber que a luta contra os problemas faz parte da existência humana. Por ter suas origens na tradição oral, muitos contos foram recebendo novos elementos. fazendo surgir muitas variações sobre o mesmo enredo (diferentes versões).
São textos que mantêm uma estrutura fixa: partem de um problema (como estado de penúria, carência afetiva, conflito entre mãe e filho), que desequilibra a tranquilidade inicial. O desenvolvimento é uma busca de soluções, no plano da fantasia, com introdução de elementos mágicos: fadas, bruxas, duendes, gigantes etc.). A restauração da ordem acontece no final da narrativa, quando se volta a uma situação de tranquilidade.
* FÁBULAS *

As fábulas são pequenas narrativas que transmitem em linguagem simples mensagens morais relacionadas ao comportamento no cotidiano. Em geral, a moral é acrescida por um pensamento final.
Algumas fábulas possuem personagens humanas, mas a maior parte delas mostra situações do dia-a-dia vividas por seres personificados - animais com características humanas. O comportamento dos animais representa os defeitos, as qualidades e os vícios dos seres humanos. É muito comum a presença de provérbios populares.
Os mais famosos fabulistas (autores de fábulas) foram: Esopo (Grécia, 600 A.C.) e La Fontaine (França, século XVIII). No Brasil. Monteiro Lobato (século XX) e nos dias de hoje Millor Fernandes, que as recriou de forma satírica e engraçada.
* LENDAS *

As lendas, assim como os mitos, são histórias sem autoria conhecida. Foram criadas por povos de diferentes lugares e épocas para explicar fatos para os quais as pessoas não tinham explicações, como o surgimento da terra e dos seres humanos, do dia e da noite e outros fenómenos da natureza. Também falam sobre heróis. heroínas, deuses, deusas, monstros e outros seres fantásticos.

É FUNDAMENTAL LEMBRAR...
Os contos, mitos, lendas e fábulas devem fazer parte do cotidiano da sala de aula. para que os alunos possam aprender mais sobre eles. ampliando o repertório, descobrindo a magia, conhecendo obras e autores consagrados, aproprian-do-se da linguagem e estabelecendo um vínculo prazeroso com a leitura e a escrita.
Uma das formas de esses textos entrarem na sala de aula é através da leitura diária realizada pelo professor. Lembre-se: os alunos que não sabem ler convencionalmente podem "ler" através da leitura do professor.

* FONTE: Alfabetização : livro do professor / Ana Rosa Abreu ... [et ai.]. Brasília : FUNDESCOLA/SEF-MEC, 2000.

MAIS UM MODELINHO DE CALENDÁRIO...