segunda-feira, 8 de junho de 2009

JOGO: BATALHA DOS ANIMAIS







BATALHA DOS ANIMAIS
* MATERIAL NECESSÁRIO: 20 CARTAS
* NÚMERO DE PARTICIPANTES: 2
* COMO JOGAR:
1. PARA JOGAR, É NECESSÁRIO APENAS UM BARALHO.
2. PEGUE O BARALHO E EMBARALHE BEM.
3. EM SEGUIDA, DIVIDA AS CARTAS IGUALMENTE ENTRE VOCÊS. CADA UM DEVERÁ FORMAR UM MONTE E COLOCÁ-LO NA SUA FRENTE, COM AS CARTAS VIRADAS PARA BAIXO.
4. POR SORTEIO, DECIDE-SE QUEM SERÁ O PRIMEIRO A JOGAR.
5. O JOGADOR SORTEADO PEGA UMA CARTA DO SEU MONTE, LÊ AS INFORMAÇÕES SOBRE O ANIMAL E ESCOLHE A CARACTERÍSTICA QUE ELE CONSIDERA MAIS FORTE DESSE ANIMAL. POR EXEMPLO: SE ELE PEGAR A CARTA DA BALEIA-AZUL, DEVERÁ DIZER "PESO", POIS NÃO HÁ OUTRO ANIMAL MAIS PESADO DO QUE ELA.
6. EM SEGUIDA, O OUTRO JOGADOR DEVERÁ MOSTRAR A CARTA QUE PEGOU E COMPARAR QUEM TEM O NÚMERO MAIOR, DE ACORDO COM A INFORMAÇÃO ESCOLHIDA PELO COLEGA NESSA RODADA. POR EXEMPLO, QUAL O ANIMAL MAIS ALTO, OU O MAIS PESADO, OU O QUE TEM O MAIOR NÚMERO DE PATAS, ETC. AQUELE QUE TIVER A CARTA COM O MAIOR NÚMERO FICA COM A CARTA DO OUTRO JOGADOR. SE HOUVER EMPATE, O JOGADOR PEGA OUTRA CARTA E FALA NOVAMENTE UMA CARACTERÍSTICA QUE CONSIDERA FORTE. SE GANHAR, FICA COM AS QUATRO CARTAS. SE PERDER, O OUTRO JOGADOR PEGA AS CARTAS.
O OBJETIVO DO JOGO É FICAR COM A MAIOR QUANTIDADE DE CARTAS.




domingo, 7 de junho de 2009

ATIVIDADE DE ESCRITA


Escrita de uma canção conhecida

Tipo de atividade: escrita
Duração aproximada: 20 minutos
Objetivo: Que os alunos possam avançar na reflexão sobre o sistema de escrita.
Desafios colocados para os alunos
• Escolher quantas e quais letras serão utilizadas.
• Refletir sobre escolhas diferentes para a mesma necessidade (quando a atividade for em dupla e os dois colegas fazem opções diferentes sobre quantas e quais letras utilizar).
• Interpretar a própria escrita (ler o que escreveu), justificando para si mesmo e para os outros as escolhas feitas ao escrever.
Procedimentos didáticos específicos desse tipo de atividade
O professor precisa:
1. Garantir que os alunos saibam o texto de memória (isso não significa conhecer a escrita do texto de memória — apenas devem saber cantá-lo).
2. Organizar agrupamentos heterogêneos produtivos, em função do que os alunos sabem sobre a escrita e sobre os conteúdos da tarefa que devem realizar (a atividade pode ser feita perfeitamente em duplas).
3. Esclarecer as diferentes funções do trabalho em dupla: um escreve e o outro dita, cada um contribuindo com o outro.
4. Certificar-se de que os alunos não consultam o texto (no caso de poderem ter acesso ao texto escrito, no Caderno de Textos ou em um cartaz); isto transformaria a atividade em uma situação de cópia, que não é a proposta.
5. Ajustar o nível de desafio às possibilidades dos alunos, para que realmente tenham problemas a resolver.
6. Garantir a máxima circulação de informações, promovendo a socialização das produções escritas.
Procedimentos dos alunos
Os alunos precisam:
1. Saber o texto de cor.
2. Escrever o texto em dupla, considerando as diferentes funções dos integrantes — um escreve e o outro dita.
3. Discutir as diferentes formas de resolver a tarefa.
4. Socializar os resultados do trabalho.
Adequação da atividade considerando o conhecimento dos alunos
Alunos com escrita não-alfabética:
• Os alunos com escrita silábica, por exemplo, que já fazem uso do conhecimento sobre o valor sonoro das letras, podem fazer parceria com alunos com escrita silábica que fazem pouco ou nenhum uso do valor sonoro, com alunos de escrita silábico-alfabética ou de escrita pré-silábica.
Nessas parcerias podemos propor que:
• Os alunos com escrita silábica, que fazem pouco ou nenhum uso do valor sonoro, escrevam, enquanto os alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro das letras, ditam.
• Os alunos com escrita pré-silábica ditem e os outros parceiros escrevam.
• Os alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro das letras, escrevam, enquanto
os alunos com escrita silábico-alfabética ditam.
Alunos com escrita alfabética:
• Alunos com escrita alfabética podem ser organizados em duplas para realizar a atividade da mesma forma, tendo que pensar nas questões ortográficas. Outra possibilidade é escrever o texto usando letras móveis - o professor deve selecionar e entregar somente as letras que compõem a escrita da canção, tendo os alunos que se concentrar na escrita precisa das palavras.
Intervenção do professor
O professor deve verificar se todos compreenderam o que foi proposto, organizar as duplas e indicar a função de cada integrante. Essa organização deve partir do que o professor conhece sobre o que seus alunos sabem e os desafios que deve propor a cada um.
É importante que o professor caminhe pela sala, observando como os alunos estão realizando a atividade, verificando quais são as questões que estão se colocando. É importante problematizar suas respostas enquanto realizam a atividade, para que pensem ainda mais nas questões referentes à escrita.
Quando os alunos com escrita não-alfabética tiverem dúvidas em relação à escrita, vale a pena remetê-los, se possível, a palavras cuja forma lhes é conhecida — como por exemplo a lista dos nomes dos colegas. E quando os alunos com escrita alfabética tiverem dúvidas em relação à ortografia, pode-se indicar o uso do dicionário, a consulta a uma lista de palavras que não podem mais errar, organizada por eles mesmos, ou a observação de como estão escritas em um determinado texto.
Evidentemente, não é possível acompanhar todos os grupos de alunos numa mesma aula. Por isso, é importante que o professor organize um instrumento de registro em que anote quais alunos pôde acompanhar de perto no dia, mantendo um controle que lhe permita progressivamente
intervir junto a todos.
*FONTE: COLETÂNEA DE TEXTOS - PROFA - MÓDULO 1

sábado, 6 de junho de 2009

FELICIDADE CLANDESTINA


Felicidade clandestina *
Clarice Lispector

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho.
Como essa menina devia nos odiar. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continua a implorar lhe emprestados os livros que não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o.
E complemente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava
devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar
pulando, que era meu modo estranho de andar pelas ruas do Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo.
Para ouvir a reposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte.
Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho.Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa,
apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta
de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas.A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo.Até que essa mãe boa entendeu.Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida, a menina loura em pé à sua frente, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser". Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importava. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei
ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.



* O primeiro beijo e outros contos - Antologia, São Paulo, Ática, 1998.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

VÍDEO: O CASAMENTO DA DONA BARATINHA

http://www.youtube.com/watch?v=LEa17NS7Uok




http://www.youtube.com/watch?v=BBDRb0mQEDk

DONA BARATINHA - VERSÕES


O Casamento de Dona Baratinha


Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:

- ObA! Agora fiquei rica, e já posso me casar!

Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema. Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?

Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro que a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz. Tentou muito chamar sua atenção e dizer:

- Eu quero! Eu quero!

Ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu. Então chegou o cachorrão , com seu latido forte; foi logo dizendo:

- Eu quero! Au! Au! Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o cachorrão foi embora.

O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas...

- Eu quero, disse o elefante.

Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E o elefante foi embora.

O ratinho pensou novamente:

- Agora é a minha vez!

Mas... Outro animal já ia dizendo bem alto:

- Eu quero! Eu quero!

E Dona Baratinha perguntou:

- Como é o seu barulho?

- GRRR!

- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!

E vieram então vários outros animais: O leão, a onça, o tigre, o papagaio.
A todos, Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte. E continuou a cantar na janela:

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha? Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode e até o jacaré.
A todos a baratinha disse não. Dona Baratinha já estava quase desistindo de encontrar aquele com quem iria se casar. Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar:
- Eu quero! Eu quero!
- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar! Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas. Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida. O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer. Já estava ficando verde de fome!
Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:

- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...

Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou. Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim. No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas... Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!

- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?



CARLOS CUNHA

O poeta sem limites








DICA LITERÁRIA: DONA BARATINHA

SINOPSE:
Dona Baratinha achou uma moeda e pensou que, estando rica, poderia se casar. Então, se arrumou e foi para a janela procurar um noivo. Muitos candidatos apareceram: o boi, o gato, o cachorro, mas o ratinho foi o escolhido. A noiva chegou na igreja, mas o ratinho não apareceu. Ela acabou desistindo do casamento. O noivo? De tão guloso, tinha caído na panela de feijão. Dona Baratinha resolveu pegar o dinheiro e se divertir.




OBS: AMO ESTA HISTÓRIA!!! INCLUSIVE TENHO UMAS TRÊS VERSÕES DIFERENTES DELA. NA POSTAGEM ABAIXO, VCS PODEM CONFERIR UM ROTEIRO DE LEITURA E ATIVIDADES DESTA HISTÓRIA.

DONA BARATINHA - ATIVIDADES









* FONTE: ROTEIRO DE LEITURA E ATIVIDADES / COLEÇÃO LÊ PRA MIM - ED. FTD