domingo, 8 de novembro de 2009

VÍDEO - NÚMEROS (ENGENHEIROS DO HAWAII)


A presença marcante dos números na nossa vida...






Números

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger




Última edição do Guiness Book

Corações a mais de mil

E eu com esses números?


Cinco extinções em massa

Quatrocentas humanidades

E eu com esses números?


Solidão a dois

Dívida externa

Anos luz

Aos 33 Jesus na cruz

Cabral no mar aos 33
E eu... o que faço com esses números?

Eu... o que faço com esses números?


A medida de amar é amar sem medida

Velocidade máxima permitida

A medida de amar é amar sem medida


Nascimento e Silva 107

Corrientes, tres, cuatro, ocho

E eu com esses números?


Traço de audiência

Tração nas 4 rodas
E eu... o que faço com esses números?



Sete vidas

Mais de mil destinos

Todos foram tão cretinos

Quando elas se beijaram

A medida de amar é amar sem medida


Preparar pra decolar

Contagem regressiva

A medida de amar é amar sem medida



Mega, Ultra, Híper, micro, baixas calorias

Kilowatts, Gigabytes...
E eu... o que faço com esses números?

Eu... o que faço com esses números?



A medida de amar é amar sem medida

A medida de amar é amar sem medida

Velocidade máxima permitida

A medida de amar é amar sem medida


TEXTO PARA ESTUDO - HIPÓTESES DAS CRIANÇAS SOBRE OS NÚMEROS


Algumas descobertas sobre a construção de conhecimentos matemáticos pelas crianças



As hipóteses que as crianças formulam sobre os números


Estudos recentes revelam que um bom ponto de partida do trabalho com números é exatamente a reflexão sobre “para que servem os números”. As funções dos números (cardinal, ordinal e código) podem aparecer em atividades em que os alunos possam reconhecer e utilizar o número como memória de quantidade - que permitem evocar uma quantidade sem que esta esteja presente, o que corresponde ao aspecto cardinal; ou ainda como memória de posição, que permite evocar um lugar numa lista ordenada, o que corresponde ao aspecto ordinal; ou ainda em situações em que o número aparece como “o nome”, como o número do telefone, o da placa de um carro, o número do RG, o que corresponde ao aspecto de código. Outra função do número é antecipar um resultado para situações em que dispõem de algumas informações.
Nesse caso, os alunos vão utilizar estratégias de contagem ou de cálculo. Para a elaboração de suas seqüências de atividades, é importante que o professor conheça resultados de investigações que dão pistas importantes para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem. Dentre elas, destacam-se as que evidenciam que as crianças constroem hipóteses sobre as escritas numéricas a partir de seu contato com números familiares ou aqueles que são freqüentes. Dentre os números familiares estão os que indicam o número de sua casa, de seu telefone, do ônibus que utiliza, a data de seu aniversário etc. Os números como os que indicam o ano em que estamos (2007, 2008,..), ou o dia do mês (15, 18, 31), ou os canais de televisão são números freqüentes, comuns na vida das crianças. Com base nesse conhecimento ela vai se apropriando de outros também freqüentes, como 10, 20, 30, 40, 50,... ou 100, 200, 300, 400, 500... Hoje, sabemos que as crianças são capazes de indicar qual é o maior número de uma listagem, mesmo sem conhecer as regras do sistema de numeração decimal.
Observam a quantidade de algarismos presentes em sua escrita e muitas vezes afirmam, por exemplo, que 845 é maior que 98 porque tem mais “números”. As crianças afirmam que, “quanto maior é a quantidade de algarismos, maior o número. Este critério de comparação funciona mesmo se elas não conhecem “o nome” dos números que estão comparando. Ao cotejar 68 e 86, as crianças afirmam que o 86 é maior porque o 8, que vem primeiro, é maior que 6, ou seja, se a “quantidade” de algarismos é a mesma, “o maior é aquele que começa com o número maior, pois o primeiro é quem manda”. Embora não percebam o agrupamento, elas identificam que a posição do algarismo no número cumpre papel importante no nosso sistema, isto é, o valor que um algarismo representa, apesar de ser sempre o mesmo, depende do lugar em que está localizado em relação aos outros algarismos desse número.
Alguns alunos recorrem à justaposição de escritas para escrever números, e as organizam de acordo com a fala. Assim, muitas vezes, eles representam o 546, podem escrever 500406 ou 50046. As crianças afirmam que “escrevem do jeito que se fala”. Quando a criança produz a escrita numérica em correspondência com a numeração falada, pode escrever de forma não-convencional. Mas quando comparam suas escritas numéricas com as de outros colegas, por exemplo, estabelecem novas relações, refletem sobre as respostas possíveis e os procedimentos utilizados, validando ou não determinadas escritas. É no decorrer desse processo que começa a surgir a compreensão das regularidades do sistema de numeração.
:: fonte: site Educarede

DICA LITERÁRIA

Um belo livro, que mostra que só o calor humano pode aquecer os frios corações...
SENHOR CASACÃO
SIEB POSTHUMA
ED. MARTINS FONTES

Era uma vez um homenzinho que estava sempre com frio. Ele tremia de frio no outono, no inverno, na primavera e até no verão, quando o sol brilhava. Ficava o tempo todo debaixo de uma montanha de cobertores, aquecendo-se perto dos braseiros. Um dia, o homenzinho encontrou a senhora Casacão, uma companheira muito friorenta. Mas desde esse dia os dois já não sentem tanto frio...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

JOGO: SERPENTES E ESCADAS

(clique em cima da imagem para ampliar; se quiser imprimir, salve a imagem no seu computador com o botão direito do mouse e depois imprima)

* NÚMERO DE JOGADORES: de 2 a 4

* MATERIAL DO JOGO: 2 dados, tabuleiro e peões

* MODO DE JOGAR: O tabuleiro traz um percurso, em geral de 100 casas (10 x 10), atravessado por escadas e por cobras. Os jogadores começam na parte inferior do percurso e avançam jogando 1 ou 2 dados até chegar ao topo. Se o peão cair na base de uma escada, corta caminho, subindo até o seu topo. Mas se, ao contrário, o peão parar em uma casa com a cabeça de uma cobra, ele é comido e desce até o seu rabo, muitas casas para baixo.


:: fonte: Revista Projetos Escolares Extra - Jogos Educativos (Ed. On Line)

DICA LITERÁRIA

Conheci hoje este livro e adorei! A mamãe porca conta histórias para seus filhos antes de dormir... O livro contém quatro mini-livros (que são os livros "lidos" pela mamãe porca), que narram histórias clássicas mas com personagens suínos: O príncipe porco, O porquinho feio, A porca borralheira, O príncipe e o porco.
Mais um livro que irei comprar para minha mini-biblioteca de Literatura Infantil. Amoooo!!!
SÓ MAIS UMA HISTÓRIA
DUGALD STEER
ED. BRINQUE-BOOK
SINOPSE:
É hora de dormir e a melhor maneira de conseguir fazer dois porquinhos adormecerem é ler uma história para eles. O problema é que eles apreciam tanto que querem mais! Felizmente, 'Só Mais Uma História' contém quatro minilivros que recontam conhecidos contos de fada. O bastante para fazer adormecer o porquinho mais atento!

MATEMÁTICA A PARTIR DA HISTÓRIA


* Recebi por e-mail essas situações-problema a partir do conto de assombração "Maria Angula":



1. NO CEMITÉRIO ONDE MARIA ANGULA FOI BUSCAR AS TRIPAS HÁ 5 FILEIRAS, SENDO QUE EM CADA UMA TEM 31 SEPULTURAS. QUANTAS SEPULTURAS HÁ NESTE CEMITÉRIO?



2. DONA MERCEDES FEZ 36 BOMBONS E DISTRIBUIU-OS ENTRE SUAS 6 VIZINHAS. QUANTOS BOMBONS CADA VIZINHA RECEBEU DE DONA MERCEDES?





3. DONA MERCEDES TEM 54 ANOS, O FANTASMA QUE FOI BUSCAR MARIA TEM 88 ANOS A MAIS QUE MERCEDES. QUAL A IDADE DO FANTASMA?




4. MANOEL FOI AO SUPERMERCADO COMPRAR ALGUNS MANTIMENTOS QUE ESTAVAM FALTANDO EM CASA. ELE LEVOU 150 REAIS. O GASTO TOTAL DE SUA COMPRA FOI DE 129 REAIS. QUANTO MANOEL RECEBEU DE TROCO?




5. MARIA ANGULA FAZIA MUITA FOFOCA. POR DIA ELA FAZIA 8 FOFOCAS. QUANTAS FOFOCAS ELA FAZIA EM 5 DIAS?

PARA GOSTAR DE LER... MARIA ANGULA

Maria Angula


Maria Angula era uma menina alegre e viva , filha de um fazendeiro de Cayambe.Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intrigas com os amigos para jogá-los uns contra os outros.Por isso tinha fama de leva-e-traz, linguaruda, e era chamada de moleca fofoqueira.
Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, decidida a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar e a preparar pratos saborosos.
Quando Maria Angula se casou, começaram os seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor idéia de como prepará-la.
Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou até o fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia idéia de como continuar.
Maria lembrou-se então de que na casa vizinha morava dona Mereces, cozinheira de mão-cheia, e , sem pensar duas vezes, correu até lá.
_ Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão com miúdos?
_Claro, dona Maria. É assim: primeiro coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.
_ Só isso?
_ Só, vizinha.
_ Ah - disse Maria Angula -, mas isso eu já sabia!
E voou para sua cozinha a fim de não esquecer a receita.
No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu:
_ Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?
E como da outra vez, tão logo a sua boca amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:
_ Ah! É só? Mas isso eu já sabia! – E correu imediatamente para casa a fim de prepará-lo.
Como isso acontecia todas as manhãs, dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: “Ah, é assim que se faz o arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia! Ah é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!”. Por isso a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte...
_Dona Mercedinha!
_O que deseja, dona Maria?
_ Nada, querida, só que meu marido quer comer no jantar um caldo de tripas e bucho e eu...
_ Ah, mas isso é fácil demais! –disse dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse continuou:
_ Veja: vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois espere chegar o último defunto do dia e, sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar em casa, lave-os muitos bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois de ferver uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.
_ Ah! – disse como sempre Maria Angula. – É só isso? Mas isso eu já sabia!
E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia ninguém por perto, dirigiu-se em silêncio à tumba escolhida Tirou terra que cobria o caixão, levantou a tampa e...Ali estava o pavoroso semblante de defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então voltou correndo para casa. Logo que, conseguiu recuperar a calma, preparou a janta macabra que, sem saber, o marido comeu lambendo-se os beiços.
Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas. Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as, e de fora vinham uns ruídos muito estranhos, de meter medo a qualquer um.
De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto eterno de silêncio e logo depois Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a.
_ Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da minha santa sepultura!
Maria Angula sentou-se na cama, horrorizada e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada lentamente por essa figura luminosa e descarnada. A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o seu semblante rígido e o seu ventre esvaziado.
_ Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da minha santa sepultura!
Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não vê-lo, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na gritando:
_Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da minha santa sepultura!
Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa e, muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro.
(Contos de assombração: Jorge Renón de La Torre, conto da tradição oral equatoriana)