segunda-feira, 10 de maio de 2010

PARA GOSTAR DE LER... CONTO



Joãozinho-sem-medo
Ítalo Calvino


Era uma vez um menino chamado Joãozinho-sem-medo, pois não tinha medo de nada. Andando pelo mundo, pediu abrigo em uma hospedaria.
— Aqui não tem lugar — disse o dono. — Mas se você não tem medo, posso mandá-lo para um palácio.
— Por que eu sentiria medo?
— Porque ali todo mundo sente. Ninguém saiu de lá, a não ser morto. De manhã, a Companhia leva o caixão para carregar quem teve a coragem de passar a noite lá.
Imaginem Joãozinho! Levou um candeeiro, uma garrafa, uma lingüiça, e lá se foi.
À meia-noite, estava comendo sentado à mesa quando ouviu uma voz saindo da chaminé:
— Jogo?
E Joãozinho respondeu:
— Jogue logo!
Da chaminé desceu uma perna de homem. Joãozinho bebeu um copo de vinho.
Depois a voz tornou a perguntar:
— Jogo?
E Joãozinho:
— Jogue logo!
E desceu outra perna de homem. Joãozinho mordeu a lingüiça. De novo:
— Jogo?
— Jogue logo!
E desceu um braço. Joãozinho começou a assobiar.
— Jogo?
— Jogue logo!
Outro braço.
— Jogo?
— Jogue!
E caiu um corpo, que se colou nas pernas e nos braços, ficando em pé um homem sem cabeça.
— Jogo?
— Jogue!
Caiu a cabeça e pulou em cima do corpo. Era um homenzarrão gigantesco, e Joãozinho levantou o copo dizendo:
— À saúde!
O homenzarrão disse:
— Pegue o candeeiro e venha.

Joãozinho pegou o candeeiro, mas não se mexeu.
— Passe na frente! — disse Joãozinho.
— Você! — disse o homem.
— Você. — disse Joãozinho.
Então, o homem se adiantou e, de sala em sala, atravessou o palácio, com Joãozinho atrás, iluminando o caminho. Embaixo de uma escadaria havia uma portinhola.
— Abra! — disse o homem a Joãozinho.
E Joãozinho:
— Abra você!
E o homem abriu com um empurrão. Havia uma escada em caracol.
— Desça — disse o homem.
— Primeiro você — disse Joãozinho.
Desceram a um subterrâneo, e o homem indicou uma laje no chão.
— Levante!
— Levante você! — disse Joãozinho. E o homem a ergueu como se fosse uma pedrinha.
Embaixo da laje havia três tigelas cheias de moedas de ouro.
— Leve para cima! — disse o homem.
— Leve para cima você! — disse Joãozinho. E o homem levou uma de cada vez para cima.
Quando foram de novo para a sala da chaminé, o homem disse:
— Joãozinho, quebrou-se o encanto!
E arrancou-se uma perna, que saiu esperneando pela chaminé.
— Destas tigelas, uma é sua.
Arrancou-se um braço, que trepou pela chaminé.
— Outra é para a Companhia, que virá buscá-lo pensando que está morto.
Arrancou-se também o outro braço, que acompanhou o primeiro.
— A terceira é para o primeiro pobre que passar.
Arrancou-se outra perna e ele ficou sentado no chão.
— Pode ficar com o palácio também.
Arrancou-se o corpo e ficou só a cabeça no chão.
— Porque se perdeu para sempre a estirpe dos proprietários deste palácio.
E a cabeça se ergueu e subiu pelo buraco da chaminé.
Assim que o céu clareou, ouviu-se um canto:
— Miserere mei, miserere mei.
Era a Companhia com o caixão, que vinha recolher Joãozinho morto. E o viram na janela, fumando cachimbo.
Joãozinho-sem-medo ficou rico com aquelas moedas de ouro e morou feliz no palácio. Até um dia em que, ao se virar, viu sua sombra e levou um susto
tão grande que morreu.

ATIVIDADES COM NÚMEROS QUE OS ALUNOS JÁ CONHECEM


A seguir, algumas atividades que levam os alunos a refletir sobre os números que já conhecem, dando-lhes oportunidade de demonstrar seus conhecimentos numéricos em determinados contextos – preços de produtos, datas, números das casas onde vivem – e permitindo que discutam a escrita dos números e comparem as notações que produzirem. Certamente os conhecimentos das crianças variam muito, mas é importante que as situações didáticas provoquem reflexão, mesmo para os que não conhecem a escrita convencional dos números. Em sala de aula, são constantes as dúvidas acerca da ordenação da numeração falada, do uso do zero, da quantidade de algarismos de um número e do valor de cada um deles em relação à posição que ocupa. Por isso, é preciso incentivar a interpretação e a comparação da escrita de números e também a leitura das notações produzidas por meio de perguntas que estimulem os alunos a avançar em suas hipóteses de escrita numérica.


ATIVIDADE : OS NÚMEROS QUE CONHEÇO

Objetivos
* Ler números em diferentes portadores de texto matemáticos, utilizando os conhecimentos disponíveis sobre o sistema de numeração decimal.
* Ler os números utilizando os conhecimentos disponíveis sobre o sistema de
numeração e as fontes de informação existentes na classe.

* Perceber que os números têm um uso social e estão presentes em vários portadores, com diferentes propósitos.


Planejamento
* Quando realizar? Ao longo do semestre.
* Como organizar os alunos? Em duplas.
* Quais os materiais necessários? Recortes de jornais e revistas com textos que utilizem a linguagem matemática; folhas de papel sulfite, canetas marcatexto ou lápis.
* Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.

Encaminhamento
Organize a classe em duplas e distribua entre elas os recortes de jornais e revistas. Cada dupla deve encontrar dez números que já sabe ler, marcá-los e escrevê-los no papel.
Peça que um aluno de cada dupla leia os números que foram escolhidos e faça um ditado deles para outra dupla.
A seguir, proponha que troquem informações e comparem a escrita produzida com as que foram selecionadas.
O que mais fazer?
Alguns alunos podem ter dificuldade para ler e escrever os números ditados pelo colega. Nesse caso, oriente-os sugerindo pistas baseadas nos números exibidos nos portadores de texto numéricos que há na classe, como: o quadro de números, o calendário do mês, a régua, as páginas dos livros, a fita métrica, o relógio e outros.
Para complementar, você pode registrar na lousa alguns dos números selecionados e solicitar a vários alunos que façam a leitura deles.
Lembre-se de providenciar sistematicamente outras atividades similares a
esta ao longo do semestre.


ATIVIDADE : QUADRO DE NÚMEROS


Objetivo
* Buscar regularidades no sistema de numeração decimal a partir da análise da posição no quadro numérico.

Planejamento
* Quando realizar? Ao longo do semestre.
* Como organizar os alunos? Em duplas.
* Quais os materiais necessários? Cópias do quadro de números para todos os alunos.
* Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.


Atenção!


A organização visual do quadro numérico é muito importante, pois a disposição gráfica dos números é a principal referência para o aluno encontrar o número ditado. Cada linha deve ter dez números.


Encaminhamento
Escolha previamente os dez números a serem ditados.
Distribua cópias do quadro de números aos alunos e peça que colem no caderno.
Explique que deverão encontrar no quadro os números ditados por você.
Dê um tempo para que discutam com o parceiro e procurem o número ditado, até todas as duplas terem conseguido localizá-lo. Enquanto isso, circule pela classe e observe como estão trabalhando.
Socialize as diferentes respostas, incentivando cada dupla a explicar e justificar como encontrou o número solicitado.
O que mais fazer?
Inicie o trabalho com o quadro de 1 a 100 reproduzido aqui e, à medida que os alunos forem avançando na interpretação e na produção de números, passelhes um quadro com outro intervalo (por exemplo, de 500 a 600), para que percebam bem as regularidades existentes nas regras de formação dos
números.


ATIVIDADE: OS NÚMEROS DE NOSSAS CASAS


Objetivos
* Ler e escrever os números utilizando os conhecimentos que possuem sobre o sistema de numeração e as fontes de informação disponíveis na sala de aula.
* Perceber que os números têm um uso social, estão presentes no cotidiano e se prestam a diferentes propósitos e funções.

Planejamento
* Quando realizar? Ao longo do semestre.
* Como organizar os alunos? O início da atividade é individual; depois, os alunos trabalham em duplas.
* Quais os materiais necessários? Cópias dos modelos da atividade.
* Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.


Encaminhamento
Distribua o primeiro modelo para os alunos levarem para casa e anotarem o número da casa em que moram. Se preferir, escreva na lousa o enunciado da tarefa e peça que as crianças copiem em seus cadernos.
Na aula seguinte, distribua o outro modelo e chame quatro alunos para ditarem os números de suas casas. Em duplas, os colegas devem escrever em suas folhas os números ditados, representando-os numericamente e por extenso.
As duplas discutem entre si e decidem como escrever cada número ditado, por extenso e em algarismos.
Quando terminarem, discuta o trabalho com a classe, fazendo um levantamento das dificuldades encontradas para realizar os registros.



As hipóteses das crianças


Preste atenção aos argumentos utilizados pelas crianças para justificar suas escritas. Pesquisas revelam que elas não aprendem os números seguindo a ordem da série, ou seja, de um em um, estabelecendo relações de vários tipos para identificar os números e produzir suas escritas. Por exemplo:
* Conhecem os números redondos e suas seqüências – 10, 20, 30, 40 etc.; 100, 200, 300, 400, 500 etc.; 1.000, 2.000, 3.000, 4.000 etc. –, mas não sabem os números que estão nos intervalos.
* Estabelecem relações entre os números redondos e a numeração falada: 201 (para 21), 51000 (para 5.000), 403 (para 43), pois sabem que algo permanece e algo muda, mas não sabem o quê.
* Relacionam o “nome do número” com a forma de escrevê-lo. Por exemplo: se o nome de um número é quarenta e seis e o do outro é quarenta e três, a escrita desses dois números deve começar com 4, pois falamos quarenta, que se parece com o quatro. Se fosse cinqüenta, escreveriam o 5. (Observe que o número vinte é uma irregularidade, pois seu nome não estabelece relação com o número 2.)
É no confronto dessas diferentes hipóteses que os alunos poderão construir os conceitos de dezena, centena e milhar, entre outros.


O que mais fazer?
Planeje desdobramentos desta atividade, como:
* Uma lista com os números das casas de todos os alunos; destacar alguns dos números para que sejam organizados de forma crescente.
* Proponha que façam a organização em ordem decrescente.
* Em outra aula, usando a mesma lista, peça-lhes que separem os números pares.



ATIVIDADE: DITADO MALUCO


Objetivos
* Escrever os números utilizando os conhecimentos que possuem sobre o sistema de numeração.
* Trocar informações com os colegas e buscar referências em fontes existentes na classe para escrever os números ditados.


Planejamento
* Quando realizar? Ao longo do semestre.
* Como organizar os alunos? Escrita individual e em seguida uma discussão com o grupo.
* Qual é a duração? Cerca de 30 minutos.


Encaminhamento
Converse com a classe explicando o jeito diferente que você vai usar para fazer um ditado de números. A cada número que você falar, os alunos devem escrever o antecessor, ou seja, o número que vem imediatamente antes dele.
Por exemplo: se você disser 107, eles devem escrever 106.
Podem surgir dúvidas na escrita de números com zeros (como é o caso de 106, que talvez gere escritas como 16, 016, 160 ou 1006). Aproveite o momento da revisão para discutir diferentes produções. Incentive a interpretação e a comparação das respostas dadas por vários colegas, fazendo perguntas que estimulem os alunos a avançar em suas hipóteses de escrita numérica:
* Qual a diferença entre esses números? Como devem ser lidos?
* Qual é o maior deles? Qual é o menor?
* Como vocês sabem qual é o maior?
* Um mesmo número pode ser escrito de diferentes maneiras?
O que mais fazer?
Procure repetir esta atividade diversas vezes ao longo do semestre, pois os alunos costumam ter muitas dúvidas sobre a escrita de números, principalmente quando há zeros intercalados. Você pode propor variações, como pedir que escrevam o sucessor do número ditado, ou seja, o que vem
logo depois dele, na seqüência.

* fonte: Guia de Planejamento e Orientações Didáticas - 2ª série (3º ano) - SEESP

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - O SISTEMA DE NUMERAÇÃO E A CALCULADORA


SÉRIE INDICADA : 2ª SÉRIE/ 3º ANO


Sistema de Numeração



Problemas com a calculadora


Conteúdos:
· Utilização de procedimentos de cálculo baseados nas regularidades do sistema decimal.
· Explicitação de procedimentos de cálculo.

Objetivos:
· Avançar para uma maior compreensão da organização decimal.
· Detectar regularidades a partir do trabalho com as operações, contribuindo para melhorar o uso da notação escrita, elaborando estratégias mais econômicas.

A calculadora pode contribuir para a reflexão sobre a estrutura aditiva da numeração falada e sobre sua vinculação com as regras da numeração escrita. Trata-se de um instrumento valioso para a realização destas atividades, já que torna possível que cada criança detecte por si mesma quando está no caminho certo e quando se equivocou, corrija seus próprios erros e comece a buscar uma regra que lhe permita antecipar a operação que efetivamente permite chegar ao resultado esperado.

Em síntese, refletir sobre a vinculação entre as operações aritméticas e o sistema de numeração conduz a formular “leis” cujo conhecimento permitirá elaborar procedimentos mais econômicos. E torna possível algo mais: perguntar-se pelas razões dessas regularidades, buscar respostas na organização do sistema, começar a desvelar aquilo que está mais oculto na numeração escrita.



O Sistema de Numeração: Um problema didático



Encaminhamentos: A sequência a seguir será administrada alternadamente durante o primeiro semestre pela formadora e pela professora de classe. Quem dá a primeira aula é sempre a formadora (onde a professora de classe é parceira, e a diretora e a coordenadora pedagógica são observadoras). Se escola quiser e se houver espaço adequado na sala de aula, mais professores podem assistir à aula, que será discutida na reunião feita após cada atuação com os alunos.

Problema 1 - Ditado de números na calculadora
Ditar um número (ou escrevê-lo na lousa) e pedir que as crianças digitem na calculadora. Depois perguntar o que precisarão fazer para que apareça um zero no lugar de algum (ou alguns) dos algarismos que constituem o número (também colocar na lousa o número que deverá aparecer), por exemplo:

1ª parte

a) 459 e pedir aos alunos que dêem uma ordem para que o 459 se transforme em 409.
b) 452 â 402

Discutir com o colega o que é necessário fazer para que ocorra essa transformação. Em duplas, pedir que discutam e combinem que ordem deverão dar para a calculadora antes de realizar a operação.

2a parte
c) 430 sem apagar faça o 400 aparecer no visor
d) 9354 â 9054;
e) 9815 â 9015
f) 9268 â 9208
g) 6275 â6075;
h) 7403 â 7003;

INTERAÇÃO DA CRIANÇA COM A ATIVIDADE: Provavelmente, nas primeiras situações propostas as crianças operarão por ensaio e erro. Por exemplo, para transformar 9354 em 9054, primeiro tiram 3 depois, conferem no visor e constatam que está errado, tentam com o 30 e por fim chegam ao 300.

Delia Lerner e Patrícia Sadovsky observaram esse tipo de procedimento:

Para transformar 9815 em 9015, “muitos tiraram primeiro 8, depois 80 e só depois 800, enquanto outras crianças fizeram diretamente a subtração correta. Quando se discutiu a questão em grupo, todos já sabiam que precisavam subtrair 800, pois as outras soluções –subtrair 8 ou subtrair 80– foram descartadas por levar a um resultado diferente do buscado. Quando a professora pediu que explicassem como se deram conta que precisavam subtrair 800 e não 8 ou 80. Francisco respondeu: “Você pode subtrair assim (9.815-15), e isso te dá 9800; aí já te ajuda um pouquinho, não? Então já sabe que são 800”.

Essa é uma situação auto-verificadora, pois dependendo do resultado que aparece no visor da calculadora é possível saber se a operação realizada está ou não correta. “Gerar situações onde as próprias crianças possam decidir se o que estão fazendo está certo ou errado, é crucial para criar e devolver uma situação-problema. Se toda a atividade dos alunos depende sempre do professor para avaliar o que está certo, perde-se quase toda a possibilidade de que as crianças sejam responsáveis pelo problema. Em alguns casos (como este) a própria situação permite que os alunos verifiquem a correção do que estão fazendo.
[i]

Após cada situação é importante propor a discussão coletiva, perguntando como as crianças se deram conta que deveriam realizar esta operação. Justificar o que se fez não é tarefa fácil. Provavelmente, os argumentos das crianças estarão baseados, exclusivamente, na numeração falada.

Problema 2 – Problemas com a calculadora defeituosa

Tenho que escrever na calculadora o número:
· 12, porém, a tecla do 2 não funciona. Como posso fazer?
· 37, porém, a tecla do 3 não funciona. Como posso fazer?
· 438, porém, a tecla do 4 não funciona. Como posso fazer?

Este problema possibilita uma análise do valor posicional, o reconhecimento de que o 4 “vale 400” . Sua resolução admite várias soluções a partir de diferentes decomposições aditivas: 200+238; 100+100+100+100+38, etc.

Problema 3 – Continuação do ditado de números na calculadora
Propor outras situações deste tipo, mas em que para um mesmo número, o zero do resultado aparece localizado em diferentes lugares:

1a parte
a) 6275 â 6075; 6275 â 6205; 6275 â 6270;
b) 8753 â 8703; 8753 â 8750; 8753 â 8053;

Desta forma, as crianças poderão começar a tomar consciência de que em certos casos é preciso subtrair ‘cens’; em outros, ‘dezes’; em outros, unidades.

2a parte

Estender o problema para números com todos os algarismos iguais:
a) 33;
b) 222;
c) 4444;
d) 7777;


*FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA - ED. ABRIL


SEQUÊNCIA DIDÁTICA ELABORADA PELA FORMADORA PRISCILA MONTEIRO



quinta-feira, 8 de abril de 2010

ATIVIDADES DE SISTEMATIZAÇÃO



Atividades de sistematização


1 - O que é
São atividades destinadas à sistematização de conhecimentos das crianças ao fixarem conteúdos que estão sendo trabalhados. Em relação à alfabetização, são os conteúdos relativos à base alfabética da língua ou ainda às convenções da escrita ou aos conhecimentos textuais.
Em outras áreas curriculares, podem ser conteúdos que ajudem a compreender ou trabalhar outros assuntos/temas, como as misturas de cores como geradoras de outras cores, a diversidade do mundo animal para compreender as relações interdependentes da vida no planeta, o conhecimento de aspectos do corpo humano como forma de cuidar melhor da própria saúde, etc. Lembrar ainda que as atividades de sistematização podem ser lúdicas, como os jogos.


2 - Sugestão


A - Oficina de produção de textos (para os projetos, por exemplo)
Em que se selecionam alguns gêneros textuais, para que as meninas e meninos escrevam, tendo em vista um projeto e, portanto, uma determinada finalidade e um determinado leitor: as crianças da mesma classe, de outra classe, de outra escola ou, ainda, os pais e a comunidade.
O que importa é reservar momentos, previamente acordados com o grupo, em que se decida, coletivamente, para que, para quem, o que e como escrever.
Para isso, é necessário também que as crianças tenham modelos/referências de textos e assuntos/ temas do que se vai escrever. E mais: que se viva a escrita como um processo: planejando a produção, em função do projeto; fazendo várias versões até a versão final; discutindo possibilidades melhores ou mais eficazes de expressão de certas palavras, enunciados, idéias, tendo em vista o leitor do texto.




* FONTE: ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS - ORIENTAÇÕES PARA INCLUSÃO DA CRIANÇA DE SEIS ANOS DE IDADE

terça-feira, 6 de abril de 2010

PROJETO "NOSSA CIDADE, NOSSA CASA"


PROJETO: NOSSA CIDADE, NOSSA CASA



Produto: uma mostra que expresse a cultura e a produção artística do bairro, da cidade ou do município em que a escola se localiza. O acervo pode ser verbal (oral e/ou escrito), imagético (fotografias, colagens, desenhos, etc), fílmico (gravações em fitas de vídeo). Pode ser também uma exposição de obras da cultura local: esculturas, quadros, peças de tecido, utensílios variados etc.


Objetivo: propiciar que o estudante conheça mais o lugar em que vive, percebendo-se como parte dele.


Desenvolvimento do trabalho
1 – Discuta com os estudantes o projeto: objetivos,etapas, necessidade de envolvimento de todos, responsabilidade de cada um e produto final. Discuta o projeto com os pais/comunidade no sentido de ter a adesão deles em relação à finalidade desse trabalho, assim como possíveis contribuições.

2 – Organize as crianças em grupos para que cada um faça uma pesquisa. As categorias poderiam ser, por exemplo:
- a breve história da cidade;
- o museu;
- a biblioteca;
- os grupos de dança;
- os grupos musicais;
- as comidas típicas;
- o teatro (ou grupos de teatro mesmo sem sede física)
- o artesanato local;
- os artistas da região: poetas, cantadores, contadores de histórias, repentistas, pintores, etc.;
- as atrações turísticas (toda cidade as tem, mesmo que seus moradores, muitas vezes, não saibam ou não percebam esse potencial...).

3 – Auxilie os grupos com a sua pesquisa e também peça para que as crianças pesquisem com familiares, amigos e moradores mais antigos seus conhecimentos sobre a cultura local e até mesmo se há disponibilidade de objetos que possam ser emprestados para a mostra cultural/ acervo. Um gênero textual para esse momento pode ser a entrevista oral ou escrita (*).

4 – Proporcione ainda visitas a locais da cidade que possam contribuir para a pesquisa das crianças, como a sede da prefeitura, o jornal da região, etc. Para essa saída da escola, é possível elaborar com as crianças uma carta-requerimento (*) para reservar/marcar a ida a esses lugares.

5 – Enfatize bastante com os estudantes a questão das mudanças históricas havidas entre o “antigamente” e o “hoje”. Organize com eles, um cartaz que possa ir registrando as contribuições das pesquisas, ao longo do desenvolvimento do projeto, na direção de compreenderem um importante conceito que se refere às permanências e mudanças do contexto histórico e geográfico.



OLHO VIVO
A partir do século XX, são consideradas fontes históricas vários registros como músicas, mapas, gráficos, pinturas, gravuras, fotografias, ferramentas, utensílios, festas, rituais, edificações, literatura oral e escrita, etc. Nesse sentido, os estudantes podem enriquecer suas pesquisas com um farto material, entendendo, inclusive, não só que são parte da história que está sendo construída, como também podem viver o papel do historiador, quando investigam e encontram documentação histórica, a partir dessas fontes variadas.



6 – Ajude os estudantes nos planos de trabalho para que possam ter autonomia de trabalho e cumprir o cronograma estabelecido. Defina com eles quais os dias da semana serão reservados para o projeto, quanto tempo o projeto vai durar, que grupo vai fazer o que, para que, onde, como e quando.

7 – Ao longo do desenvolvimento do projeto, marque as datas em que discutirão os andamentos
das pesquisas, os registros (orais ou escritos) do que as crianças estão aprendendo com o trabalho, o trabalho em cada grupo, bem como os produtos finais: painel fotográfico? Audição de músicas, declamadores, contadores de histórias? Apresentação de dança e/ou de teatro? Exposição de objetos culturais? Feira de comidas típicas? Enfim, são muitas as possibilidades...

8 – Os produtos finais podem ser apresentados tanto num mesmo dia, previamente estabelecido,
quanto em dias diferentes, também acordados em consonância com os estudantes e a comunidade.



OLHO VIVO
É bom lembrar que um projeto pode demandar outros projetos para ampliação de alguns aspectos. Um projeto comporta, assim, uma grande flexibilidade no seu desenvolvimento, a depender dos nossos objetivos, dos interesses e necessidades das crianças e, por fim, do envolvimento de todos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

SUGESTÃO DE PROJETO - REESCRITA DE CONTOS DE FADAS

PROJETO: REESCRITA DE CONTOS DE FADAS


Objetivo didático: Trabalhar com a reescrita de contos de fada, promovendo situações de revisão da linguagem escrita, ortografia e pontuação.


Objetivo compartilhado com as crianças:Produzir um livro de reescritas de contos de fada e uma fita cassete com as histórias recontadas pelo grupo para doar à biblioteca da escola.




Conteúdos / Gostaríamos que os alunos aprendessem a:

*aproximar-se da linguagem escrita desse gênero(contos de fadas);
*adquirir fluência nos recontos;
*de reescritas coletivas, em duplas e individuais, com entusiasmo e prazer, respeitando a opinião e participação dos colegas;
*reescrever contos, considerando a estrutura específica desse gênero lingüístico;
*compreender o propósito comunicativo da ortografia e da pontuação, utilizando com certa autonomia seus recursos (listas de palavras e de regras elaboradas pelas crianças, dicionário);
*revisar seus próprios textos (coletiva e individualmente), utilizando recursos estabelecidos com todo o grupo (asteriscos numerados, bilhetes de revisão e destaque de palavras por cores);
*confeccionar ilustrações para cada conto; refletir sobre a importância de cada etapa da escrita de um livro (sumário, prefácio, apresentação, paginação etc.).



Etapas de Trabalho:
*Escrita de listas de contos de fada conhecidos.
*Seleção dos contos preferidos pela classe.
*Situações de revisão de textos bem escritos.
*Recontos em grupos e, posteriormente, individuais.
*Gravação da fita de recontos (distribuição e divulgação pela escola).
*Reescritas coletivas com revisões.
*Reescritas em duplas.
*Discussões sobre a importância das ilustrações.
*Confecção de ilustrações.
*Reescritas individuais (com roteiro sobre as partes importantes da história).


*fonte: Revista Avisa Lá