sábado, 25 de maio de 2013

A PRÁTICA DE REGISTRAR COM CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS


Registrar faz parte do projeto pedagógico da Grão de Chão1, escola em que trabalho. Cada grupo tem seu diário de sala e nele são registrados os acontecimentos mais significativos vivenciados pelas crianças, tais como uma brincadeira muito divertida, eventos realizados na escola, algumas atividades feitas com outros grupos, as receitas elaboradas, as curiosidades ou descobertas, os aniversários, entre outros. Há espaço também para os registros mais individuais, importantes para uma ou mais crianças, como o nascimento de um irmão, por exemplo. Sou professora de crianças de 1 a 3 anos (G1/G2), e é comum os pais lamentarem o fato de os filhos, pela oralidade pouco desenvolvida, quase não contarem em casa o que fazem na escola. Percebi que pelo diário de sala seria possível compartilhar com eles as vivências de seus filhos e do grupo a que eles pertencem, bem como favorecer a construção da identidade de cada um e a percepção do outro, alimentando o sentimento de pertencimento ao grupo.
O diário de sala é elaborado na escola e, nos fins de semana ou em feriados, é enviado à casa de uma das crianças do grupo para que os pais e elas não apenas olhem, conversem e recuperem a história contida no diário, mas registrem alguma vivência da criança com a família, para que seja compartilhada com o grupo.
Os primeiros registros                                                                                                        

A significação desse diário pelas crianças foi sendo construída à medida que foi ganhando “corpo”. Nos primeiros registros, recuperamos algumas vivências do grupo consideradas mais marcantes. Nesse momento, assumi o papel de escriba e fui trazendo os elementos mais importantes que queria deixar registrados. No entanto, as crianças pouco se envolveram com a proposta e não fizeram contribuições. Eu sabia que, naquele momento, me colocava como modelo para o grupo, ajudando-o a construir, passo a passo, uma significação desse diário. Aos poucos, os registros foram compartilha-dos, olhados e revistos, e as crianças começaram a fazer pequenos comentários, aqui e acolá, referentes à construção do relato, em nossas rodas de registro do diário de sala, cuja participação tem se intensificado a cada dia.
Pais e filhos

A circulação do diário de sala pelas casas das famílias fez com que as crianças, auxiliadas pelas imagens e tendo por leitores os pais, relembrassem e contassem algumas vivências pessoais, bem como as dos colegas do grupo e, com isso, trazendo “um pouco da escola” para dentro de casa. A participação dos pais confirmou que o diário não só proporcionou vivências agradáveis – “Foi muito legal ver o livro com ela e fazer um registro. Ela viu que uma criança carimbou as mãos com os pais e também quis carimbar as suas” –, como também possibilitou perceber o quanto ele fazia sentido para seus filhos: “Não consegui ver o livro com ele até o final. Ele queria me mostrar tudo várias vezes e não me deixava virar as páginas”. (Depoimentos de pais).

De volta à escola

Os registros feitos pelos pais foram variados e revelaram a singularidade de cada criança. Nosso diário de sala foi se constituindo nessa diversidade, tendo por eixo estrutural o desejo de dar voz à criança, para que ela pudesse falar de suas aprendizagens e compartilhar suas descobertas. Os registros foram importantes para que as crianças se lembrassem do que haviam feito no período em que o diário esteve em sua casa, fazendo com que as crianças recuperassem esses momentos e os compartilhassem oralmente com o grupo. As colaborações revelam lembranças afetivas, que tornam o momento de olhar o diário em sala, com o grupo todo, especial, carregado de sentimentos agradáveis. As crianças se veem como autoras das histórias pessoais e do grupo. Por vários meses, assim que pegava o diário, uma criança dizia “o papai, o papai”, referindo-se ao registro que havia feito com o pai. Atualmente, quando abro o livro, as crianças falam: “Essa foto é minha”, “Esse é o meu pé, né?!”, “Olha, eu tô descansando”. E a cada página virada, sempre há uma frase diferente a revelar sua construção, sua identidade e seu sentimento de pertencimento ao grupo.
Cada criança está presente, nesse diário, por meio do desenho que fez, pelas fotos ou pelos registros feitos com os pais ou comigo. Ao mesmo tempo que ele retrata percursos pessoais, revela também a constituição do grupo, na medida em que, ao vivenciarem experiências comuns e ao compartilharem suas experiências pessoais, relacionam-nas com as dos colegas.
Trabalho com a oralidade

O diário de sala proporciona ótimas rodas de conversa. O fato de fazer sentido para as crianças e de contar com recurso visual (fotos, desenhos, imagens…) para apoiar as falas, possibilita maior envolvimento delas durante a conversa. Por meio dessa rotina, as crianças tornam-se conscientes do processo da história que estão vivendo. A roda de conversa, a partir do diário de sala, é um momento valioso para se trabalhar a linguagem oral das crianças. Ela ajuda a organizar o pensamento e as falas das crianças. Desde pequenas, as crianças devem participar de situações reais de conversa. Assim, aprendem a escutar o outro, a esperar a vez de falar, a olhar seus interlocutores, assim como a usar a voz adequadamente.
Roda de conversa sobre o registro feito por uma família

Eu – Esse fim de semana a Esther levou o livro de registro para casa.
Maíra – A mamãe carimbou o meu pé.
Giuliana – A mamãe também carimbou o meu pé. Ela passou tinta e depois saiu.
Eu – Vamos ver se a mãe da Esther também carimbou o pé dela?
Esther – Não carimbou.
Eu – Foi esse o registro que você fez com a mamãe?
Esther – Eu fiz com a minha mãe.
Eu – Eu vou ler para vocês: “Esther, mamãe e papai tiveram um fim de semana muito legal.” Foi legal o seu fim de semana?
Criança – Foi muito legal!
Eu – O que é isso que você colou?
Esther – O Vila Sésamo2.
Rafael – Eu “tem” “mi” “ca”
Eu – Você tem na sua casa?
Rafael – É.
Eu – Você tem o filme ou vê na TV?
Esther – Na TV.
André – Sabia que eu vejo na minha TV?
Eu – Quem já viu o Vila Sésamo?
Maíra – Eu já vi também..
Manuela – Eu já vi.
André aponta para uma figura que estava colada na folha e pergunta para mim
– O que é isso?
Eu – Pergunta para a Esther.
André vira para Esther e pergunta – O que é isso?
Esther – É uma casinha.
Eu – Onde você encontrou essa casinha?
Esther – Na loja.
Eu – E você quis colar aqui?
Esther – É.
Eu – Deixa eu ler o que está escrito aqui: “Esse brinquedo é muito legal”. É um brinquedo de montar?
Esther – É de montar.
Eu – E foi você que montou ou você viu em uma revista?
Esther – Eu achei em uma revista.
Eu – E você tem esse brinquedo?
Esther – Tenho
Maíra – Eu tenho.
Eu – E você brinca de montar?
Esther – Eu brinco de montar.
Eu – Aqui na escola tem um brinquedo parecido. Depois vamos pegar e montar uma casa igual a essa?
André – Isso é um castelo.
Eu – Isso é um castelo ou uma casa?
Esther – Um castelo.
Giuliana – É um castelo de princesa.
Eu – Será que tem uma princesa escondida aqui dentro?
Giuliana – Tem. Eu tenho uma dessa.
[...]
Ainda na mesma roda:

Eu – Deixa eu ver o que é isso. (Ingresso do teatro da Branca de Neve). Você foi ao teatro esse fim de semana?
Nina – Eu também.
Esther – Era o teatro da Branca de Neve.
Rodrigo – Eu foi do Júlio.
Eu – No do Cocoricó
3?
Rodrigo – É, do Júlio.
Nina – Eu já vi o do Júlio.
Eu – Igual o Rodrigo?
Nina – É.
Esther – Eu vou no teatro do Cocoricó.
Eu – A Esther está dizendo que foi no teatro da Branca de Neve. Alguém já foi no teatro da Branca de Neve?
Nina – Eu fui.
Manuela – Eu fui.
Eu – “Quem tinha” no teatro? Tinha a Branca de Neve?
Esther – Tinha.
André – Tinha o desenho do Shrek.
Eu – Você assistiu o desenho do Shrek? Esse fim de semana?
André – É, eu vi na minha casa.
[...]
As crianças dessa idade têm pensamento sincrético, ou seja, “na percepção, no pensamento e na ação, a criança tende a misturar os mais diferentes elementos em uma imagem desarticulada, por força de alguma impressão ocasional” (VYGOTSKY, 2003). A afirmação do André: “Tinha o desenho do Shrek”, inicialmente parece não estabelecer relação com o que estávamos falando. No entanto, ela era pertinente porque aquele era o filme a que ele havia assistido no fim de semana. O mesmo vale para a criança que havia ido ao teatro da Branca de Neve. Cabe ao professor conferir significado às frases soltas, conectando-as com o que está sendo conversado ou registrado no livro, recuperando o fio de pensamento percorrido pela criança. O professor, ao estimular a criança a falar e a ficar atento ao que ela diz, perceberá as relações estabelecidas por ela, conferindo sentido à conversa. Ele assume o papel de mediador e de incentivador da interlocução entre as crianças.
Quando o diário de sala chegou ao fim 

Construir o diário de sala com meu grupo, ao longo do ano, fortaleceu minha crença no potencial das crianças que, mesmo muito pequenas, são capazes de falar de suas experiências e de relacioná-las com as dos colegas. Ele não só guarda a memória do grupo, como também revela sua identidade.
(Mariana Isnard Carneiro, pedagoga e professora da escola Grão de Chão, em São Paulo – SP)
1A escola Grão de Chão atende a crianças de 1 a 7 anos, no bairro da Água Branca, em São Paulo (SP).
2Programa infantil caracterizado pelo personagem Garibaldo e sua turma. É veiculado e coproduzido pela TV Cultura de São Paulo (SP) e pela produtora norte-americana Sesame Workshop.
3Série infantil brasileira produzida e exibida pela TV Cultura e pela TV Rá-Tim-Bum cujo personagem principal dos episódios é o menino Júlio.

sábado, 18 de maio de 2013

ATIVIDADES A PARTIR DA HISTÓRIA O CABELO DE LELÊ


O cabelo de Lelê
Belém, Valéria
Ed. IBEP Nacional

Sinopse:
Lelê não gosta do que vê - de onde vem tantos cachinhos? Ela vive a se perguntar. E essa resposta ela encontra  num livro, em que descobre sua história e a beleza da cultura africana.

Tem um vídeo no youtube, com a leitura do livro:




SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES

·       *  Realizar a leitura do livro “O cabelo de Lelê” (sugestão: ler a história usando uma peruca que represente o cabelo da personagem. Antes da leitura, conversar sobre a peruca, chamar a atenção para o título da história e a ilustração da capa).
·      *   Após a leitura, em roda de conversa, perguntar às crianças: “Como é o cabelo de Lelê?”, “Por que o cabelo de Lelê é assim?”, “E o seu cabelo, como é? Por que será que seu cabelo é assim?”
·       *  Em outro dia, apresentar para as crianças um vídeo (you tube), com a história do livro e conversar sobre a história e sobre a África.
·         Procurar em revistas gravuras de pessoas que tenham o cabelo como o de Lelê e montar um painel. Conversar sobre o mesmo. (outra sugestão: procurar gravuras que representem o próprio cabelo).
·        * Inspirados nas páginas 16 e 17 do livro, representar a personagem Lelê, “construindo” seu cabelo com diferentes tipos de material, tais como: EVA, lã, macarrão parafuso, entre outros... É importante que cada criança escolha o material que irá utilizar. Expor os trabalhos realizados, conversar sobre os mesmos e fazer um fantoche da personagem para levar para casa.
·         *Apresentar o clipe musical “Tudo junto e misturado” (Aline Barros).
·     *    Confeccionar perucas com papel rococó preto e organizar um desfile/baile na escola. (outra sugestão: distribuir aos alunos as perucas existentes na escola para organizar o desfile/baile).
·       *  Realizar a leitura de alguns contos africanos e brincadeiras africanas, valorizando esta cultura.




segunda-feira, 15 de abril de 2013

IDEIAS PARA AS AULAS DE ARTES


                                      
  30 técnicas de pintura



                            
1- Pintura impressa

Como fazer: Pinte sobre uma mesa ou suporte qualquer, em seguida coloque uma folha por cima, pressione com as mãos e depois retire-a novamente. Você verá que a pintura da mesa passou para o papel de forma invertida.
                                                                                                                                 
2- Pintura com giz derretido

Como fazer:  Encostar o giz de cera ligeiramente na vela. Derretida a cera, usar o giz rapidamente sobre o papel, conseguindo-se um belo efeito em relevo.

Dica:  Esta técnica exige muito cuidado e atenção por utilizar fogo. É muito importante a  supervisão de um adulto, quando for realizada por crianças.




                                                                                                                                            

3- Pintura desbotada

Como fazer: Molhe um cotonete no álcool ou água sanitária e desenhe sobre um papel de seda.
  
Dica: Utilize  papéis com cores fortes para um melhor resultado.
Não deixe as crianças sozinhas manipulando álcool ou água sanitária.

                                                                                                                               

 4- Pintura com papel crepom

Como fazer: Corte em pedaços o rolo de papel crepom, umedeça na água e pressione na folha branca.

Dica:  Se fizer em sala de aula, deixe pouca água à disposição das crianças e escolha cores fortes, para melhor resultado.
                                                                                                                                 
5- Pintura no papel amassado

Como fazer: amasse e desamasse o papel, depois pinte por cima.
                                                                                                                               

6- Barbante com tinta



Como fazer: Mergulhe um pedaço médio de barbante na tinta guache e depois coloque na folha branca. Espere um pouquinho e tire o barbante.
                                                                                                                               

7- Pintura espelhada

Como fazer: Pinte com cola colorida ou tinta guache, dobre a folha ao meio e abra novamente. Você verá que a pintura ficará igual dos dois lados da folha.
                                                                                                                               

8- Pintura no laminado amassado

Como fazer: Amasse e desamasse o papel laminado e pinte com cola colorida por cima.

Dica: Você pode utilizar o papel laminado pintado com cola de glitter para fazer um tesouro.

                                                                                                                              

9- Pintura no jornal



Como fazer: Corte um pedaço de jornal e depois pinte por cima com caneta ou tinta guache.


                                                                                                                                         

10- Pintura com peneira

Como fazer: Coloque a peneira sobre o papel, pinte com guache por cima, depois tire a peneira e veja o resultado.

                                                                                                                             

11- Pintura esponjada

Como fazer: Recorte uma esponja em pedaços, do tamanho que desejar, umedeça na tinta guache e pressione sobre o papel. Repita a atividade até formar a pintura que deseja.

Dica: Se usar várias cores de tinta é preciso separar um pedaço de esponja para cada cor, para não misturar.

                                                                                                                            

12- Pintura com argila

Como fazer: Umedeça os dedos, passe-os na argila e desenhe com eles na folha. Repita a atividade até criar um belo desenho.

Dica: Não arranque pedaços de argila para colocar na folha, apenas passe os dedos na argila para pintar. Para um melhor resultado passe cola branca por cima, para evitar que a terra esfarele depois de secar.

                                                                                                                           

13- Pintura com papelão

Como fazer: Corte um pequeno pedaço de papelão grosso e verá que ele é formado por camadas. Na ponta do papelão, rasgue uma camada de forma que a camada ondulada fique exposta, pois é com ela que deverá pintar. A camada ondulada do papelão dá um efeito diferente na pintura.

Dica: Se você pintar fazendo ondas no papel a pintura ficará muito legal. Você pode alternar as ondas em tons de bege, azul escuro e claro para ilustrar o fundo do mar. Depois pegue a tinta verde e faça ondas verticais imitando algas marinhas, e finalize colando peixinhos. 

                                                                                                                         

14- Pintura com cotonete

Como fazer: Utilize cotonetes ao invés de pincéis. Molhe a ponta do cotonete na tinta e divirta-se.

                                                                                                                          

15- Pintura com garfo

Como fazer: Passe tinta guache em uma folha  e depois passe as pontas do garfo de leve sobre a pintura e veja como ficará.

                                                                                                                          

16 - Pintura com palito de picolé

Como fazer: Pegue uma folha colorida, cubra-a com guache de uma cor diferente  e depois faça um belo desenho com o palito de picolé. Você verá que a cor do papel aparecerá onde você passou o palito de picolé.

                                                                                                                        

17- Pintura secreta

Como fazer: Desenhe com giz de cera branco ou vela na folha branca e depois passe tinta guache com uma cor forte por cima. O desenho secreto aparecerá na pintura.

                                                                                                                       

18- Técnica do gotejamento




Como fazer: Veja passo a passo em : Fazendo arte como Pollock

                                                                                                                     
19- Pintura com fita crepe

Como fazer: Cole pedaços de fita crepe espalhados na folha, pinte com guache nos espaços em que sobraram da folha, deixe secar e depois retire as fitas do papel.

                                                                                                                  

20- Pintura com carimbos de legumes

Como fazer: Legumes como batatas, cenouras e beterrabas também podem ser instrumentos de arte. Corte-os na forma que quiser (carinha feliz, estrela, coração e etc), mergulhe na tinta e carimbe as folhas.

                                                                                                                  

21-Pintura com galhinho de árvore

Como fazer: Faça uma tinta rala, com guache e água, em seguida molhe um galho pequeno de árvore e respingue em cima da folha de papel. 

                                                                                                                  
22- Pintura com bolinha de gude



Como fazer: Pegue uma forma de bolo retangular, coloque uma folha branca dentro,  pingue tintas coloridas, coloque bolinhas de gudes por cima e mexa a forma devagar de forma que as bolinhas se movam sobre a folha e a tinta. Depois que pintar a folha, retire-a da forma, deixe-a e secar e exponha sua linda arte.

                                                                                                               

23- Pintura antiga

Como fazer: Faça um café bem forte, molhe um pedaço de algodão no café e pressione sobre a folha branca. Repita a atividade até que cubra todo o papel e depois deixe secar.
Dica: Com a pintura antiga você pode simular um pergaminho antigo ou fazer um mural histórico.

                                                                                                              

24- Pintura com cola e anilina

Como fazer: Desenhe com cola branca na folha de papel, espere secar e depois cubra de anilina. O desenho com cola se destacará na anilina e dará um efeito visual muito legal.

                                                                                                                

25- Pintura com carimbo esponjado

Como fazer: Veja passo a passo em : Técnica de pintura

                                                                                                               

26- Pintura com as mãos

Como fazer: Use as mãos como carimbos e crie diferentes formas como : animais, árvores, peixes e etc. 
Dica: Tire idéias do vídeo do Mister Make

                                                                                                                

 26- Pintura espirrada

 Como fazer:  Molhe uma bolinha de tênis na tinta e jogue em um papel grande posicionado no chão.

                                                                                                                 

 27- Pintura com papelão 2

 Como fazer: Corte pedaços de papelão, mergulhe na tinta e carimbe rapidamente na folha de papel deixando uma marca fina. Una as marcas de tinta e forme uma linda paisagem. 
No vídeo do  Mister Make você aprende a fazer uma pintura tropical com papelão.

                                                                                                                   

 28- Técnica do assopro

 Como fazer: Pingue pequenas porções de tinta sobre a folha de papel e sopre através de um canudo. Quanto mais você soprar mais espalhada ficará a tinta e mais legal ficará a sua pintura.

                                                                                                                 
 29- Pintura escorrida

 Como fazer: Utilize uma seringa para espirrar tinta sobre a folha. Você verá que obterá diferentes resultados se apertar a seringa com rapidez ou devagar.  

                                                                                                              

30- Pintura com lã de aço

Como fazer: Desenhe em uma folha de revista, recorte e coloque em cima de uma folha branca. Em seguida passe a lã de aço (popularmente conhecida como bombril) em toda a borda do desenho e você verá que a tinta da revista passará para o papel e deixará o contorno do desenho neste.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: PROCESSO DE ACOLHIMENTO DE BEBÊS


Objetivos 
- Construir um ambiente de acolhimento e segurança para os bebês e suas famílias. 
- Estabelecer diálogos com eles e ressignificar os gestos, as ações e os sentimentos por meio da linguagem. 

Conteúdos
- Inclusão das famílias no processo de adaptação. 
- Respeito às singularidades de cada criança. 

Idade 
Até 2 anos. 

Tempo estimado 
Duas semanas. 

Material necessário 
Objetos de apego dos bebês e para os cantos de atividades diversificadas, uma foto de cada criança e livros de literatura infantil. 

Flexibilização
Bebês com deficiência intelectual costumam apresentar um desenvolvimento mais lento que os demais. No entanto, no caso de deficiências menos severas, essas diferenças podem ser pouco notadas nos primeiros anos de vida. O bebê é capaz de desenvolver sua mobilidade (mesmo que tenha algumas limitações motoras) e também a capacidade de comunicação, embora costume apresentar dificuldades de equilíbrio e de orientação espacial. Certifique-se das limitações desta criança, respeite o ritmo de cada bebê e conte muito com a ajuda dos pais ou responsáveis para adequar os procedimentos nas situações de cuidado e de aprendizagem. Repetir atividades e oferecer objetos que façam parte do dia a dia do bebê são ações fundamentais que ajudam a criança nesse processo de acolhimento. Organizar um caderno de registros, com as evoluções e dificuldades de cada bebê em diferentes situações de aprendizagem também contribui para diagnosticar eventuais dificuldades da criança. 

Desenvolvimento 
1ª etapa
Leia a anamnese dos bebês ou entreviste seus familiares. Converse com eles sobre a possibilidade de uma pessoa próxima à criança acompanhar o período de adaptação e participar de situações da rotina para compartilhar formas de cuidados com o educador. Não é preciso que os pais estejam presentes. Outros responsáveis, como avós, tios e irmãos mais velhos, podem participar dos primeiros dias. 

2ª etapa
No primeiro dia, acompanhe os responsáveis nas situações de cuidado, como banho, alimentação e sono, e observe procedimentos e formas de interação (a entrega do objeto de apego no momento de sono, como foi interpretado o choro etc.). Monte alguns cantos (por exemplo, com jogos de encaixe) e se aproxime dos pequenos. Depois, faça uma roda com eles e as pessoas de sua referência para despedida e transforme os gestos e as ações observados em palavras. Converse sobre as brincadeiras, os interesses e o que foi possível aprender sobre eles: João gosta de bola, Marina tem um paninho etc. Fale que novas brincadeiras serão feitas no dia seguinte. No segundo dia, organize outros cantos, com bacias com água, bonecas e livros, por exemplo. Circule e participe das situações. Oriente as pessoas que acompanham o processo a ficar no campo de visão do bebê, mas que procurem desta vez não interagir o tempo todo. No momento de trocar a fralda, a referência familiar pode ficar ao lado do educador, enquanto ele realiza o procedimento explicando à criança o que foi que aprendeu sobre ela ("Eu já sei que você adora segurar seu urso ao ser trocado. Pegue aqui"). 

3ª etapa
No terceiro dia, brinque e abra espaço para a expressão de sentimentos e gestos. Procure dar sentido às ações com base nas experiências que os envolvem ("Seu bebê está com fome, José. Vamos preparar uma sopa?). As pessoas que acompanham os bebês podem se afastar do campo de visão deles. A saída deve ser comunicada às crianças. No quarto dia, mostre cantos variados. À medida que demonstrarem segurança, faça as despedidas das pessoas que os acompanham. Anuncie onde estarão (quem ainda fica na creche, quem vai tomar um café ou quem vai embora). Brinque e acolha os possíveis choros, pegando no colo, oferecendo brinquedos etc. Leia uma história. 

4ª etapa
No quinto dia, componha o ambiente com os três cantos que mais atraíram no decorrer da semana. Selecione fotos dos pequenos para a composição de um painel. Nesse dia, apresente cada um, diga o nome, do que já brincou, se é sapeca, brincalhão etc. Quando os responsáveis vierem buscá-los, compartilhe esse painel na presença dos bebês e crie um contexto de conversa que demonstre o pertencimento deles à creche ("Agora esta sala é da Estela também. Olha onde fica sua foto."). Na segunda semana, planeje os cantos com base nos interesses das crianças e no que julga pertinente para ampliar as experiências delas com o mundo -- a repetição de propostas é importante.

Avaliação 
Observe o comportamento dos bebês. Se possível, empreste um brinquedo às mais resistentes, diga para cuidarem bem e trazerem de volta à escola.




Formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.


*FONTE: revistaescola.abril.com.br


ESPERANÇA


"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se 

E

— ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."

Mário Quintana

domingo, 19 de agosto de 2012

BARULHO, RUÍDO, SOM E SILÊNCIO



A ESCUTA MUSICAL COMO CONTEÚDO DE APRENDIZAGEM
Carlos Silva
Pensar sobre o que diferencia os eventos que dão título a este texto é uma tarefa que pode oferecer boas pistas de como tratar o trabalho de musicalização na educação infantil. O uso ordinário e cotidiano destas expressões acaba por plasmar as nuances de significados que podem colorir uma reflexão e, sobretudo, nossa vivência com barulho, ruído, som e silêncio.
Nesse momento, o silêncio será preterido para que possamos centrar um pouco mais nossa atenção sobre os outros elementos, muito embora seja quase que unânime a noção da dependência entre eles. Aliás, o silêncio é quase sempre concebido como a ausência de algo. Seria um exercício instigante pensá-lo como a presença de algo que não o que normalmente se entende como seu oposto, isto é, uma manifestação sonora qualquer.
Interessante perceber nos encontros de formação cujo tema foi “escuta ativa e exploração musical” que, de uma maneira geral, as expressões “barulho” e “ruído” carregam uma conotação de incômodo, muito frequentemente associadas a distúrbios quantitativos em relação à expressividade ou organização de linguagem, consequentemente indesejável e, tanto quanto possível, evitável. Ao passo que a expressão “som” traz uma imagem positiva ou, no mínimo, de concessão. No entanto, do ponto de vista da definição da física acústica qualquer fenômeno acústico é som, seja o resultante da execução de uma melodia de Bach ao violino ou o de uma britadeira num canteiro de obras. Por outro lado, um toque de celular com a melodia do Carinhoso de Pixinguinha que irrompe em meio a uma sessão de meditação pode constituir um ruído traumático e pesaroso.
Desenvolver e alimentar essa discussão com as professoras nos encontros foi muito controverso, porém, produtivo. A produção sonora das crianças na educação infantil está comumente vinculada a barulho e ruído, e som, via de regra, é relacionado a algo exterior à produção delas. Nos relatos das professoras é bastante constante a menção ao som da música do CD, dos passarinhos, dentre outros.  Por em foco que na contemporaneidade a produção musical é contextual foi revelador, principalmente quando pensamosna importância de assumir a expressão sonora da criança como sendo potencialmente musical, desde que seja realizado um trabalho consistente de observação que fundamente propostas planejadas de intervenções que levem ao desenvolvimento da sensibilização musical.
Os trabalhos pessoais sobre o desenvolvimento dos temas propostos nos encontros de formação revelaram evidências do tema acima exposto. As próprias participantes reconheceram que, subliminarmente, tratam a questão dessa maneira. A professora Ana Paula F. Manocchi Molinari do CEI Parque das Paineiras conclui uma reflexão sobre a proposta de trabalho de exploração sonoro-musical da seguinte maneira: “O CEI tem uma limitação no tempo, consequência da rotina. O que não pode permanecer é o pensamento a respeito da bagunça, do barulhoe, muitas vezes, que as crianças não vão conseguir realizar as atividades plenamente”. No entanto, ao relatar o desenvolvimento da mesma atividade em outra parte do Trabalho Pessoal, ela se refere da mesma forma ao que as crianças estavam fazendo:
“Feita a roda de conversa iniciamos a distribuição de materiais, que na verdade gostaríamos que tivessem sido escolhidos pelas crianças, (...). Eles fizeram bastante barulho! Quando comentamos esse aspecto no encontro, ela mesma percebeu que esta passagem é difícil de ser conscientizada e assumida de maneira consequente. Nem mesmo a dimensão positiva é fácil de ser consciente. Ela mostrou a gravação da proposta e, no desenrolar dos acontecimentos, deixa de se referir à execução das crianças como barulho e passa a usar expressões como som e música. No entanto, a professora não havia reparado nesse fato, bastante notório para quem assiste à gravação com foco em como são percebidos e interpretados os eventos “som, barulho e ruído” na perspectiva que estamos apontando aqui. “      
Outro exemplo é o da professora Carla Rodrigues Ávila Garrote da EMEI Maria Vitória da Cunha. Na proposta desenvolvida por ela com seu grupo, a partir do tema exploração sonora de objetos presentes no cotidiano, relata: “Nesse primeiro momento exploraram o espaço da sala, movimentando-se livremente e utilizando os materiais que quisessem para produzir sons. Rapidamente encontraram o que queriam e começaram a fazer aquele “barulhão”. Já no relato e avaliação da proposta seguinte, referente à construção sonora a partir de cotidiáfonos e instrumentos construídos, usa apenas expressões como: som, resultado sonoro conseguido, sons pesquisados, apresentação para o grupo com o respectivo som, dividiram-se em grupos com materiais de sons parecidos, e por aí vai.
Foi muito perceptível a transformação de perspectiva com relação ao significado desses termos e as possíveis consequências que podem advir do aprofundamento da consciência e da mudança de paradigmas do que seja música, produção e construção musicais, no que diz respeito ao que é reconhecido social e culturalmente, mas principalmente no que se refere à inserção pedagógica dessas mudanças na abordagem da ampliação da musicalidade das crianças.


PAISAGEM SONORA
Liliana Bertolini

A professora Ivone Aparecida Lima Freitas, da EMEI Recanto Campo Belo da DRE Capela do Socorro realizou o “passeio sonoro”, uma proposta para ouvir a sonoridade do ambiente.  
Ela nos conta sua experiência no relato a seguir:
“A primeira proposta consistia em parar para ouvir a sonoridade do ambiente. Após a sensibilização para a escuta dos sons que são ouvidos, na sala de aula de olhos fechados e relatar os sons ouvidos, as crianças foram convidadas a passear pela escola e parar em diversos ambientes como o pátio, a cozinha, a secretaria, para ouvir e relatar os sons ouvidos.
Em seguida, as crianças desenharam os sons da escola. Por fim, propus que conversássemos sobre isso na roda de conversa: Quais os sons que vocês mais gostaram? Quais os sons que foram desagradáveis? E qual foi o som mais forte e o mais fraco que pudemos perceber durante esse passeio?
A ação reflexiva construída juntamente com as crianças trouxe uma certa consciência da qualidade sonora do ambiente e uma possível transformação na direção de uma melhora da paisagem sonora da unidade escolar. Além disso, envolvem aprendizagens como o desenvolvimento da memória auditiva, da distinção de diferentes timbres (qualidades) e intensidades de som, que fazem parte de conteúdos específicos do Ensino Musical.”
Para essa proposta foram necessários alguns passos para prepará-la, como pensar qual o local adequado e em que momento do dia ela seria realizada. Para isso, é preciso que o professor conheça sua turma e experimente fazer essa atividade mais de uma vez, em momentos e locais diferentes. No relato
dos professores de CEI e EMEI que aplicaram essa proposta com as crianças notamos a surpresa com o envolvimento que elas demonstram e a alegria ao participar da escuta e comunicar os sons ouvidos por elas. Com o tempo, elas demonstram incorporar essa atitude da escuta e a manifestam em situações de brincadeira, roda de histórias, no refeitório, entre outras.
Outro aspecto importante para o professor é lembrar que a fala e a audição caminham juntas, e neste momento ele poderá observar se as crianças estão ouvindo bem.



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

DICA LITERÁRIA


ANINHA, A PESTINHA
MICKELBURGH, Juliet Claire
Companhia das Letras

SINOPSE:

Aninha era sempre uma gracinha - pintava que era uma gracinha, cantava que era uma gracinha, e todo mundo só dizia: “Que gracinha, a Aninha!”. Mas, irritada com a situação, um dia resolveu passar a fazer só abobrinha. Falava de boca cheia, subia na cadeira, rabiscava a mesa inteira, pintava as paredes de casa, respondia para os adultos, só aprontava confusão! Logo, logo, para todos tinha virado “a pestinha”. Foi aí que ela percebeu que não queria ser nem uma coisa nem outra: queria mais ser ela mesma, só a Aninha.