segunda-feira, 1 de junho de 2015

ATIVIDADE - ESCRITA DE TÍTULOS DE CONTOS CONHECIDOS



Objetivo(s) 
- Favorecer a reflexão sobre o sistema de escrita.
- Refletir com os pares e avançar nas hipóteses de escrita.
Conteúdo(s) 
Escrita.

 Tempo estimado 
Dois meses.
Material necessário 
Livros variados de contos acumulativos, lápis e papel, cartolina, tecido TNT, tinta, papel e canetinha.
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Apresente histórias de contos acumulativos aos alunos. Leia uma delas e pergunte se conhecem outras. Proponha apresentar uma dessas histórias aos demais colegas da escola. Nos dias seguintes, leia outras.
2ª etapa 
Relembre os títulos das histórias e peça que as crianças votem em qual gostariam de apresentar para a outra turma. Organize a sala em duplas de trabalho produtivas. É interessante ter como critério das duplas: hipóteses de escrita diferentes, porém próximas, e a relação entre os alunos. Peça que cada dupla escreva o título da história que deseja que seja lida para a outra sala. Acompanhe a produção escrita e peça que leiam o que escreveram e, assim, controlem sua produção.
3ª etapa 
Proponha um jogo de adivinhação do nome dos cinco contos vencedores da eleição. Dê pistas sobre o enredo, personagens, cenário, número de partes que compõem o título. Quando a turma acertar, convide algumas crianças (de preferência, as com escrita não alfabética) para escrever no quadro. Deixe as diferentes possibilidades de escrita registradas e aproveite para lançar perguntas que contribuam para a observação das diferenças (variedade, quantidade e ordem das letras). Eles devem colocar em jogo o que sabem e pensam sobre o sistema. Repita a brincadeira com cada um dos cinco títulos.
4ª etapa 
Converse com os alunos sobre os contos mais votados e elabore um cartaz coletivamente. Eles devem ditar os títulos ao escriba (o professor ou algum aluno que já tenha a escrita alfabética). Nesse momento, aproveite para perguntar: quantos pedaços tem esse título? Qual a primeira palavra a ser escrita? Qual a letra inicial? Qual a última letra? Como sabe que é tal letra? Por que não pode ser outra letra? Combine detalhes sobre a roda de leitura a ser feita para a outra sala.
5ª etapa 
Espalhe os livros de contos preferidos da turma pela sala. Convide outra sala para compartilhar uma roda de leitura de contos acumulativos. Como são contos de fácil memorização, os próprios alunos podem ser os leitores.
Avaliação 
Observe se as crianças avançaram em suas hipóteses de escrita, se ampliaram o repertório das relações que estabelecem, se começam a interpretar a escrita durante e depois de sua produção e se pedem ou fornecem informações ao colega durante a realização das atividades.
Flexibilização 
Fale sempre de frente para o aluno e antecipe a explicação da proposta para ele. Encaminhe o livro como lição de casa antes da leitura com o grupo para que ele possa explorar a história com o AEE ou com os pais. Ao contar a história, explore a expressão facial e gestual, apresente a ilustração ampliada em papel ou projete no telão.
3ª etapa 
Ao falar dos livros vencedores, se o aluno não estiver alfabetizado, elabore um símbolo para cada livro.
5ª etapa
Divida as tarefas no grupo, eleja alguns alunos para contar a história e outros para mostrar as ilustrações. Valorize a leitura de imagem desses contos.
Deficiências 
Auditiva


*FONTE:  http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/escrita-de-titulos-de-contos-conhecidos

sábado, 30 de maio de 2015

PROJETO - GALERIA DE BRUXAS


Publicado por 
Objetivo(s) 
- Avançar no conhecimento da linguagem escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional.
- Aproximar os alunos de autores contemporâneos e clássicos, com textos informativos e obras literárias.
Conteúdo(s) 
- Leitura.
- Escrita.

Ano(s) : 1º ao 5º ano

Tempo estimado 
Sete aulas.
Material necessário 
Livros de contos sobre bruxas, como A Bruxa Salomé (Audrey Wood, 32 págs., Ed. Ática, tel. 11/3990-2100, 23,90 reais) e As Férias da Bruxa Onilda (Enric Larreula e Roser Capdevila, 32 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-16-1700, 22,90).
Desenvolvimento 


1ª etapa 
Selecione contos que tenham bruxas como personagens principais. Durante duas ou três semanas, incorpore nas atividades permanentes a leitura em voz alta desses textos. Discuta com a turma que sensações elas despertam e quais relações é possível fazer com contos já conhecidos. Releia trechos para confirmar as interpretações, retomar parte da história ou notar a maneira como o trecho foi escrito. Direcione a conversa para a bruxa em questão: como é o comportamento dela? Quais suas qualidades e seus defeitos? Peça que citem os recursos usados para gerar suspense e medo, por exemplo.

Flexibilização para deficiência auditiva 
Solicite que a família e o AEE conversem com o aluno sobre o assunto, usando a linguagem de libras ou materiais como livros, jogos, brinquedos e outras formas de ampliar seu conhecimento sobre bruxas. 


2ª etapa 
Organize uma tabela para ficar exposta na sala com três colunas. Nomeie cada uma delas: título do livro, nome da bruxa e caracaterísticas. A ideia é que as crianças a completem com as informações pedidas ao fim de cada leitura e que você seja o escriba. Colabore para que elas encontrem não só as características descritas mas também as implícitas. Esse quadro também deve ser usado para promover desafios de leitura e de escrita: oriente, por exemplo, que localizem o que está escrito em algum trecho e o copiem.

Flexibilização para deficiência auditiva 
Fale sempre de frente para o aluno, explique cada item, levando-o próximo à tabela. Proponha a parceria dos colegas para que, junto a uma dupla, complete a tabela. 
 
3ª etapa 
Proponha que, em dupla, os alunos escrevam informações importantes sobre as bruxas, considerando todos os textos lidos. Esse procedimento é próprio de leitores e escritores experientes, que organizam a informação que consideram conveniente registrar. Levante algumas perguntas que podem ajudar: onde vivem as bruxas? Com quem convivem? Elas se casam? Existem bruxas boas?

Flexibilização para deficiência auditiva
Estimule a parceria dos colegas, revezando-os para que se sentem ao lado do aluno e esclareçam as dúvidas. 
 
4ª etapa 
Convide o grupo a criar uma galeria de bruxas para expor à comunidade escolar. Proponha que ditem coletivamente um texto sobre o que aprenderam a respeito das bruxas até então. Permita que nesse momento as crianças tenham os contos para consultar e confirmar dados e ver como as informações são escritas.

Flexibilização para deficiência auditiva 
Antecipe essa atividade para ser desenvolvida com o AEE, que pode ser o escriba das ideias desse aluno. E ele poderá levar o registro escrito dessas ideias e participar da produção do texto coletivo. 

5ª etapa 
Reúna os alunos em duplas e proponha que elaborem um texto, com o foco na descrição de uma bruxa. É importante que antes sejam eleitas as informações para caracterizá-las, como nome, aspecto físico e personalidade. No momento da escrita, deve ser discutido como colocar as informações, quais palavras e expressões usar e pensar em problemas da separação das palavras e, no caso dos alunos alfabéticos, na ortografia. Cada dupla também deve desenhar a bruxa.

Flexibilização para deficiência auditiva
Antecipe a primeira parte dessa atividade para ser realizada junto ao AEE da mesma maneira que na etapa anterior. Forme uma dupla com um aluno mais competente na escrita e solicite que este fale sempre de frente para o amigo e conte com sua participação na produção do texto.


6ª etapa 
Escolha alguns textos com problemas de escrita recorrentes - como o escasso uso de recursos descritivos - para discuti-los com a turma. Depois, devolva-os e oriente a revisão. Os alunos das duplas devem se alternar para reescrever o texto definitivo. Sugira também que finalizem o desenho. Reúna os trabalhos escritos e as ilustrações e monte a galeria em algum lugar de destaque na escola.

Flexibilização para deficiência auditiva 
Se o aluno ainda não estiver alfabético, combine com a dupla que ela não fará alternância na reescrita do texto, mas o aluno que tem surdez terá de trabalhar mais na organização para a atividade.

Produto final
Galeria de bruxas.
Avaliação 
Ao longo do projeto, note se os alunos mostram preferências de estilos, autor e temas, relacionam o que estão lendo com outros livros e opinam sobre as obras lidas. No momento da escrita, veja se planejam o texto e o revisam. Também analise se confrontam suas concepções sobre o sistema de escrita e se avançaram em relação à escrita convencional.
Flexibilização 
Acrescente trechos de filmes ou desenhos que retratem bruxas de tipos variados.
Deficiências 
Auditiva


*fonte:  http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/galeria-de-bruxas

terça-feira, 21 de abril de 2015

IMPORTÂNCIA DO REGISTRO FEITO PELO PROFESSOR PARA REPENSAR A PRÁTICA

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário do professor ou o portfólio dos alunos. A formadora de professores Heloisa Magri Lazzari reforça em seu artigo a necessidade do registro profissional para aperfeiçoar o trabalho na Educação Infantil


1. A escrita profissional
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss.Crédito: Eronimo Barros
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss


O registro do professor tem múltiplas formas e funções. Por ser um instrumento que pode guardar a memória de seu percurso profissional, possibilita voltar uma e outra vez às próprias práticas de uma forma mais distanciada, sem a presença das demandas e urgências do dia a dia da sala de aula.

Começo falando do registro que o professor faz da sua prática. Essa escrita pode assumir o aspecto de um diário de classe, de um caderno de reflexões etc. Não importa a forma: registrar suas práticas permite que o educador identifique como seu repertório de ações foi se ampliando diante de diferentes questões. Tornar o próprio percurso um objeto de reflexão faz parte da formação do professor.
A revisita às práticas permite que o professor possa identificar como costumava intervir em determinados momentos e como age agora para lidar com atividades de uma determinada área de conhecimento, gerir sua rotina ou até mesmo mediar conflitos.
Contudo, para que o registro possa cumprir essa função, é fundamental que ele seja produzido de forma sistemática. Caso contrário, perde-se a oportunidade de guardar dados importantes sobre o desenvolvimento de determinadas ações ao longo de um período. Outro aspecto crucial é o conteúdo a ser registrado, ou seja, as informações não podem ser descritas de forma breve ou descontextualizada, pois precisam ser compreendidas quando forem utilizadas, no curto ou no longo prazo. Quando o professor explicita suas ações e intenções, evidenciando os "porquês" e "para quês", pode encontrar outros significados, mesmo que elas tenham sido registradas há muito tempo.

Ao produzir o registro, o professor organiza seu fazer e documenta sua história. Madalena Freire afirma que "a escrita materializa, dá concretude ao pensamento, dando condições assim de voltar ao passado, enquanto se está construindo a marca do presente. É nesse sentido que o registro escrito amplia a memória e historia o processo, em seus momentos e movimentos (...)."

2. Registrar o trabalho ajuda a refletir sobre a própria atuação
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss.Crédito: Eronimo Barros
Professor Francisco Paulo dos Santos com seus alunos da EMEI José Virgilio Braghetto


Pensar sobre a própria prática é um bom caminho para identificar o seu fazer pedagógico (que é único e singular); reconhecer características específicas da faixa etária com a qual trabalha; averiguar quais situações propostas foram mais potentes para a aprendizagem das crianças e o que havia de comum entre elas etc. Pouco a pouco, o professor constrói aquela que é sua teoria, sua maneira de explicar as formas de ensino e aprendizagem, para depois dialogar com outras teorias e explicações.

À medida que o professor analisa sua prática, faz registros e relê seus escritos, pode tornar-se cada vez mais reflexivo. Lino de Macedo escreve que "(..) refletir é ajoelhar-se diante de uma prática, escolher coisas que julgamos significativas e reorganizá-las em outro plano para, quem sabe, assim podermos confirmar, corrigir, compensar, substituir, melhorar, antecipar, enriquecer, atribuir sentido ao que foi realizado."

O ideal é que o registro tenha um interlocutor, ou seja, possa ser lido pelo gestor, outro professor ou equipe docente da escola. Mas cabe reforçar que o ato de escrever já favorece a apropriação de um processo complexo como a formação de um educador. Um profissional - seja ele iniciante ou muito experiente -, quando coloca seu pensamento no papel consegue organizar as informações, dar sequência a elas e selecioná-las de forma distanciada da prática. 


3. Na Educação Infantil, o portfólio é instrumento para avaliação
Alunos da pré-escola observando o minhocário da Escola de Educação Básica e Profissional da Fundação Bradesco. Crédito: Rafael Araujo
Alunos da pré-escola observam minhocário em escola da Fundação Bradesco


Falei até agora do registro como forma de uma autoanálise sobre o trabalho. O papel da escrita profissional vai muito além disso. 
Na Educação Infantil, por exemplo, o registro feito pelo professor sobre os processos de aprendizagem do grupo como um todo e de cada criança em particular é a fonte de informações que norteará a avaliação. É o educador quem comunica aos pais e às próprias crianças os avanços e conquistas. E o portfólio é um dos instrumentos utilizados para produzir esse balanço das aprendizagens.

O documento com o percurso trilhado pelas crianças dá ao educador informações preciosas sobre ensino e aprendizagem, além do acompanhamento simultâneo das progressões e dos desafios enfrentados por eles. Por isso, para fazer o registro das aprendizagens, é preciso que o educador tenha claro o que quer revelar, por quê, para quê e de que forma irá organizar as informações para que o leitor compreenda as etapas e as singularidades deste processo.


4. As crianças também produzem seus registros
Alunos da professora Edneia Burger, na Creche Professora Marina Gonçalves Ulbrich. Crédito: Marcos Rosa
Aluna da Creche Professora Marina Gonçalves Ulbrich


 As crianças devem participar desde o início do processo de elaboração e de construção do portfólio para que o registro faça sentido para elas. É importante compartilhar com o grupo a proposta, apresentando o suporte que será utilizado - pasta, caixa com fichas ou um formato criado pela escola etc. - e explicando que ali serão registradas as aprendizagens de cada um ao longo de um determinado tempo.

As crianças, ao se familiarizar com este instrumento, poderão participar de forma cada vez mais ativa. Elas podem dar sugestões sobre os materiais a serem incluídos, selecionar produções significativas para elas ou colaborar na montagem do registro.

Partimos do princípio de que a avaliação na Educação Infantil é um processo que envolve a observação sistemática das crianças durante as mais variadas atividades da rotina escolar, em circunstâncias que sejam representativas de seu comportamento ao longo do tempo. Portanto, o registro dessas observações feitas pelo professor deve seguir o mesmo esquema: ser regular, processual e contemplar diferentes propostas e situações.

É importante que a escrita do professor se baseie em atividades reais e não em situações artificiais criadas com o intuito de serem objetos de avaliação. Desta forma, será possível comunicar o processo de aprendizagem baseado em atividades realmente significativas.


5. Garanta que os registros contenham o percurso de cada criança 
Alunos da Escola Grão de Chão usando tinta e pincel. Crédito Marina Piedade
Criança da Escola Grão de Chão desenha com tinta e pincel


Para garantir que o portfólio expresse o percurso de cada criança de maneira eficaz, inclua o registro de rodas de conversa, falas da criança durante os mais diversos momentos, fotos que comuniquem ações (acompanhadas de legendas ou de textos breves que as contextualizem), produções significativas etc. Esse conteúdo também favorece a comunicação com a família. É preciso reconhecer a diversidade individual da aprendizagem, bem como as diferenças de estilos e de ritmos de aprendizagem.

Além disso, o portfólio pode contribuir  muito para o trabalho do professor que assumirá o grupo no próximo ano letivo. Isso o ajudará a dar continuidade ao processo de aprendizagem das crianças, uma vez que ali estarão registrados momentos importantes do desenvolvimento de cada uma.

Outra possibilidade interessante é que o mesmo portfólio seja alimentado todos os anos de modo a acompanhar a criança durante toda sua permanência na escola. Esta é uma rica oportunidade para que ela construa sua história da mesma forma que o professor constrói sua trajetória ao produzir um registro permanente de suas ações.  




 Fonte: Revista Nova Escola 
http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/importancia-registro-refletir-pratica-palavra-especialista-educacao-infantil-758892.shtml?page=0

domingo, 1 de março de 2015

ORIENTAÇÕES - CADERNO DE LEITURA



COMO SURGIU A PROPOSTA?
Surgiu da observação de que muitas crianças aprendiam a ler a partir da "leitura" de textos que já sabiam de cor (músicas, poemas, listas de nomes de familiares e amigos e outros textos de conteúdo conhecido).
A observação dessa prática motivou a proposta de organizar um caderno de leitura contendo diferentes tipos de textos conhecidos das crianças, como apoio à alfabetização.

O QUE SE PODE APRENDER?
O caderno de leitura possibilita:
- Trabalhar com textos reais, de diferentes gêneros;
- Apresentar um repertório de textos conhecidos das crianças;
- Organizar os textos trabalhados em classe;
- Desenvolver atividades de leitura compartilhada;
- Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo de forma convencional;
- Socializar com os familiares alguns dos textos que circulam na sala de aula;
- Promover a leitura e consulta dos textos sempre que as crianças desejarem e/ou necessitarem;
- Criar um referencial estável de textos/palavras que podem ser usados no momento de produzir outros textos.

QUE TEXTOS SELECIONAR?
O caderno de leitura pode ter duas partes. Uma delas com textos como parlendas, poemas, quadrinhas, músicas, listas e outros textos que as crianças sabem de cor. E outra com textos  que as crianças demonstrarem interesse em ter disponíveis para compartilhar com familiares e amigos: fábulas, piadas, receitas e outros.

QUAIS OS OBJETIVOS?
O caderno de leitura tem como objetivos principais:
- Incentivar a prática da leitura e o desejo de ler;
- Possibilitar o contato direto das crianças com textos reais;
- Ampliar a diversidade de gêneros textuais conhecidos pelas crianças;
- Garantir um repertório de textos de boa qualidade que se constitua num material de consulta para a escrita de outros textos:
- Apresentar situações reais em que as crianças tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de cor ao que está escrito;
- Desencadear atividades de leitura que exigem reflexão sobre a escrita convencional;
- Favorecer algumas aprendizagens importantes: sobre o fato de todo escrito poder ser lido, sobre a linguagem que se usa para escrever,  sobre a disposição gráfica dos diferentes gêneros textuais, sobre o valor sonoro convencional das letras...
- Ajudar as crianças a avançarem nos seus conhecimentos sobre a escrita.

DESDE QUANDO?
O caderno de leitura pode ser organizado com as turmas de três anos em diante:
- Com as crianças de 3 a 5 anos, o caderno será uma oportunidade para que elas se reconheçam capazes de ler. A seleção de textos deve sempre ter como critérios principais: as características, conhecimentos e preferências da turma e a qualidade do material (tanto do ponto de vista do conteúdo como da apresentação gráfica).
Nessa faixa etária o caderno possibilita (principalmente) resgatar textos significativos da cultura popular, ampliar o repertório de textos conhecidos, aprender que tudo o que dizemos, cantamos, recitamos pode ser escrito, que os textos são diferentes e se organizam graficamente de modo diferente, que escrevemos com letras...
- A partir dos 6 anos, além dessas vantagens, o caderno serve também como fonte de consulta para a escrita das crianças, em situações espontâneas ou orientadas pelo professor.

ALGUNS CUIDADOS COM O CADERNO DE LEITURA:

É importante:
- Garantir, na página inicial, uma breve apresentação do caderno com os seus objetivos, para que os familiares saibam para que serve e como será utilizado na casa e na escola;
- Deixar, em seguida, um espaço para elaboração progressiva de um índice de textos;
- Garantir uma boa apresentação do material (textos bem impressos, com letra legível e de tamanho adequado, recortados e colados com capricho pelo professor, etc.);
- Incentivar as crianças a terem uma atitude de cuidado com o caderno;
- Apresentar às crianças os portadores de onde são transcritos os textos;
- Manter a diagramação dos textos tal como é feita nos portadores de origem;
- Não permitir a ilustração do caderno, pois não se pretende que as crianças reconheçam os textos a partir de imagens, mas sim de outras estratégias;
- Deixar claro que o caderno deve ser mantido sempre na mochila das crianças,para que circule além da escola.


Créditos: Material organizado por Debora Vaz, Rosa M. Antunes de Barros e Rosângela Veliago, com a colaboração de Rosaura Soligo