sábado, 6 de junho de 2015

REESCRITAS DA HISTÓRIA CHAPEUZINHO VERMELHO



Objetivo(s) 
  • Desenvolver comportamentos leitores e escritores;
  • Expandir os conhecimentos sobre a linguagem dos contos;
  • Ampliar os conhecimentos sobre a escrita, avançando em suas hipóteses;
  • Produzir um livro a partir da reescrita de um conto
Conteúdo(s) 
  • Leitura e reescrita de contos;
  • Procedimentos de revisão.

Ano(s) 
Tempo estimado 
2 meses
Material necessário 
  • Cartolina,
  • lápis,
  • cadernos,
  • material para desenho (folhas, lápis de cor, canetas, tintas, entre outros). 
  • livros:
- O Almoço, Mario Vale, 8 págs., Formato Editorial, tel. 0800-772-9529, 32,60 reais
- Chapeuzinho Amarelo, Chico Buarque, 36 págs., Ed. José Olympio, tel. (21) 2585-2000, 22 reais
- Chapeuzinhos Coloridos, José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, 56 págs., Ed. Alfaguara, tel. (21) 2199-7824, 37,90 reais
- Construindo um Sonho, Marcelo Xavier, 16 págs., Ed. RJH, tel. (31) 3334-1566, 22 reais
- Fita Verde no Cabelo, João Guimarães Rosa, 32 págs., Ed. Nova Fronteira, tel. (21) 3882-8200, esgotado
- A Moça Tecelã, Marina Colasanti, 16 págs., Global Editora, tel. (11) 3277-7999, 32 reais
- O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, Audrey Wood e Don Wood, 32 págs., Ed. Brinque-Book, tel. (11) 3032-6436, 33,20 reais
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Faça um diagnóstico inicial pedindo que os alunos escrevam o conto Chapeuzinho Vermelho individualmente. Auxilie aqueles que ainda não escrevem alfabeticamente atuando como escriba, pois o objetivo é observar como produzem textos mesmo que ditando ao professor.

2ª etapa 
Organize rodas de leitura com o objetivo de apresentar diferentes versões da história de Chapeuzinho Vermelho e ampliar o repertório da turma a respeito da linguagem utilizada por cada autor. É importante selecionar obras de boa qualidade, como Fita Verde no Cabelo, Chapeuzinho Amarelo e Chapeuzinhos Coloridos. Ao final de cada leitura, revejam e comparem as características das histórias e dos personagens. Incentive os alunos a fazerem suas colocações, deixe que explorem os livros e apreciem as ilustrações. E aproveite oportunidades de trabalhar aspectos relacionados ao vocabulário. É possível sugerir, por exemplo, a confecção de um cartaz com as palavras e expressões recém-descobertas - ele pode ser bastante útil, mais adiante, na etapa de produção de textos.

3ª etapa 
Aprofunde a discussão sobre o que é uma versão. Conte que algumas delas são produzidas de forma intencional - para tornar determinada história mais engraçada, por exemplo - enquanto outras surgem, em função do costume de recontar narrativas de geração em geração. Em seguida, proponha aos alunos a elaboração de um roteiro sobre as principais características das versões de Chapeuzinho Vermelho. O objetivo é sistematizar os aspectos a serem observados e poder acessá-los com clareza e rapidez sempre que for necessário.

Modelo de roteiro
Modelo de roteiro

4ª etapa 
Escolham juntos uma das versões para a reescrita coletiva. Nesse momento, atue como escriba e escreva a história na lousa, tal qual for ditada pela turma. Em seguida, faça uma primeira revisão coletiva, orientando os alunos caso tenham esquecido algum acontecimento ou dado importante. Para isso, vale deixar trechos em branco nos locais em que faltam informações a serem recordadas. Se for necessário, recorra ao texto original, lendo-o novamente para a turma. Garantida a escrita com o conteúdo essencial da história, façam uma segunda revisão, explorando aspectos linguísticos. Oriente a turma a incluir palavras e expressões que tornem o texto mais rico e interessante e que provoquem no leitor a sensação de fazer parte da história.

5ª etapa 
Proponha uma segunda reescrita do conto escolhido, agora pelos próprios alunos e em duplas. A atividade deve incluir aqueles que ainda não escrevem alfabeticamente, basta que tenham como dupla colegas que já o fazem. Ambos devem discutir a organização do texto e a forma de elaborá-lo. O aluno que escreve alfabeticamente será o escriba, ou seja, terá a tarefa de transformar em texto escrito a história elaborada por ambos.  Ao final da atividade, digite as produções para garantir uma melhor visualização do texto e dedique a aula seguinte à revisão com as duplas.

6ª etapa 
Com os textos prontos, é hora de iniciar um trabalho voltado às ilustrações. Para tanto, apresente à turma livros ilustrados a partir de técnicas distintas, tais como: A Moça Tecelã; O Almoço; O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado; Construindo um Sonho; e o próprio Chapeuzinhos Coloridos. Fale sobre técnicas como colagens de materiais, bordado e modelagem e proponha o uso de algumas delas a fim de que os alunos experimentem como colocá-las em prática. Escolham coletivamente a técnica que será empregada para ilustrar o conto reescrito e combinem as cenas que serão ilustradas.

Produto final
Livro produzido coletivamente, a partir de uma versão de Chapeuzinho Vermelho. Se houver condições materiais para a cópia de exemplares, é possível organizar uma tarde de lançamento e autógrafos na escola.
Avaliação 
Uma boa estratégia é montar uma planilha para acompanhar os avanços nos comportamentos leitores de cada aluno com itens como: tem interesse espontâneo pela leitura? Consegue recontar uma história? Faz relação entre os contos que conhece? Para completar, elabore uma planilha de auto-avaliação a partir da qual os alunos possam repensar a trajetória do projeto e analisar, por exemplo, se reconhecem as características de um conto e se conseguem usar procedimentos de reescrita.
Flexibilização 
É possível apresnetar as personagens desta história manuseando marionetes e recontá-la junto com os colegas. O reconto também pode ocorrer pelo uso de um gravador. Na reescrita podem fazer duplas com colegas que sejam seus escribas ou o professor. No trabalho com as ilustrações, pode ser utilizado o mesmo recurso do livro de Marcelo Xavier – fotografia das produções em massinha.

Deficiências 
Visual


* FONTE: http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/reescritas-de-chapeuzinho-vermelho
Créditos: 
Professora Catia Eliane Nicolachik
Professora da EM Ayrton Senna, em Itapoá, SC, e vencedora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 de 2011.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

RODA DE LEITURA - PERSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL


                                                                                                                           Cristiane da Silva Brandão


O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil orienta para a importante necessidade de as crianças se apropriarem das diferentes linguagens, dentro do espaço de seu desenvolvimento, a fim de lhe proporcionar verdadeiras experiências significativas ainda na primeira infância. A construção da identidade e da autonomia deve se dar a partir de momentos prazerosos e lúdicos, respeitando sempre a realidade e o interesse de cada um.
Mikhail Bakhtin (2000) destaca a importância do outro na interpretação que fazemos do mundo à nossa volta quando afirma: “tomo consciência de mim, originalmente, através dos outros: deles recebo a palavra, a forma e o tom que servirão para a formatação original da representação que terei de mim mesmo”. O educador, portanto, precisa nortear sua prática pedagógica através dos mais variados recursos que promovam o desenvolvimento de tais competências, como da linguagem, em nossas crianças, por meio da contação de histórias, dos brinquedos cantados, de dramatizações ou do faz-de-conta etc. É imprescindível que as propostas traçadas valorizem sempre o lúdico, pois, brincando (sozinhas, com outras crianças ou adultos) de diferentes maneiras, ao longo do tempo, a criança vai se constituindo como sujeito único, diferenciando-se do outro, compreendendo valores e noções como cooperação, sensibilidade, imaginação e solidariedade, entre outros.
Brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. O psicanalista Winnicott (1975) acredita que através da brincadeira a criança tem a possibilidade de ampliar o mundo supostamente real, reinventar o mundo do faz-de-conta e incorporar elementos significativos à sua vivência. Dessa forma, o educando passa a construir sua própria significação do mundo em que vive, trazendo uma leitura própria para o mundo à sua volta.
O projeto Roda de Leitura foi desenvolvido com uma turma EI 30 (crianças entre três e quatro anos de idade) da Creche Municipal Sonho Feliz, localizada em Campo Grande, bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A constatação do pouco contato que as crianças tinham com livros e da perda paulatina de nosso pequeno acervo, num espaço improvisado dentro do refeitório de nossa creche, trouxe o seguinte questionamento: se a maioria das crianças gosta das histórias contadas e algumas até se interessam em trazer suas próprias histórias (livros ou CD) de casa, por que há crianças que rasgam ou amassam nossos livros? O que fazer para valorizar esse espaço de leitura? Consideramos que, através das histórias, é possível criar oportunidades para desenvolver o caráter da criança, a partir da construção de valores, pois essas oportunidades ajudam a buscar nossa identidade.
Assim, tivemos a ideia inicial de desenvolver o projeto Roda de leitura: significando o mundo da Educação Infantil, com o objetivo de trabalhar, a princípio na rodinha (espaço reservado para o início de nossa rotina, para onde as crianças trazem suas novidades e revelam seus interesses), a preservação de nossos livros e o respeito pelas histórias trazidas pelos colegas, elaborando também regras de boa convivência, visto que, nosso projeto político-pedagógico integra Saúde, higiene e comunidade – uma questão de vida com qualidade. Na verdade, ter saúde, no sentido mais amplo, significa enfrentar e ultrapassar constantes limites, expor-se a desafios utilizando e aprimorando habilidades e potencialidades, inclusive adquirindo bons hábitos que influenciam a saúde física, social e mental.
Por outro lado, idealizamos proporcionar a nossas crianças um espaço singular de interação social através das diferentes linguagens (oral, visual, corporal, musical etc.), buscando novos significados e socializando suas próprias significações. Pretendemos desenvolver, ainda, a partir dessa experiência, a rica linguagem do faz-de-conta, explorando a fantasia e a imaginação das crianças, além de desenvolver o gosto pela leitura (mais que um simples hábito de ler) e a atitude de cuidado com o livro, mostrando que este se constitui um patrimônio cultural de todos.
A cada história, uma estratégia; e, a cada estratégia, uma nova magia trazida pelos diversos recursos utilizados. Descobrir junto com as crianças o prazeroso mundo escondido na literatura infantil, cantar, dançar e interpretar pode ser o caminho mais curto para a fantasia.
Ao brincar com as diferentes histórias, a criança se educa e aprende, pois quem não sabe inventar não sabe transformar. Na Educação Infantil, as crianças precisam participar e se envolver com atividades que enriqueçam seu imaginário.
Após escolher e manusear sozinha os livros, cada criança tinha o cuidado de não danificá-los, levando-os para a sala de aula, onde registrava, em forma de desenho, sua leitura. Depois, elas deixavam a imaginação fruir durante a roda de leitura; noutro momento, as crianças inventavam histórias a partir dos objetos retirados da caixa de histórias, viajando num mundo de fantasia e magia.
Acreditamos que “um bom ouvinte de histórias tem grandes possibilidades de tornar-se um bom leitor, e um bom leitor absorve o conhecimento, ampliando-o em todas as áreas de sua vida” (Martinelli, 2000). Desse modo, pudemos destacar e vivenciar dois princípios fundamentais da história: ela tem que transformar quem conta e deve transformar quem ouve.
Nossas crianças passaram a gostar de contar sua própria história e, principalmente, dramatizá-la com encanto, trazendo novas significações e sua leitura para o mundo da Educação Infantil. Nosso lema passou a ser: “Ler, explorar, imaginar, cuidar e guardar!”
Além dos ótimos resultados obtidos, todos da creche foram contemplados, no final do ano, com a instituição da sala de leitura/videoteca (deixando o espaço improvisado), que contou com a doação de um bom acervo de livros infantis e a compra de outros durante a Bienal do Livro.
Tudo isso fez com que as crianças se sentissem ainda mais motivadas na invenção de histórias e envolvidas na hora de ouvi-las. Portanto, temos certeza de que ler é atribuir significados (Paulo Freire, 1996).
Contudo, sem a ousadia, determinação e interesse das crianças, nossa prática educativa não seria eficiente no desenrolar desta experiência bem-sucedida ao procurar desenvolver as diferentes potencialidades das crianças pequenas e oferecer um espaço de experimentações que permita a reflexão e a criação de múltiplas linguagens.
A Educação Infantil é o caminho para a realização de muitos sonhos. Eduque sempre com prazer!

Referências bibliográficas

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
MARTINELLI, L. C. Um espaço para o imaginário dentro da sala de aula: a arte de contar histórias. Série Espaço Aberto. São Paulo: Espaço Pedagógico, 2000.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.



http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0214.html

terça-feira, 2 de junho de 2015

PLANO DE AULA - RODA DE CONVERSA





Objetivo(s) 
- Participar de situações de comunicação oral utilizando o vocabulário pertinente.
- Expor suas ideias com gradativa clareza e autonomia.
- Ouvir as ideias dos outros.
- Ampliar o vocabulário.
Conteúdo(s) 
Comunicação oral.
Ano(s) 
Educação Infantil
Tempo estimado 
Dois meses.
Material necessário 
Livros, revistas, imagens e outros materiais necessários ao desenvolvimento dos temas.
Desenvolvimento 

1ª etapa 
Organize a turma em roda de forma que todos possam se ver e ver você. Ponha uma música ou proponha uma brincadeira que leve à organização em círculo. Avise que todo dia haverá uma roda de conversa e que nela todos vão aprender várias coisas. Antes de iniciar o bate-papo, prepare os assuntos a propor: uma pergunta instigante, uma história conhecida, um problema que leve à criação de hipóteses, um assunto que demande opiniões etc. Dê preferência a temas familiares ou assuntos que estejam sendo trabalhados. A necessidade de mediar as situações de conversa diminui à medida que as crianças desenvolvem autonomia. Cuide de quem tem mais dificuldade de se fazer compreender. Traduza para ele o que entendeu que ele disse e peça que confirme a "tradução" feita por você para que o grupo compreenda o que de fato ele quis comunicar. Fique atento ainda aos que falam menos e aos que falam bastante, procurando garantir a oportunidade a todos em diferentes momentos. Ressalte o vocabulário usado e invista na ampliação dele. Lembre-se das situações sociais nas quais usamos a comunicação oral. Dessa forma você evita rodas sem sentido para o grupo.
2ª etapa 
Formule algumas perguntas sobre aspectos relevantes que precisam ser considerados na hora da conversa: por que é importante fazer silêncio quando alguém fala? O que ocorre se isso não é observado? Precisamos cuidar do tom de voz? E se falamos muito baixinho? O que fazemos quando o amigo falou uma coisa que não entendemos?
3ª etapa 
Leve para a roda materiais que favoreçam a conversa e a troca de opiniões, como reproduções de obras de arte, fotos ou outro material em quantidade suficiente para cada trio. Diga, então, que irão conversar em grupinhos para depois participarem da roda. Mostre as reproduções de obras de arte e proponha que falem sobre se gostam ou não, como acham que ela se chama, como o artista a produziu e outras ideias que podem surgir. Depois, é hora de mostrar a imagem aos demais e contar sobre a conversa que tiveram previamente. Passe pelos trios, observando e participando das conversas de forma que se instigue a comunicação entre os pequenos. Depois volte à roda com todos e faça a socialização.
4ª etapa 
Em uma situação de pesquisa com funcionários da escola, por exemplo, divida as crianças de acordo com o que querem descobrir sobre determinado assunto. Ajude-os a transformar curiosidades em perguntas. Avise que terão de aprender a perguntar e sistematize com elas palavras que comumente usamos para elaborar uma pergunta: quem, como, quando, onde etc. Depois, todos socializam o que descobriram numa roda.
Avaliação 
Fique atento às conversas das crianças nos diferentes momentos, enquanto brincam, tomam lanche etc. Observe os saberes que adquiriram relacionados a um fazer (falar, ouvir, esperar a vez, perguntar etc.) e se lançam mão da conversa para resolver conflitos para, assim, planejar as próximas rodas.
Flexibilização 
Espaço 
  • Organize a roda num local próximo da parede para que quem tem deficiência possa ficar apoiado e participar com as demais. Outra opção é, em alguns dias, organizar a roda em cadeiras. Isso faz com que a condição do cadeirante seja relevada e traz benefícios para todos com a diversidade.
  • Organize a sala de modo que o cadeirante possa se locomover com facilidade ou, se for o caso, organize a dupla ou o trio de que fará parte no próprio local onde ele se senta.
  • Certifique-se de que o caminho a ser percorrido pelo cadeirante até o local de trabalho do entrevistado seja seguro e com rampas.
Tempo
  • Se a criança for retraída e tiver mais dificuldade de se comunicar, convide-a a se colocar mais e dê um tempo maior para que se acostume com a situação.

Deficiências 
Física


*Fonte:  http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/roda-de-conversa

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ATIVIDADE - ESCRITA DE TÍTULOS DE CONTOS CONHECIDOS



Objetivo(s) 
- Favorecer a reflexão sobre o sistema de escrita.
- Refletir com os pares e avançar nas hipóteses de escrita.
Conteúdo(s) 
Escrita.

 Tempo estimado 
Dois meses.
Material necessário 
Livros variados de contos acumulativos, lápis e papel, cartolina, tecido TNT, tinta, papel e canetinha.
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Apresente histórias de contos acumulativos aos alunos. Leia uma delas e pergunte se conhecem outras. Proponha apresentar uma dessas histórias aos demais colegas da escola. Nos dias seguintes, leia outras.
2ª etapa 
Relembre os títulos das histórias e peça que as crianças votem em qual gostariam de apresentar para a outra turma. Organize a sala em duplas de trabalho produtivas. É interessante ter como critério das duplas: hipóteses de escrita diferentes, porém próximas, e a relação entre os alunos. Peça que cada dupla escreva o título da história que deseja que seja lida para a outra sala. Acompanhe a produção escrita e peça que leiam o que escreveram e, assim, controlem sua produção.
3ª etapa 
Proponha um jogo de adivinhação do nome dos cinco contos vencedores da eleição. Dê pistas sobre o enredo, personagens, cenário, número de partes que compõem o título. Quando a turma acertar, convide algumas crianças (de preferência, as com escrita não alfabética) para escrever no quadro. Deixe as diferentes possibilidades de escrita registradas e aproveite para lançar perguntas que contribuam para a observação das diferenças (variedade, quantidade e ordem das letras). Eles devem colocar em jogo o que sabem e pensam sobre o sistema. Repita a brincadeira com cada um dos cinco títulos.
4ª etapa 
Converse com os alunos sobre os contos mais votados e elabore um cartaz coletivamente. Eles devem ditar os títulos ao escriba (o professor ou algum aluno que já tenha a escrita alfabética). Nesse momento, aproveite para perguntar: quantos pedaços tem esse título? Qual a primeira palavra a ser escrita? Qual a letra inicial? Qual a última letra? Como sabe que é tal letra? Por que não pode ser outra letra? Combine detalhes sobre a roda de leitura a ser feita para a outra sala.
5ª etapa 
Espalhe os livros de contos preferidos da turma pela sala. Convide outra sala para compartilhar uma roda de leitura de contos acumulativos. Como são contos de fácil memorização, os próprios alunos podem ser os leitores.
Avaliação 
Observe se as crianças avançaram em suas hipóteses de escrita, se ampliaram o repertório das relações que estabelecem, se começam a interpretar a escrita durante e depois de sua produção e se pedem ou fornecem informações ao colega durante a realização das atividades.
Flexibilização 
Fale sempre de frente para o aluno e antecipe a explicação da proposta para ele. Encaminhe o livro como lição de casa antes da leitura com o grupo para que ele possa explorar a história com o AEE ou com os pais. Ao contar a história, explore a expressão facial e gestual, apresente a ilustração ampliada em papel ou projete no telão.
3ª etapa 
Ao falar dos livros vencedores, se o aluno não estiver alfabetizado, elabore um símbolo para cada livro.
5ª etapa
Divida as tarefas no grupo, eleja alguns alunos para contar a história e outros para mostrar as ilustrações. Valorize a leitura de imagem desses contos.
Deficiências 
Auditiva


*FONTE:  http://www.gentequeeduca.org.br/planos-de-aula/escrita-de-titulos-de-contos-conhecidos