quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ROTEIRO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Este roteiro serve para qualquer faixa etária, pois o desenvolvimento acontece de forma parecida no ser humano. Basta observar em que nível o seus alunos se encontram.Lembrem-se, não há receita, cada criança se desenvolve no seu rítmo, portanto, crianças de uma mesma sala podem ter a mesma idade, mas estarem em níveis diferentes, nos diferentes aspectos.
1. ASPECTOS FÍSICOS: expressão corporal, harmonia, equilíbrio, ritmo, coordenação, organização espacial ampla, uso e aplicação da força.
Como chega à escola?
Como se adapta ao ambiente?
Como brinca?
Como está se movendo?
O caminhar é ágil e harmonioso?
Corridas e saltos são equilibrados ou ocorrem quedas?
Como recorta?
Como usa a cola?
Como pinta?
Consegue respeitar limites da folha e do desenho?
2. ASPECTOS SOCIAIS:
Interatividade, participação compartilhada, regras, disciplina, organização, trabalho em equipe, responsabilidade.
Interage com os amigos?
Empresta brinquedos?
Respeita regras e combinados?
 Expões novidades e acontecimentos do seu cotidiano?
Participa manifestando opiniões pessoais?
Prefere jogos cooperativos ou competitivos?
3. ASPECTOS EMOCIONAIS: experienciar muitos e novos sentimentos, desde a alegria das vitórias e conquistas até o sabor da derrota e da perda, sendo valorizada cada manifestação e expressão dos sentimentos.
Como chega a escola?
Como se relaciona com colegas, educadoras e funcionários?
Sente-se seguro no ambiente escolar?
Como reage quando contrariado?
Acalma-se facilmente ou precisa de um tempo?
Identidade:Reconhece os colegas?
Se identifica pelo nome,sua imagem no espelho?
Gosta dos colegas e os identifica?
Tem capacidade de resolver conflitos e tomar iniciativas?
É crítica e criativa?Curiosa e inventiva?
É participativa e cooperativa?
4. ASPECTOS COGNITIVOS:
linguagem oral e escrita, raciocínio lógico matemático, capacidade de comunicação e argumentação, iniciativa na resolução de problemas e conflitos.
Em qual estágio do desenvolvimento se encontra? ( sensório- motor, operacional etc…)Tem interesse pela descoberta das letras e escrita de palavras?Em que nível de escrita se encontra?
Comunica-se com clareza e objetividade?
Apresenta sequência lógica dos fatos?
Consegue observar semelhanças e diferenças entre os objetos?
Classifica, ordena e quantifica com base em atributos de cor, forma. tamanho e espessura?
Em que etapa seu desenho se encontra? (desenho sem intenção ou figurativo)
5. ÁREA EM QUE SE DESTACA:
Nesta etapa, utilizo como referência, a teoria de inteligências múltiplas do Gardner e nos novos estudos que complementam esta teoria.Observo em quais áreas a criança atua com mais desenvoltura e coloco como item onde ela se destaca.
(a) Existencial: do ser como pessoa integral. Uma visão que, de certa forma, abrange, de maneira contingencial, as demais inteligências, bem como todo contingencial existencial da história de vida do aluno.
(b) Naturalista: do indivíduo que revela maior inclinação pela natureza, pelas Ciências Naturais. Aquele aluno que gosta de colecionar objetos, pesquisar a vida animal e dissecar animais.
(c) Pictórica: da pessoa voltada para a parte artística. Esta vocação que a pessoa possui para a música, para as artes Cênicas, ou para as artes Plásticas.
(d) Inter e Intrapessoal: aquela que Gaardner continua chamando da mesma forma – que são as “inteligências pessoais”.
(e) Espacial: também com a mesma denominação anterior.
(f) Corporal: que diz respeito, mais especificamente, às habilidades sensoriais e motoras.
(g) Verbal: que corresponde à lingüística.
(h) A Matemática: que se refere à inteligência lógica e numérica.
A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
“ Professor nenhum é dono de sua prática se não tem em mãos, a reflexão sobre a mesma. Não existe ato de reflexão, que não nos leve a constatações, dúvidas e descobertas e , portanto, que não nos leve a transformar algo em nós, nos outros e no mundo”
Madalena Freire
Como avaliar
DICAS:
1 – Tenha sempre em mãos, um caderno que funcionará como “anedotário”, não conte apenas com suas lembranças, pois, esquecemos de detalhes.
2- Leia, entenda e reflita sobre as fases do desenvolvimento da linguagem, da fala, da escrita, do desenho, etc…
Pois, para avaliar é preciso entender como estes processos funcionam e como a criança elabora seu pensamento, do contrário, podemos fazer uma análise equivocada.
ALGUNS ITENS PARA COLOCAR NO ANEDOTÁRIO
1. Novidade
2. Participação
3. Interação
4. Autonomia
5. Preferências
6. Colaboração
7. Característica
8. Como se comporta nas atividades
9. Como se relaciona com colegas/educadora
10. No que se destaca (no pátio, na dança, nas atividades matemáticas, atividades. De linguagem, nas atividades artísticas ou musicais etc…)
11. Como chega à escola?
12. Como se adapta ao ambiente?
13. Como se alimenta?
14. Como brinca?
15. Como se relaciona: colegas/educadora
16. Como está se movendo?
17. Como se comunica?
18. Atende as solicitações da educadora?(guarda-guarda)
19. O que faz quando contrariado?
20. Identidade: Reconhece os colegas?
21. Identifica-se pelo nome, sua imagem no espelho?
22. Gosta dos colegas e os identifica?
23. Tem capacidade de resolver conflitos e tomar iniciativas?
24. É crítica e criativa?Curiosa e inventiva?
25. É participativa e cooperativa?
Os itens a serem observados são muitos, mas podem ser sintetizados entre área motora, afetiva e cognitiva. Dentro destes três itens podem ser observados vários outros subitens. Ainda é possível agregar uma parte sobre o comportamento (higiene e saúde).
1. ASPECTOS FÍSICOS: expressão corporal, harmonia, equilíbrio, ritmo, coordenação, organização espacial ampla, uso e aplicação da força.
2. ASPECTOS SOCIAIS: interatividade, participação compartilhada, regras, disciplina, organização, trabalho em equipe, responsabilidade.
3. ASPECTOS EMOCIONAIS: experienciar muitos e novos sentimentos, desde a alegria das vitórias e conquistas até o sabor da derrota e da perda, sendo valorizada cada manifestação e expressão dos sentimentos.
O que avaliar dentro das áreas temáticas?
A Criança e o Movimento: primeiramente deve-se levar em consideração que cada criança é diferente e se adapta ao meio de forma individual. Neste contexto, ao avaliar a criança, deve o professor procurar observar se a mesma possui certo domínio do eu corporal, se a criança não demonstrar domínio nesta área, intensifica-se as atividades de esquema corporal, de lateralidade, de ritmo e de conhecimento dos segmentos corporais.
O que observar em movimento: os jogos, as brincadeiras, a dança, a imitação, coordenação sensório motora, as interações sociais, a expressividade, o equilíbrio.
Artes: A partir do momento em que a criança está em contato com materiais, produções artísticas, natureza, ela tem a possibilidade de criar, imaginar e desenvolver o pensamento artístico. Por meio deste contato, procura-se observar estes aspectos na criança, nas produções individuais e coletivas.
O que observar em artes: o pensamento, a sensibilidade, a imaginação, a percepção, a intuição, a criação artística, a simbolização, a leitura de imagens, o equilíbrio, o ritmo, a interação, a imitação, a expressão, a comunicação, a diversidade das produções artísticas.
Conhecimento Lógico-Matemático: Diariamente, interagindo com o meio a criança vai adquirindo conhecimento lógico matemático.
O que observar em matemática: noções de espaço e tempo, conservação, atrito, medidas, conceito de quantidade, expressividade, interação social, jogos, situações problemas, raciocínio lógico, representações mentais e gestuais, músicas, brincadeiras, desenhos, movimento, manipulação e exploração de objetos.
Alfabetização – Linguagem Oral e Escrita: Observando a criança no contexto escolar, nas situações cotidianas, nota-se as características quanto ao uso da linguagem oral, se ela consegue expressar seus desejos e necessidades, relatar experiências vividas e se possui domínio ao recontar histórias e participar de atividades que desafiam o conhecimento oral.
O que observar em linguagem oral e escrita: A forma de se expressar, concentração, sensibilidade, percepção, interações sociais, faz-de-conta, reconto de histórias, relatos de vivências cotidianas.
Música: É a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto escolar, de modo geral, e na educação infantil particularmente, pois vem auxiliar nas atividades diárias, ajudando a atingir os objetivos propostos.
O que observar em música: exploração reconhecimento dos sons, intuição, gestos, interação, expressão corporal e verbal, imitação, domínio rítmico, reprodução de movimentos.
Brincadeira: é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança. A brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação, imitando a realidade. Ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos. Nas brincadeiras elas transformam os conhecimentos que já possuem em conceitos gerais, com os quais brinca.
O que observar em brincadeira: imaginação, sensibilidade, pensamento, imitação, recriação, oralidade, concentração, percepção, gestos, expressividade, equilíbrio, linguagem corporal, faz-de-conta, ritmo, afetividade, coordenação sensório motora, interação social, raciocínio, manipulação e exploração de objetos.
Natureza e Sociedade: O mundo onde as crianças vivem se constitui um conjunto de fenômenos naturais e sociais. Desde muito pequenas, pela interação com o meio, as crianças aprendem sobre o mundo, fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações.
O que observar: interação social, percepção das diversidades sociais históricas e culturais, imaginação, conhecimento prévio ou senso comum da criança, representação de mundo, faz-de-conta, diversas linguagens, afetividade, diálogo, curiosidade, jogos, músicas, habilidades físicas, motoras e perceptivas, leitura de imagens e de sons.

Fonte: http://pedagogiaaopedaletra.com/roteiro-de-avaliacao-na-educacao-infantil/

** Publicado originalmentre em: cantinhodassugestoes.blogspot.com.br



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL - ORIENTAÇÕES


Saiba avaliar seus alunos e produzir bons relatórios

Por Mariana de Viveiros

Objetivos:
 Orientar o professor na produção de relatórios que avaliam os alunos

 Sanar dúvidas sobre o processo de avaliação na Educação Infantil


Avaliar crianças da Educação Infantil é uma das tarefas mais importantes e desafiadoras do trabalho docente, pois, como estão em fase de desenvolvimento, as dificuldades, os erros e os avanços não podem ser apontados de maneira superficial. Sem contar o interesse dos pais, preocupados em acompanhar os filhos no início de sua vida escolar. E foi para melhor avaliar os pequenos que as escolas criaram os relatórios, que contam em detalhes como se deu o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno durante determinado período, que pode ser um bimestre ou semestre. Esses relatórios podem ser batizados com nomes diversos: análise descritiva, relatório descritivo, registro de desenvolvimento do aluno, entre outros, dependendo de onde ele é feito. A forma de observar os alunos e fazer os registros também pode variar. Mas a opinião dos educadores sobre os resultados desse tipo de avaliação parece ser unânime: é eficiente! "O relatório é uma boa forma de acompanhar o desenvolvimento de cada aluno e de os pais perceberem que a escola está atenta ao filho dele", diz Cláudia Cafarella, coordenadora geral do Centro Educacional Objetivo Baixada Santista, onde o relatório descritivo é aplicado até o 5º ano do Ensino Fundamental I. Mas esse tipo de relatório é muito mais do que uma forma de avaliação, é um instrumento reflexivo, como define Cristina Aparecida Colasanto*, pedagoga e professora da rede municipal de São Paulo. "Esse instrumento funciona como elemento a favor de quem aprende e de quem ensina e é um elo comunicativo entre a escola e a família". Leia mais a seguir.


Está nos Referenciais
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCN) "a observação das formas de expressão das crianças, de suas capacidades de concentração e envolvimento nas atividades, de satisfação com sua própria produção e com suas pequenas conquistas é um instrumento de acompanhamento do trabalho que poderá ajudar na avaliação e no replanejamento da ação educativa. No que se refere à avaliação formativa, deve-se ter em conta que não se trata de avaliar a criança, mas sim as situações de aprendizagem que foram oferecidas".


Observação e registro
O sucesso de um relatório depende da observação e do registro feitos pelo professor diariamente em sala, no parque e em passeios. Mas não é fácil fazer anotações a respeito de cada aluno, quando se tem uma sala com cerca de 20 crianças. Para isso é preciso criar estratégias, como dividir a turma em grupos de quatro ou cinco crianças e a cada dia fazer registros de um grupo. Ao final da semana, você terá anotações sobre todos. Porém, se uma criança que não está no grupo que você vai registrar naquele dia fizer algo que mereça registro, não deixe de fazê-lo. "O professor deve estar atento e em constante contato com as crianças", alerta Silvia Vinocur Kocinas, coordenadora da Educação Infantil do Colégio I.L. Peretz, em São Paulo.

O que observar
O professor deve fazer uma observação crítica do desenvolvimento psicomotor, cognitivo, afetivo e social de cada aluno. Alguns quesitos são básicos:
 Como a criança interage com os colegas e com o professor
 Os conhecimentos que adquiriu
 As dificuldades e as habilidades
 Como participa das atividades

Como registrar
Ter um caderno sempre em mãos é essencial.
 Divida o caderno por aluno, reservando algumas páginas para cada um.
 Durante as atividades, sempre que observar algo interessante anote no caderno. Pode ser apenas uma palavra-chave, por exemplo, "contou até dez". - Ao final da aula, redija as informações com mais detalhes. Anote a data.

Periodicidade
Em algumas escolas, como no I.L. Peretz, o relatório é semestral. Em outras, como no Objetivo, é bimestral. Claudia Cafarella explica que no Objetivo os bimestres são chamados de períodos didáticos e que no primeiro período ainda não é possível avaliar cada criança individualmente, por isso o relatório analisa a sociabilização e a adaptação da classe como um todo. Somente a partir do segundo período, a avaliação passa a ser individual. Os relatórios são entregues nas reuniões de pais.

Linguagem
O primeiro passo para a redação de um bom relatório é conhecer o interlocutor, no caso os pais. Não use termos pedagógicos que dificultem o entendimento das informações.
 Seja claro e objetivo. O relatório não precisa ser longo, desde que contenha todas as informações relevantes para os pais.
 Escolha bem as palavras. Em vez de dizer que "João é egoísta", diga "ainda não consegue compartilhar os brinquedos". Troque a palavra dificuldade por "necessita de auxílio para", e em vez de "Fulano sente-se de tal forma", diga "Fulano se mostra de tal forma".
★ Não classifique e não rotule a criança.
★ Evite idéias vagas. Por exemplo, em vez de dizer apenas "Maria é sociável", descreva com detalhes "Maria é sociável porque no dia tal cedeu o seu balanço ao colega".
★ Tome cuidado com erros de português e utilize a nova ortografia.


Descrição ou argumentação?
Os relatórios costumam ser descritivos, como seu próprio nome diz, contudo Cristina Colasanto, que é mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) incentiva o uso do gênero argumentativo, considerando a teoria do professor da Universidade de Genebra Jean Paul Bronckart, que divide o texto argumentativo em premissa, argumento, contraargumento e finalização. Esse foi o tema de sua tese de mestrado Relatório de avaliação na Educação Infantil: um estudo sobre a linguagem argumentativa. "Na linguagem do relatório de avaliação utilizamos recursos linguísticos com a função de persuadir nossos destinatários e convencê-los do processo de aprendizagem em andamento", conclui.

Para o sucesso do relatório
★ Importante! O relatório deve conter tanto as dificuldades dos alunos quanto seus avanços, além, claro, das intervenções do professor.
★ Ao redigir o relatório, tenha o anterior em mãos para saber quais foram os avanços obtidos e as dificuldades que permaneceram.
★ Antes de ser entregue aos pais, o relatório deve passar pela coordenação da escola, que fará sugestões.
★ Permita que professores auxiliares e estagiários leiam o relatório, pois eles podem se lembrar de alguma informação importante que ficou de fora.
 Anexe fotos ou fita de vídeo com atividades realizadas na escola e/ou o portfólio do aluno, com suas produções artísticas.
 Cristina Colasanto destaca a importância de dar voz às crianças para que a avaliação não seja unilateral. "Alunos de 4 e 5 anos já conseguem avaliar as atividades e dizer do que mais gostaram, do que menos gostaram e o que mudariam", diz a pedagoga.
★ Junto com o relatório, envie uma ficha na qual os pais podem fazer comentários e enviá-los de volta para o professor.

Relatório e portfólio de mãos dadas
Além dos relatórios, as escolas costumam preparar portfólios com fotos, atividades artísticas e anotações de frases ditas pela criança em diferentes ocasiões, como forma de mostrar à família o que ela tem produzido.
Diferentemente do relatório, que é um documento formal (seja ele escrito à mão ou digitado), os portfólios são coloridos e criativos, entregues, geralmente, em pastas decoradas.

Incentivo!
Se sentir dificuldades em escrever lembre-se que a melhor forma de aprimorar a escrita é escrevendo. Portanto, pegue caneta e papel (ou o computador, se preferir) e mãos à obra.

*Cristina Aparecida Colasanto é autora do livro Relatório de Avaliação na Educação Infantil (Editora All Print).


* Fonte:  http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/90/imprime184517.asp

sábado, 2 de julho de 2016

LINHAS E ENTRELINHAS DE UMA HISTÓRIA - COMO TRABALHAR REESCRITA COM CRIANÇAS DE 6 ANOS

As histórias são fonte para inúmeras aprendizagens que colaboram para a construção do sujeito, para a compreensão das questões afetivas, para o desenvolvimento da imaginação, do pensamento. São também recursos inestimáveis para conhecer a linguagem com a qual se escreve. A reescrita do conto oriental “O Quebrador de Pedras” surpreende e encanta, pois as crianças aprendem muito sobre o que envolve a escrita e a produção de texto


No primeiro semestre as crianças tiveram a oportunidade de ouvir vários contos e se encantaram com alguns deles, pedindo que eu os recontasse mais de uma vez. Quando propus que, em duplas, elas reescrevessem o conto preferido, a turma realizou uma votação e escolheu “O Quebrador de Pedras”1.
Antes de relatar as etapas mais importantes de todo o processo que se seguiu, é fundamental compreender dois aspectos essenciais que justificam uma proposta de reescrita de um conto conhecido.

Em primeiro lugar, a partir do contato com bons textos a criança tem a possibilidade de compreender características da linguagem que se escreve, muito diferentes da linguagem coloquial. Isto é, se a criança vai escrever uma história inventada, por exemplo, é natural que faça uso de expressões que costuma falar em seu dia-a-dia.
Em contrapartida, se vai reescrever uma história que conhece bem, pois já ouviu e contou várias vezes, terá a possibilidade de fazer uso de expressões que aparecem no texto, aproximando-se da linguagem que se escreve.
Em segundo lugar, a criança pode ter a chance de desenvolver competências como leitora, pois o fato de reescrever uma história já conhecida possibilita criar novos instrumentos de análise do que, de fato, constitui um bom texto.
Maria Fernanda e Bárbara, 6 anos
Isto é, a proposta de reescrita permite que a criança reflita sobre questões que se referem a alguns aspectos do gênero que não são percebidos enquanto se lê e, ao colocar-se tais questões, é possível que se dê conta de tais aspectos como leitora.
Por exemplo, buscar maneiras de enriquecer a descrição de onde se passa uma história na hora de iniciar um conto permite que a criança possa, ao ler vários outros contos, analisar se o que está lendo é ou não um texto de qualidade em termos descritivos.
Portanto, foi importante esclarecer para as crianças que elas não iriam copiar a história, mas sim criar uma mesma história a partir do texto fonte, buscando recursos próprios para contar o que achavam mais importante.
O início do trabalho 
Relemos o texto mais de uma vez, as crianças recontaram a história oralmente em diferentes situações e tivemos várias conversas sobre como imaginavam Shao Lee, personagem principal, e sobre o significado daquela história:
– Eu acho que o Shao Lee tinha uma barbichinha porque morava no Oriente – começou Luís Felipe.
– Acho que ele tinha os dentes amarelos e era muito pobre! Coitado, ficava muito no sol… O dia inteiro! – continuou Bárbara.
– Deve ter bigode porque aí o sol não queima o rosto dele – disse Maria Fernanda.
– Então ele era moreno e tinha os olhos escuros – concluiu Beatriz.
– E era bem magro, eu acho! – completou Patrícia.
– Por quê? – perguntei.
– Ué, ele não tinha dinheiro para comprar comida; era quebrador de pedras, era pobre! – respondeu Maria Fernanda.
– Mas ele era superforte, quebrava pedras o dia inteiro! – lembrou Gabriel Ghion.
– E a roupa que ele usava tinha que ser escura, por causa do pó das pedras…devia ser toda empoeirada – falou Camila.
– Ele queria ser sempre mais poderoso! – disse Léo.
– Ele nunca ficava contente! – afirmou Bárbara.
– E por que será? – perguntei novamente.
– Sei lá… tem gente que é assim! – respondeu Maria Fernanda.
–Tem gente assim? – insisti – Não é só na história que isso acontece?
– Não aparece nenhum gênio de verdade na vida da gente, mas tem gente que não consegue ser feliz porque não tem o que quer… – comentou Beatriz.
O resultado das primeiras intervenções
No fim de agosto partiram para a reescrita propriamente dita. Dividi as crianças em duplas pensando em alguns critérios como possibilidade de troca de conhecimentos, de colaboração, e pedi que recontassem a história da maneira que quisessem, como fizeram Maria Fernanda e Camila.

A partir da primeira produção de cada dupla, fui realizando intervenções coletivas que dessem subsídios às crianças para enriquecer o início de cada conto. Trouxe, primeiramente, alguns trechos iniciais de diferentes histórias e de descrição de personagens de alguns contos, como esse, por exemplo:
“Há muito tempo não chovia naquela terra. Estava tão quente e seco que as flores ficaram murchas, o capim tornara-se marrom e até mesmo as árvores grandes estavam morrendo. A água evaporou nos rios e nos córregos, os poços estavam secos e as fontes pararam de jorrar. As vacas, os cães, os cavalos, os pássaros e todas as pessoas tinham muita sede. Todos se sentiam incomodados e doentes.”
Propus que, à medida que eu fosse lendo, fechassem os olhos e tentassem imaginar como era o lugar ou o personagem apresentado no texto. A partir desse trecho, as crianças puderam perceber quais as inúmeras características de um lugar que é realmente muito seco.
Além disso, registraram as características do início de um conto:
  • o lugar em que acontece a história;
  • o tempo em que a história acontece;
  • o lugar em que a história acontece.
E, ainda, como deveriam começar as histórias que estão no passado:
  • Era uma vez…
  • Há muito tempo…
  • Nas antigas terras…
  • Há muitos e muitos séculos…
Depois de toda essa discussão propus que começassem a escrever novamente o conto. Podemos observar, na produção de Maria Fernanda e Camila, a mudança significativa no texto, que, dessa vez, traz muitos detalhes.
HÁ MUITO TEMPO HATRÁS NAS ANTIGAS TERRAS DO ORIENTE NÃO XOVIA. HAVIA UMA MONTANHA QUE ERA MUITO GRANDE. NELA, UM SINPRI QUEBRADOR DE PERAS XAMADO SHAO LEE VIVIHA LÁ QUEBANDO PEDRAS ENORMES E BEI GIGATES. DITANTOQUEBRAR PEDRAS FICOU COM AS MÃOS ROXAS SHAO LEETINHA BARBA, OLIOS PUXADOS E ERA MUITO CORAJOSO MAS ERA POBRE E ERA TRISTE
A descoberta de um novo procedimento
Uma vez por semana, as crianças passaram a escrever um pedaço da história. Recebiam já digitada a parte que fora escrita e continuavam a escrever do ponto em que haviam parado. As duplas reliam o que já estava escrito e Bete, professora auxiliar, e eu fazíamos perguntas sobre alguma informação que não estivesse clara ou que estivesse faltando.
A princípio as crianças se mostraram muito resistentes em complementar algumas informações: é que elas não queriam copiar ou escrever tudo novamente. Então ensinamos o recurso do uso de asteriscos numerados (*1) para indicar onde deveria ser acrescentado um novo trecho. Cada dupla poderia escrever em outra folha o que seria complementado durante as revisões e a nova digitação. Observe como Lucas e Luiz Otávio complementaram algumas informações:
Para nossa surpresa, esse recurso passou a ser utilizado até mesmo em outras situações, durante a produção dos textos para a Feira de Ciências, por exemplo.
As produções revelam as aprendizagens das crianças A descrição do “novo Shao Lee” cada vez que era transformado pelo gênio também passou a ser explorada, dando ao leitor uma idéia muito completa de sua nova personalidade, como mostra o exemplo da Claudia e da Juliana:
NO MESMO TEMPO SHAO LEE SE VIU DENTO DE UM PALÁCIO QUE ERA SEU VIU QUE ESTAVA COM UMA ROUPA DE UMA COROA DE OURO E MUITOS COSTUREIROS FAZENDOS MUITAS ROUPAS BONITAS PARA ELEL MAIS NÃO FICOU FELIZ POR MUITO TEMPO UM DIA NOM DOS SEOS PASEIOS ESTAVA NUMA LITEIRA O SOL SE DEPARAVA NA COROA DE SHAO LEE SEMPRE QUE ELE IA PASIAR NA RUA O SOL BRILHAVA EM SUA COROUA E ELE FICAVA MUITO IRITADO: – GÊNIO EU QUERO SER SOL
Também foi possível, durante a reescrita de cada trecho, acompanhar o uso freqüente que as duplas faziam de expressões que, sem dúvida nenhuma, caracterizam um bom texto literário. A qualidade de um trecho do texto de Bárbara e Gabriel Silveira confirmam isso:
Quando e como faz sentido aprender pontuação
Fui procurando pontuar e socializar descobertas que algumas duplas fizeram, a partir da observação do texto fonte, sobre o uso de “dois pontos” e “travessão” indicando a fala de personagens.
– “Olha, aqui no livro sempre que o gênio e o Shao Lee vão falar tem esses dois pontinhos e esse tracinho…” – disse Beatriz.
Depois de sua descoberta, as produções escritas passaram a trazer essa pontuação, como no exemplo de Patrícia e Gabriel Ghion:
EQUANTO MAIS OSHAOLE RECLAMAVA QUEOGENIO APARESEU O GENIO DISEASIM:
– O QUE VOCE QUER
EU QUERO CER UM SOL, O GENIO EXCLAMOU:
– CEU DESEJO É UMA ORDEI
Acabei informando também sobre o uso dos pontos de exclamação e interrogação, a partir da análise de um trecho do texto fonte, pois, a exemplo de André Parise e Léo, as crianças se apropriaram do uso de palavras como “exclamou” e “perguntou”:
A investigação de novos recursos discursivos
Um outro aspecto bastante discutido na exploração desse conto diz respeito à repetição de alguns trechos. Fiquei surpresa com a ligação que as crianças conseguiram estabelecer entre o recurso da repetição e o efeito que se quer causar no leitor:
– Eu acho que o gênio aparece e responde sempre do mesmo jeito pra gente saber que ele está aparecendo muito – disse Claudia.
– É pra gente que está lendo saber que o gênio sempre faz a mesma coisa!
– corrigiu Camila.
– E que o Shao Lee nunca fica satisfeito – completou Lucas.
– É pra gente que está lendo ir se cansando de ouvir, igual como o gênio estava se cansando de receber tantos pedidos! – disse Luiz Gustavo, indo ainda mais longe.
Um bom exemplo de que as crianças compreenderam muito bem que uma reescrita não é uma cópia foi observar que cada uma encontrou uma maneira diferente de repetir alguma passagem ou de utilizar uma mesma palavra, escrevendo-a mais de uma vez, a cada pedido do gênio, como fizeram Henrique e Luís Felipe:
Aprender a revisar textos
Depois que as crianças concluíram suas histórias, iniciamos um processo de revisão dos textos, considerando aspectos de coerência, pontuação e ortografia. Um dos recursos utilizados para a revisão foi oferecer já digitados os textos corrigidos por elas anteriormente, acompanhados de bilhetes que apontavam às duplas o que precisaria ser alterado:

Para revisar algumas questões ortográficas, xeroquei histórias escritas pelas crianças e coloquei-as em transparência, utilizando o retroprojetor para uma análise coletiva. Assim, elas foram relendo e alterando algumas palavras.
Vale ressaltar que as reescritas foram “corrigidas” e “melhoradas” a partir das possibilidades do grupo e, por isso, ainda há algumas escritas ortograficamente incorretas. Mas acredito que, já que esse produto final representa toda a evolução conquistada em termos de escrita, é importante respeitar o que pôde ser revisto até o final do grupo 6, o que não é pouca coisa!
Um fechamento com final muito feliz
Após todas as revisões as crianças confeccionaram a capa do livro e ilustraram seus contos: o resultado pôde ser apreciado no dia da formatura da turma que estava passando para a primeira série do ensino fundamental. Elas estavam sabendo tantas coisas!

Todas as reescritas ficaram encantadoras! Esta foi, sem dúvida nenhuma, uma excelente oportunidade que as crianças tiveram de perceber, já nas primeiras produções de texto de suas vidas, que por trás das linhas de qualquer texto bem escrito há muitas entrelinhas: versões diferentes, rascunhos, palavras substituídas, omitidas, acrescentadas, interrupções para se olhar para o vazio na procura de uma palavra mais bonita, deslocamentos do autor, colocando-se no lugar do leitor para pensar se vai entender ou não o que se procura dizer, pedidos para que o outro leia e nos diga o que achou, se algo pode ou deve ser melhorado etc.
Enfim, saber desde cedo que a escrita é sempre um processo que precisa contar com a disponibilidade e com o compromisso de escrever, ler, reescrever, para melhorar o próprio texto e ficar satisfeito com sua própria produção. Isso fará, com certeza, com que essas crianças tenham maiores chances de serem verdadeiros usuários da escrita, aqueles que encaram o papel em branco como um convite para a criação, vendo-o como uma grande aventura e não como um espaço que amedronta e paralisa.
1 “O Quebrador de Pedras”, in Novas Histórias Antigas – Rosane Pamplona & Dino Bernardi Junior – Brinque Book Editora de Livros Ltda

Bibliografia

  • Aprender a escrever, ensinar a escrever. Magda Becker Soares, do livro A Magia da Linguagem. Org. Edwiges Zaccur. DP&A Ed.Tel.: (21) 233-2518
  • O quebrador de pedras. Coleção Novas Histórias Antigas. Rosane Pamplona & Dino Bernardi Junior. Ed. Brinque Book.Tel.: (11) 3742-8142

Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #10 de abril de 2002. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SUGESTÕES DE ATIVIDADES - SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Menina Bonita do Laço de Fita - Trabalhando as diferenças na Educação Infantil
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • Perceber-se e perceber o outro como diferente;
  • Respeitar as diferenças;
  • Desenvolver e potencializar a criatividade.
Duração das atividades
5 horas aulas
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
      O/a  professor/a deve observar a turma em suas relações pensando nas seguintes questões: há crianças que não conseguem interagir com o grupo? Há crianças que expressam verbalmente sua dificuldade em aceitar o outro. Como se dão as interações nos momentos de brincadeiras livres? Como são feitas as escolhas dos parceiros de brincadeiras e de atividades em grupo? Todas essas e outras questões possibilitam ao professor, perceber os preconceitos velados entre nossas crianças
Estratégias e recursos da aula
Primeiro Momento
 Leve para a sala de aula uma história para contar às crianças que contemple ou mencione “diferenças”. No caso dessa aula a sugestão é a história “Menina Bonita do laço de fita” da autora Ana Maria Machado.

 
A história pode ser contada com diferentes estratégias: fantoches de uma boneca negra com as características da Menina Bonita e com um coelhinho branco, apenas lendo o livro e mostrando as gravuras ou de acordo com a criatividade do professor. No caso dessa aula, a história foi contada por meio de uma caixa construída só para essa história:   


Veja os detalhes de confecção da caixa em Recursos complementares.

Segundo Momento
Faça uma rodinha e converse com as crianças sobre a história. Levante algumas questões para que as crianças possam pensar e verbalizar suas opiniões. Reler o trecho da história   “O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele já tinha visto toda a vida! E pensava: _ Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela!”.   
Questione as crianças: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Na medida em que as crianças forem colocando suas opiniões ir enfatizando a importância da diferença de cada um. Destacar para o grupo que o importante é ser diferente, indagando: Já pensaram se todos nós fôssemos iguais?     
Terceiro Momento
Aproveitar a descoberta do coelho de que “a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos” e perguntar às crianças com quem elas acham que se parecem. Para complementar essa discussão, pode-se enviar uma atividade para casa em que as crianças perguntarão aos pais com quem eles acham que elas se parecem. Assim com certeza aparecerão muitas respostas interessantes: olho da avó, cabelo do pai, boca da mãe, etc. Os pais podem enviar fotos de seus filhos junto com as pessoas com quem acham que o filho se parece.
Assim que o material chegar em sala o professor deve socializar as descobertas na rodinha ajudando na verbalização das crianças com uma frase do tipo : minha mãe acha que os meus olhos são do ... meu cabelo é parecido com ..., minha boca se parece com ...
Quarto Momento
Proponha também outros registros da história para que as crianças possam brincar:   
1) Para estimular a oralidade e expressão das crianças proponha que confeccionem dedoches para brincarem de teatrinho: Modelo:

As crianças deverão colorir os dedoches e depois você professor, recorta o espaço dos dedinhos. As crianças poderão brincar com eles construindo os diálogos dos dois personagens.
2) Construir de papel machê, ou de outros materiais (pano, garrafinhas, etc.) a  bonequinha – “menina bonita do laço de fita”   Colocar roupas, cabelos, olhos, boca, etc.


 





3) Fazer uma exposição com os trabalhos das crianças

 
Recursos Complementares
Caixa de história construída pelo professor:
 Materiais: caixa de sapato, jornal, grude feito com polvilho (ingredientes: água, polvilho. Misture a água com o polvilho leve ao fogo e deixe cozinhar mexendo sempre. Ao se formar a consistência de um mingau, desligue o fogo e deixe esfriar),
 tinta branca para fazer o fundo e tinta da cor principal da história para fazer a base da caixa.  
 Modo de construir a caixa:
Quando a caixa de sapato já estiver pronta, xeroque em tamanho maior a história e colora todas as páginas de acordo com as cores originais. Faça uma capa com papel duro (cartão ou panamá), encaderne e coloque em cima da caixa de sapato – não precisa colar o livro à caixa. Coloque dentro da caixinha alguns objetos marcantes da história – no caso da história dessa aula colocamos a bonequinha, um coelhinho, uma xícara com um pires, um potinho escrito tinta preta, um porta retrato com a foto da avó da menina.   A partir daí é só contar a história de um jeito bem gostoso!   
Receita de papel machê:  
 Massa de Papel –   Você vai precisar de:
- 01 rolo de papel higiênico (prefira os brancos)
- 03 colheres (sopa) de farinha de trigo (ou mais)
- 03 colheres (sopa) de cola branca
- 01 colher (sopa) de água sanitária ou cloro
- 01 bacia e 01 peneira
Modo de fazer: 1- Pique o papel higiênico bem miudinho e coloque numa bacia com água. 2- Junte a água sanitária e deixe de molho por 24 horas, para amolecer. 3- Escorra a água com a ajuda de uma peneira mas não esprema o papel. 4- Junte a farinha de trigo aos poucos. Mexa até ficar uma massa lisa e firme. Se a massa ficar quebradiça ou dura, acrescente mais água. 5- Junte a cola e mexa com as mãos até a textura ficar parecida com uma massa de modelar. 6- Modele o que quiser, lembrando sempre que o fundo dos objetos e as bordas não podem ser muito finos para que não quebrem ao secar. Deixe secar na sombra, em cima de um plástico. 7- Depois que o objeto estiver totalmente seco, pinte com guache. Se as bordas estiverem muito irregulares, antes de pintar, use uma lixa fininha para consertá-las. Se fôr um pequeno detalhe, serve lixa de unha. 8- Para pintar as áreas maiores, use um pincel grosso. Para pintar pequenos detalhes, use um pincel fino. Quando a tinta secar, aplique uma camada de cola branca ou verniz sobre o objeto.
Avaliação
Professor, para avaliar é importante se fazer perguntas do tipo        
  • A criança passou a se perceber como diferente em atitudes e relações com os colegas e com você?
  •  A criança trata os colegas com respeito e valoriza as características que são diferentes das suas próprias?
  •  A criança demonstrou habilidades na expressão oral ao brincar com os dedoches?
  •  Participou de forma criativa da construção de sua própria bonequinha?  


fonte:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=18588

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SUGESTÃO - PROGRAMAÇÃO PARA O MÊS DA CRIANÇA 2015




01/10 (4ªf): Oficina - Construção de Fantoche de Meia (Sugestão: cachorrinho)

02/10 (5ªf): Hora da Culinária - Preparo de Guloseima (Sugestão: Brigadeiro de colher, Pirulito de chocolate, Mousse de Gelatina, Cup Cake...)

03/10 (6ªf): Dia da Beleza e Brincadeiras com Máscaras e Acessórios (Sugestão: confeccionar diferentes tipos de máscaras com as crianças)

06/10 (2ªf): Pintura no Rosto

07/10 (3ªf): Baile à Fantasia (as crianças poderão vir fantasiada e/ou a escola poderá confeccionar fantasias com as crianças, de papel, TNT...)

08/10 (4ªf): Dia da Piscina ou Banho de Mangueira (poderá ser substituído por brincadeiras na areia/lama)

09/10 (5ªf): Dia do Pijama (promover um desfile entre as crianças) e/ou Noite do Pijama (organizar um Acantonamento com as crianças)

13/10 (3ªf): Brinquedos Infláveis na Escola, com pipoca, algodão doce, bolo, lanche e decoração com bexigas

14/10 (4ªf): Cinema com Pipoca (organizar uma sessão na própria escola ou um passeio ao cinema da cidade)

15/10 (5ªf): DIA DO PROFESSOR

16/10 (6ªf): Desfile Engraçado (as crianças poderão vir com roupas diferentes, de adultos, engraçadas, misturando fantasias e acessórios)

19/10 (2ªf): Tarde do Sorvete com recreação no pátio (poderá ser substituída por frutas ou gelatinas de vários sabores)

20/10 (3ªf): Dia do Piquenique (organizar na própria escola, ou em outros espaços, como: parque, praça...)

21/10 (4ªf): Teatro na Escola (apresentado pelas professoras ou por equipe contratada previamente)

22/10 (5ªf): Oficina - Construção de Brinquedo de Sucata (Sugestão: vai e vem, ioiô, bilboquê, sopra bolinha, pião, boliche com garrafa pet, etc.)

23/10 (6ªf): Gincana na Escola (Sugestão de brincadeiras: corrida do ovo/saco/saci, estourar balões, acertar bolas no alvo, dança das cadeiras, corrida de obstáculos..)

26/10 (2ªf): Contação de História e Roda de música com violão

27/10 (3ªf): Teatro de Fantoches ou Marionetes (apresentado pelas professoras ou contratados previamente pela escola)

28/10 (4ªf): Caça ao Tesouro (sugestão de prêmio - chocolates, balas, pirulitos, bola, etc...)

29/10 (5ªf): Oficina - Construção de Fantoches com Caixas de Leite

30/10 (6ªf): Passeio (Sugestão: praças e/ou parques da cidade, biblioteca, zoológico, circo...)


obs: Planejamento elaborado pela professora Priscila, do blog Alfabetização e Cia