terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MODELO DE TABELA PARA PLANEJAMENTO DE RODA DE HISTÓRIA


TEXTO PARA REFLEXÃO...

A gente se acostuma
RUBEM ALVES


Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

ATIVIDADE COM CALENDÁRIO


domingo, 15 de fevereiro de 2009

ORIENTAÇÕES PARA ORGANIZAÇÃO DE ROTINA

ROTINA ESCOLAR
ORIENTAÇÕES PARA PROFESSOR E ALUNO ORGANIZAREM AS ATIVIDADES DIÁRIAS...

É a hora da retomada. A primeira semana após o fim das férias costuma ser de encontros e expectativas. Planejar-se e organizar uma rotina é de fundamental importância, uma vez que a mesma representa segurança pelo fato de ser previsível, não gerando ansiedade e/ou desorientação. No entanto, a rotina não deve ser vista como sendo rígida e estática. Ela deverá sim, ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário. Então seguem algumas dicas...
· Levar a criança para conhecer as dependências da escola, tanto o espaço interno como externo;
· O nome dos amiguinhos e do professor devem ficar bem registrados para a criança;
· Apresentar a sala de aula, os materiais, livros, etc para assim criar um interesse em relação à classe;
· Atividades bem atrativas e diferentes também são muito importantes nas primeiras semanas (histórias com fantoches, caça tesouro, muita música e brincadeiras);
· Recebê-las em espaço diferentes também é muito importante, assim ela vai se familiarizando com todos os espaços da escola. (se for possível);
· Iniciar a aula com os alunos em roda para uma conversa informal e esclarecer (apresentar) a rotina organizada para o dia;
· É de fundamental importância a roda de história, que deve ser mantida durante todo o ano e para todas as Classes; contar história para o aluno é se mostrar um leitor de fato;
Por ser considerada como instrumento de dinamização da aprendizagem, a rotina é um facilitador das percepções infantis sobre o tempo e espaço. Sendo compreensível e claramente definida é, também, fator de segurança. Assim, serve para orientar as ações das crianças e dos professores e favorece a previsão de situações que possam vir a acontecer.
Por caracterizar-se como facilitadora da aprendizagem, a rotina, então, não deve transformar-se numa planilha diária de atividades, rígida e inflexível, exigindo a adaptação da criança a ela. Ao contrário, a rotina considera a criança e ela deve adequar-se, atendendo ao ritmo, às possibilidades e necessidades de cada uma.
A organização do tempo precisa ensejar alternativas diversas e, freqüentemente, simultâneas de atividades mais ou menos movimentadas, individuais ou grupais, que exijam maior ou menor grau de concentração da atenção; determinar a hora da recreação, do jogo, da história, da escrita, da leitura...


São objetivos das rotinas, em geral:
· Promover a interação e o entrosamento de todos os membros do grupo, gerando socialização, extroversão, espontaneidade;
· Oportunizar a construção do conhecimento relativo aos diferentes conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais);
· Proporcionar o desenvolvimento do raciocínio, da memória, da imaginação, da capacidade de concentrar, atenção;
· Valorizar a presença e a participação de cada criança, nas atividades, permitindo rodízio equitativo entre todos, sem vantagens ou desvantagens;
· Delegar funções e dividir responsabilidades, visando atingir a necessidade psicossocial da criança como cidadã e como sujeito de sua própria aprendizagem;
· Propiciar a exploração das atividades iniciais, em cada dia, de forma interdisciplinar, aproveitando diferentes situações para desenvolver diferentes conteúdos ou ampliar conceitos e vivências;
· Atender às necessidades de variação, criação e alternância, a partir das atividades constantes como rotineiras.

Agora mãos à obra... que tal organizar a sua rotina?
* Procure definir na sua rotina quais atividades serão permanentes e quais serão esporádicas. Mantenha sempre a Roda de História (início ou final da aula); lembre-se de que contar ou ler histórias é um momento singular e que o mesmo deve ser planejado, e as histórias devem ser escolhidas e lidas previamente pelo professor. Além do mais, é muito importante criar uma atmosfera de envolvimento e encantamento que deve prevalecer neste momento.
fonte: Texto para subsidiar planejamento 2009 (DE Caieiras)

CRACHÁS 2009


* Fiz estes crachás para meus alunos... Simples, mas bonitinhos. *

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Pessoal...
Simplesmente amo este cantinho e adoro postar novidades aqui. Procuro colocar sempre idéias diferentes, que não vejo em outros blogs, para que vocês possam encontrar uma variedade de atividades nos maravilhosos blogs educativos que têm por aí (inclusive aqui no meu estão linkados alguns deles)...
Só que fico triste quando vejo em outros blogs atividades retiradas daqui sem os devidos créditos. PODEM COPIAR ... não é isso que me deixa triste, afinal disponibilizo o material aqui para isso mesmo... Só peço que citem a fonte de onde foram retiradas as atividades. Percebam que eu sempre faço isso nas postagens. Quando não cito a fonte, ou é por desconhecê-la ou porque eu mesmo criei as atividades.
Bem, é isso. Espero que entendam e...
CITEM A FONTE, SEMPRE...
Bjs.

Priscila

JOGO: NÚMERO X QUANTIDADE

OBJETIVO: Estabelecer relação número x quantidade
MATERIAL UTILIZADO: Fichas com numerais e fichas com figuras representando quantidades, de acordo com o número de alunos da classe.
PROCEDIMENTO: Dividir a classe em dois grupos: um receberá fichas com numerais e o outro receberá fichas com desenhos de quantidades. Colar nas costas de cada aluno a sua respectiva ficha. Levar os alunos ao pátio ou quadra da escola e pedir que encontrem seu "par" (Ex.: o aluno que tem a ficha de nº 1 deverá encontrar o aluno que está com a ficha de um desenho representando uma quantidade). Após todos encontrarem seus pares, pedir que organizem uma fila em ordem crescente (uma fila para os "numerais" e outra para as "quantidades").
OBS: É interessante que os alunos não saibam qual é a ficha que está colada nas costas, até que o jogo comece; a partir daí, terão que perguntar aos outros qual ficha está colada (se numeral, se quantidade) e você perceberá aqueles alunos que já reconhecem os números, se sabem contar (os desenhos das quantidades...), enfim, torna-se uma atividade desafiadora e ao mesmo tempo divertida para os pequenos.