quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SUGESTÕES PARA PLANEJAMENTO DE ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Dicas para auxiliar no planejamento das atividades

Todo planejamento, para ser viável, deve ter como base o conhecimento a respeito de a quem vamos dirigir nossa ação educativa. Deve também ser precedido de uma reflexão sobre o papel do educador.
O planejamento deve ser entendido como hipótese, um parâmetro flexível em busca de resultados eficazes; portanto, ele deve ser proposto, e não imposto, propiciando a preparação para, na sequência, converter-se na realização de boas práticas em sala de aula.
O primeiro passo para o planejamento bem-sucedido é conhecer as crianças, suas potencialidades e suas limitações, bem como a realidade em que vivem e seus conhecimentos prévios, pois somente quando elas se sentem confiantes e integradas é que têm condições de participar ativa e proveitosamente das atividades propostas pelo educador e pela escola.

Esquema corporal

O esquema corporal consiste no conhecimento que a criança tem do próprio corpo.
Os movimentos do corpo se integram no espaço e no tempo. Portanto, as atividades de esquema corporal devem ser exploradas em conjunto com as de coordenação visomotora e de orientação espacial e temporal.

Objetivos

  • Identificar as partes que compõem o corpo como um todo e observar cada parte isoladamente.
  • Tomar consciência de si, de seus semelhantes e do meio em que vive.
  • Coordenar o domínio do campo visual com a motricidade das partes do corpo.

Cotidiano e rotina

É fundamental que a escola tenha clareza de que rotina é diferente de cotidiano, embora, muitas vezes, sejam trabalhados como iguais ou semelhantes. Conhecer a diferença entre elas nos dá subsídios mais claros para um trabalho mais produtivo.
O cotidiano é aquilo que vivemos no dia a dia, no presente. É o que acontece, a dimensão concreta da vida. Ele inclui o que planejamos, mas também o inesperado.
A rotina é uma estratégia utilizada pelos seres humanos para organizar seu cotidiano.
Fonte: LOPES, Karina Rizek; MENDES, Roseana Pereira; FARIA, Vitória Líbia Barreto de (Org.). Livro de estudo: Módulo III Brasília: MEC. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação a Distância, 2006. 74p. (Coleção Proinfantil).
Sugerimos a seguir um modelo de rotina que poderá ser adaptada ao cotidiano da escola. Cabe ressaltar ainda que a rotina deve estar em consonância com o projeto político-pedagógico da escola, levando em conta a idade do grupo, os espaços disponíveis e a realidade local.

Quadro de rotina

dias/
tempo
segunda-feiraterça-feiraquarta-feiraquinta-feirasexta-feira
15 minchegada/ acolhimentochegada/ acolhimentochegada/ acolhimentochegada/ acolhimentochegada/ acolhimento
10 min.guardar mochila/ agendaguardar mochila/ agendaguardar mochila/ agendaguardar mochila/ agendaguardar mochila/ agenda
20 min.Momento brinquedoMomento brinquedoMomento brinquedoMomento brinquedoMomento brinquedo
15 min.roda de conversaroda de conversaroda de conversaroda de conversaroda de conversa
15 min.calendário/ chamadacalendário/ chamadacalendário/ chamadacalendário/ chamadacalendário/ chamada
20 min.musicalizaçãocorpo em movimentoArtecorpo em movimentomusicalização
30 min.lanche/ recreio/ intervalolanche/ recreio/ intervalolanche/ recreio/ intervalolanche/ recreio/ intervalolanche/ recreio/ intervalo
5 min.hora de relaxarhora de relaxarhora de relaxarhora de relaxarhora de relaxar
5 min.Organização do espaçoOrganização do espaçoOrganização do espaçoOrganização do espaçoOrganização do espaço
20 min.roda de aprendizagemroda de aprendizagemroda de aprendizagemroda de aprendizagemroda de aprendizagem
20 min.livro didático    
20 min.roda de leituraroda de leituraroda de leituraroda de leituraroda de leitura
20 min.avaliaçãoavaliaçãoavaliaçãoavaliaçãoavaliação
10 min.saída/ agendasaída/ agendasaída/ agendasaída/ agendasaída/ agenda

Entendendo melhor o quadro

  • Esse quadro é composto por atividades permanentes, consideradas assim por serem diárias.
  • Os períodos reservados para as atividades, se somados, não perfazem quatro horas. A intenção é contar com um período de folga para o caso de haver necessidade de alguma atividade extra ou que demande mais tempo de acompanhamento.
1. Chegada / acolhimento
  • Momento importante, pois é quando o aluno é recepcionado pelo profissional da escola, o professor ou outro, que deverá ser capaz de acolhê-lo e mostrar-lhe que está em segurança.
  • Sempre há o aluno que atrasa, eventualmente chora e precisa ser confortado.
  • O aluno poderá ser recepcionado também no pátio.
2. Guardar mochila e entregar a agenda
  • Em sala de aula, este é o momento em que o aluno aprende a organizar seus pertences.
  • Por meio da leitura da agenda, o aluno tem a oportunidade de entender o uso e a finalidade da escrita: registro e comunicação.
3. Momento brinquedo
  • Os alunos deverão ser convidados a agrupar-se para brincar com jogos e brinquedos desafiadores, em espaços da sala de aula organizados e pensados para isso;
4. Roda de conversa
  • As conversas informais são comuns na roda de conversa e contribuem para estabelecer afetividade entre os alunos, oferecendo importantes informações para que você possa conhecê-los melhor e planejar novas situações com base nas necessidades e nos interesses deles. A roda de conversa favorece a livre expressão sem o compromisso sistemático de avançar, esmiuçar e chegar ao conhecimento mais elaborado. A participação das crianças por meio da fala, nessa situação, é maior, e você tem o importante papel de ouvinte atento e de mediador de modo que todas possam falar e ser ouvidas.
  • A roda de conversa é um excelente momento para o trabalho com a oralidade e prolação. Este é o momento de o aluno expressar-se livremente com a sua mediação. É importante que as crianças possam compartilhar experiências relevantes, sonhos, conquistas. Ao desenvolver a oralidade os alunos aprendem a falar e a escutar, que têm funções sociais.
5. Calendário e chamada
Segundo Piaget (1978), “O conhecimento lógico-matemático é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das ações sobre os objetos”.
  • A organização espaço-temporal na Educação Infantil é trabalhada por meio do calendário. Para isso, os alunos deverão ser estimulados a fazer perguntas e a dar respostas que distingam o dia e a noite; o passado, o presente e o futuro; os dias da semana; os meses do ano etc. Ao apresentar esse recurso aos alunos e explorá-lo com eles, você deve possibilitar a aquisição de saberes que ultrapassem o óbvio, desafiando-os a descobrir conhecimentos relativos à organização espaço-temporal.
  • Ressaltamos que há um trabalho específico, diferenciado e de acordo com a faixa etária a ser feito com o calendário.
  • A lista de nomes do grupo é outro instrumento a ser explorado por meio de perguntas específicas que façam os alunos pensarem a respeito da escrita, como a semelhança e as diferenças entre as palavras.
6. Musicalização / corpo em movimento
  • A Educação Infantil é, por si só, um período repleto de músicas, danças e cantos. O trabalho com a musicalização deve incluir atividades que promovam a apreciação e o conhecimento musical. Por meio da musicalização, podemos potencializar a inclusão de todos os alunos nas atividades e desenvolver a sensibilidade e as percepções auditivas, que contribuem diretamente para o desenvolvimento cognitivo harmônico.
  • O desenvolvimento corporal, com movimentos harmoniosos e sincronizados, é o objetivo neste momento da Educação Infantil.
7. Hora de relaxar
  • Momento de voltar à calma após a agitação do recreio.
  • Sala arejada com música ambiente discreta e relaxante é uma boa estratégia para este momento.
8. Organizando o espaço
  • Momento de organizar o espaço e o grupo para a próxima atividade selecionando os materiais necessários para o desenvolvimento da Roda de aprendizagem. É importante que os alunos participem colaborando na organização do espaço, dos materiais etc.
9. Roda de aprendizagem
  • Geralmente, a Roda de aprendizagem precede o trabalho com o livro didático. A organização circular faz com que todos se vejam e as trocas de informação fiquem mais fáceis. Novos conhecimentos são apresentados e novas aprendizagens são adquiridas pelo grupo, que tem a oportunidade de falar, trocar impressões, ajustar e socializar o repertório, caminhando assim rumo à consolidação do que aprenderam.
10. Livro didático
  • O livro será trabalhado agora como um objeto que, além de fazer a transposição para a forma gráfica do assunto apresentado e explorado anteriormente, dará a oportunidade de o aluno empreender outros caminhos rumo à aprendizagem.
11. Roda de leitura
  • Ler para e com os alunos é fundamental e ensinar as estratégias de leitura, necessário. Explore a diversidade de gêneros textuais oferecendo ao aluno a possibilidade de fazer uma leitura efetiva de mundo.
  • Este é o momento em que o processo de letramento estará sendo privilegiado.
12. Avaliação
  • Avaliar é mapear sucessos e insucessos do grupo, dar voz e voto aos alunos em relação ao que aprenderam, aos acontecimentos cotidianos e, principalmente, à dinâmica do trabalho, ou seja, significa colaborar com a construção da autonomia moral do aluno e da aprendizagem.



* FONTE: http://www.editoradobrasil.com.br/educacaoinfantil/educacao_infantil/planejamento.aspx

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DINÂMICA: ABRAÇOS DE URSO


Ursos diversos

Materiais a serem utilizados: 
  • uma caixa decorada. Dentro: papeizinhos com números de 1 a 11 
  • cartões com os tipos de abraços e 
  • um  aparelho de som e CD com músicas animadas

  • TIPOS DE ABRAÇOS:
  1. Abraço de urso – bem apertado, ergue o amigo do chão; 
  2. Abraço de lado – ficam os amigos lado a lado e se abraçam; 
  3. Abraço pelas costas – o amigo abraça o outro pelas costas;
  4.  Abraço do fundo do coração – é aquele com carinho; 
  5. Abraço zen – encostar as palmas das mãos um no outro; 
  6. Abraço sanduíche – escolher dois amigos e um fica no meio para o abraço; 
  7. Abraço grupal – todos os participantes se abraçam uns aos outros formando um grande círculo; 
  8. Abraço de rosto colado – encostar o rosto no amigo e abraçar; 
  9. Abraço clássico – abraçam-se normalmente; 
  10. Abraço relâmpago – um abraço rápido; 
  11. Toque extra – tapinhas nas costas.

Em grupos grandes, mais de vinte participantes, fazer a dinâmica de modo que o abraço que for sorteado seja realizado por todos do grupo. Ou seja, todos os participantes trocam entre si o abraço. Já com um grupo menor a pessoa que sortear o abraço escolherá uma do grupo para abraçar.

 
A dinâmica consiste em passar uma caixa de mão em mão, enquanto a música estiver tocando, quando parar a música a pessoa que estiver de posse da caixa pegará uma ficha numerada e o número que sair será escolhido o cartão com o tipo de abraço a ser  dado pelo participante, e ou, participantes. A dinâmica termina quando todos os cartões forem sorteados.

É interessante como a dinâmica torna-se divertida e voltada para os valores de amizade e carinho, que fazem tão bem a nossa inteligência emocional.”  

CARTÕES PARA O JOGO:

 








*fonte: http://cee-cei.blogspot.com.br/2014/02/dinamica-de-integracao-abracos-de-urso.html

SUGESTÕES - DINÂMICAS DE APRESENTAÇÃO




Quem sou eu?
Objetivo
Tornar os membros do grupo conhecidos rapidamente, num ambiente relativamente pouco inibidor.

Passos
1- Cada um recebe uma folha com o título: “Quem sou eu?”
2- Durante 10 minutos cada um escreve cinco ítens em relação a si mesmo, que facilitem o conhecimento.
3- A folha escrita será fixada na blusa dos participantes.
4- Os componentes do grupo circulam livremente e em silêncio pela sala, ao som de uma música suave, enquanto lêem a respeito do outro e deixa que os outros leiam o que escreveu a respeito de si.
5- Logo após reunir 2 a 3 colegas, com os quais gostariam de conversar para se conhecerem melhor. Nesse momento é possível lançar perguntas que ordinariamente não fariam.

Avaliação
- Para que serviu o exercício?
- Como nos sentimos?


Cartão Musical
Objetivo
Facilitar o relacionamento entre os participantes de um grupo.

Passos
1- Professor distribui um cartão, um lápis e um alfinete para cada participante e pede que cada um escreva no cartão o nome e prenda-o na blusa. (Não pode ser apelido).
2- Os alunos sentam-se em círculo. O professor coloca-se no centro e convida os demais a cantar:
“Quando vim para este grupo, um(a) amigo(a) eu encontrei (escolhe uma pessoa) como estava ele(a) sem nome, de (nome da pessoa) eu o(a) chamei.
Oh! amigo(a), que bom te encontrar, unidos na amizade iremos caminhar”(bis).
(Melodia: Oh, suzana!!)
3- O professor junta-se ao círculo e a pessoa escolhida, entoa a canção, ajudada pelo grupo, repetindo o mesmo que o coordenador fez antes. E assim prossegue o exercício até que todos tenham se apresentado.
4- A última pessoa entoa o canto da seguinte maneira:

“Quando vim para este grupo, mais amigos encontrei, como eu não tinha nome, de ...(cada um grita seu nome) eu o chamei.
Oh! amigos(as), que bom nos encontrar, unidos lutaremos para o mundo melhorar" (bis).


  
Apresentação através de desenhos 


Material
Uma folha para desenho e um lápis colorido ou caneta hidrocor para cada participante.

Desenvolvimento
1- Distribuídos os materiais da dinâmica, o professor explica o exercício: Cada qual terá que responder, através de desenhos, à seguinte pergunta:
     - Quem sou eu? (Dispoem de 15 minutos para preparar a resposta)
2- Os participantes desenham sua resposta
3- A apresentação dos desenhos é feita em plenário ou nas respectivas equipes. O grupo procura interpretar as respostas. Feita essa interpretação, os interessados, por sua vez, comentam a própria resposta.


Aprendendo o Nome
Objetivo
Integrar o grupo e aprender a fixar o nome das pessoas do grupo.

Duração 
20 minutos.

Desenvolvimento
1- Professor solicita que o grupo, de pé, forme um grande círculo.
2 - A seguir, dá início ao exercício: dá um passo à frente, diz seu nome, acompanhado de um gesto com as mãos ou com todo o corpo, quando então as pessoas do grupo repetem em côro o nome do professor e fazem o mesmo gesto.
3 - Prosseguindo, a pessoa à direita do professor diz seu nome e cria um novo gesto. O grupo repete o nome e o gesto do colega, e assim sucessivamente até todos se apresentarem.




Trocando os crachás 
Objetivos
Conhecer os integrantes do grupo, “quebrar o gelo”, chamar à participação e ao movimento. 

Material
Crachás para todos, contendo os nomes de cada um. 

Desenvolvimento
1- No inicio do encontro, distribuem-se os crachás normalmente, de forma que cada um receba o seu próprio nome. 
2- Após algum tempo, recolher novamente os crachás e colocá-los no chão, com os nomes voltados para baixo. Cada um pega um para si; caso peque o próprio nome, deve trocar. 
3 - Colocar o crachá com outro nome e usá-lo enquanto passeia pela sala. 
4 - Enfim procurar o verdadeiro dono do nome (crachá) e entregar a ele seu crachá. Aproveitar para uma pequena conversa informal; procurar se conhecer algo que ainda não conhece do colega. 

FONTE: http://dinamicasparagrupos.blogspot.com.br

BRINCADEIRAS PARA OS PRIMEIROS DIAS DE AULA


QUEM PROCURA, ACHA

OBJETIVO: Desenvolver a atenção, análise, discriminação visual e socialização

COMO FAZER: 
* Selecione gravuras ( de calendários, revistas, livros de histórias, etc.) e cole-ase em cartolina formando vários quebra-cabeças.
* Marque a parte de trás de cada quebra-cabeça com sinais diferentes, que podem ser figuras geométricas, numerais ou letras do alfabeto.
* O importante é que cada quebra-cabeça esteja marcado com o mesmo sinal.

COMO JOGAR:
* Entregue uma peça do quebra-cabeça a cada aluno.
* As crianças devem procurar os colegas cujas peças tenham o mesmo sinal.
* Quando todos se encontrarem, devem sentar no chão e juntar as peças que formam o quebra-cabeça (Este será um momento muito importante para socialização entre as crianças).
* Vencerá o grupo que conseguir montar primeiro o quebra-cabeça.





FUI À PADARIA E COMPREI...

OBJETIVOS: Desenvolver a atitude de competição de forma saudável, a atenção e a memorização de produtos ou objetos vendidos em determinado estabelecimento.

COMO BRINCAR:
* Peça às crianças que façam uma roda e explique as regras do jogo.
* Peça à turma que pense nas coisas que são vendidas na padaria.
* Escolha um aluno para iniciar o jogo e peça-lhe que diga: " Fui à padaria comprar 'bolo' , e você?"
* O aluno seguinte deve falar o nome de outro produto. Exemplo: "Fui à padaria comprar pães, e você?".
* Caso uma criança repita alguns dos produtos ou disser nomes de coisas que não são vendidas na padaria ou demorar para responder, vai para o centro da roda e passa a sua vez para a próxima criança.
* Ao final, as crianças que ficaram no centro da roda pagam uma prenda escolhida pelos colegas. Ex: pular num pé só em volta da roda, cantar uma pequena música, imitar um animal...


VARIAÇÃO: Use também a brincadeira para comprar em feira, sapataria, farmácia, lanchonete, loja de roupas, açougue, loja de brinquedos. etc.


* FONTE: Letramento Divertido, Ed. Fapi

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MODELO V: RELATÓRIO INDIVIDUAL DE ALUNO (EDUCAÇÃO INFANTIL)

                                                        Resultado de imagem para imagens peppa pig

Ana Eduarda teve um excelente desenvolvimento no decorrer deste ano. Além de escrever o próprio nome, consegue escrever o nome de todos os colegas da turma, copiando-os do cartaz que está afixado na parede da sala, realizando esta atividade espontaneamente e com alegria. Tem grande interesse pela escrita de palavras e números, por ouvir histórias e manusear livros, o que certamente será um facilitador em seu processo de alfabetização nas próximas etapas da escolaridade. Está sempre pronta a ajudar as professoras, demonstrando interesse por tudo o que fazem e falam, pois é muito observadora e está atenta aos mínimos detalhes acerca de tudo o que acontece em sala. Se expressa bem e tem boa comunicação, inclusive consegue transmitir recados das professoras para outros adultos do CEI e  vice-versa. Escrever, desenhar, pintar e manusear livros estão dentre suas atividades favoritas. Gosta tanto de realizar as mesmas que às vezes até se oferece para pintar ou desenhar para os amigos. Participa de todas as atividades propostas, com grande interesse e capricho. Em relação ao cuidar de si, tem construído progressiva autonomia em relação ao uso do banheiro, conseguindo higienizar-se sozinha, com supervisão da professora ou outro adulto. Brincar no cantinho da beleza também lhe agrada muito, adora passar maquiagem (que muitas vezes traz de casa) e maquiar as amigas, porém gosta de escolher as meninas que irá maquiar, deixando algumas de lado, às vezes; nesse momento é preciso intervenção da professora para que maquie todas igualmente. Dançar é outra atividade que realiza com muita desenvoltura, por exemplo, sabe todas as coreografias e letras das músicas infantis da cantora Aline Barros. Nas rodas de contagem, já recita a sequência numérica até 10 ou mais (com ajuda) e consegue contar sozinha a quantidade de colegas presentes no dia. Quando a professora faz o registro da quantidade de crianças na lousa, fica muito atenta e já reconhece a escrita de alguns números. Na hora do descanso, demora muito a adormecer e às vezes nem dorme. Ana tem total autonomia na hora de se vestir e gosta de escolher sozinha as roupas e calçados que irá usar. Estes três anos que Ana Eduarda passou no CEI foram muito importantes para seu desenvolvimento e aqui ela vivenciou inúmeras experiências e aprendizados que com certeza levará para a vida toda, tais como: aprender a dividir, a ouvir o outro, a aguardar sua vez para falar, a conviver com outras crianças e suas diferenças, a desenvolver o gosto pela leitura, a respeitar regras e rotina, desenvolver noções de cuidados em relação ao cuidar de si, do outro e do ambiente, dentre muitos outros. Ela está se desenvolvendo mais a cada dia e crescendo muito rápido, portanto família não deixe de aproveitar cada minuto com sua filha: brinque, cante, leia histórias, leve ao cinema, parque, praças, museus, enfim, viva intensamente esse momento único que é a infância!


 Autoria: Priscila A.

MODELO IV : RELATÓRIO AVALIATIVO DE ALUNO (EDUCAÇÃO INFANTIL)


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Larissa ao acordar toma o leite, vai ao banheiro, lava as mãos, volta para a sala e ajuda na organização da mesma após o sono: tira o lençol do colchão, dobra o edredom e entrega o colchão em que dormiu para que a professora guarde. Na roda de conversa sabe ouvir os amigos e espera com paciência sua vez de falar. Gosta de contar assuntos do cotidiano familiar, onde comenta sobre o avô, avó, pai, irmão e também sobre suas personagens favoritas, que são as “Princesas”, da Disney. Sabe nomeá-las e sempre diz que um dia irá “virar” uma princesa; sua favorita é a Branca de Neve. Às vezes comenta sobre algumas características das personagens e até mesmo conta alguns trechos de suas histórias. Diz frequentemente que sua mãe irá à feira comprar um DVD de determinada princesa. Outro dia contou para as professoras que sua mãe irá comprar “asas” e uma “varinha mágica” para ela “virar” uma fada e assim transformar as meninas em princesas e os meninos em príncipes. Certa vez mostrou um chaveiro de fada para as professoras e disse que a mesma não tinha mãos nem pés. Ao ser questionada sobre como a fada iria fazer para andar, respondeu que ela não precisava de pés, pois tinha asas e iria voar. Larissa é uma menina muito carinhosa, sensível, criativa e apegada à família; um dia seus olhos encheram de lágrimas ao falar sobre o irmão e frequentemente diz que gostaria de estar em casa com o pai. Na roda de música quando lhe é solicitado que escolha uma canção, na maioria das vezes escolhe “Atirei o pau no gato”, demonstrando ser essa a sua preferida, embora tenha um repertório musical bastante amplo. Em brincadeiras com brinquedos de montar, costuma representar escadas, torres, montanhas, coroas, provavelmente remetendo-se ás histórias de contos de fadas que tanto aprecia. Os momentos de leitura à encantam, sendo que presta bastante atenção em cada detalhe da história e até consegue recontar alguns trechos da mesma depois. Ao manusear livros ou gibis, o faz cuidadosamente, virando delicadamente cada página e observando atentamente os detalhes, contando a história para os amigos ou mesmo “lendo” individualmente. No solário explora cada canto e brinquedo, tais como: casinha, escorregador, cavalinhos, mas seu predileto é o velotrol. No parque igualmente explora todos os espaços, mas gosta mesmo é de brincar com panelinhas e areia, fazendo “comidinha” na sua “casa”. Não tem dificuldade em emprestar brinquedos, bicicleta ou velotrol, caso esteja andando. Também cede sua vez na balança para um colega sem problemas. Dentre todas as crianças da classe, demonstra maior afinidade e admiração pela Melissa. Procura estar ao lado da amiga o tempo todo e tudo o que esta faz, Larissa tenta fazer também: ficar com os cabelos soltos como os da Melissa, colocar vestido, enfim, tenta sempre estar parecida. No refeitório guarda lugar para ela e também para a Beatriz. Faz questão de sempre sentarem juntas. Algumas vezes fala para as outras crianças “Você não é minha (eu) amiga (o). Minha amiga é só a Melissa (e a Beatriz).” Nestes momentos é preciso intervir, dizendo que todos da classe são amigos e devem brincar juntos, sentarem perto um do outro, dividirem os brinquedos. Na hora da refeição, Larissa se serve sozinha sem derrubar comida na mesa. Geralmente come tudo o que coloca no prato e, das sobremesas servidas, gelatina é sua favorita. Na hora da troca, sabe escolher a roupa que irá vestir, sendo que gosta muito de calça legging com blusinha ou vestido, e se troca sozinha. A cada dia que passa Laryssa tem desenvolvido mais suas diversas habilidades, crescendo de maneira saudável e feliz.



Autoria: Priscila A. 

MODELO III - RELATÓRIO INDIVIDUAL DE ALUNO (EDUCAÇÃO INFANTIL)

                                                    Resultado de imagem para peppa pig


De acordo com o planejamento anual do CEI que tem como as áreas do conhecimento as múltiplas linguagens e a arte de conhecer, brincar e ouvir histórias, através das diferentes culturas, priorizamos neste semestre os eixos temáticos de autonomia e identidade, o cuidar de si e do outro, o brincar e imaginar, a expressividade da linguagem corporal e verbal e o aprimoramento do conhecimento matemático e cultural à fim de valorizar o respeito às diferenças étnico-raciais.

            Ana Eduarda teve uma adaptação muito tranquila no início do ano, mesmo porque já frequenta o CEI desde o berçário. É uma criança muito observadora e calma. Ao chegar à sala, pela manhã, guarda sua mochila e vai junto da professora, ver o que esta está fazendo. Nem sempre vai brincar com as outras crianças, pois prefere brincar sozinha ou ficar perto da professora. Já reconhece o próprio nome e o dos amigos. Com ajuda, já consegue escrever seu nome sozinha. Adora ouvir e contar histórias; manusear livros está entre suas atividades prediletas. Também gosta muito de atividades de pintura com guache e massa de modelar. No parque gosta muito do tanque de areia, onde pega as panelinhas para fazer “bolo” e “comidas”. Na roda de música, costuma cantar somente as músicas que mais lhe agradam, se não gosta de uma canção simplesmente não canta.Quando solicitada, escolhe uma música para cantar com os amigos. Algumas vezes percebemos que ela não canta com os amigos durante a roda, porém fica cantando sozinha, no meio de alguma brincadeira ou atividade. É muito prestativa com as professoras e sempre quer ajudá-las e descobrir/observar o que estão fazendo. Quando as mesmas estão escrevendo alguma coisa, observa atentamente e com curiosidade, demonstrando grande interesse por situações de escrita. Não gosta muito de ajudar na organização da sala, guardando brinquedos e outros objetos; só o faz após muita insistência. No horário das refeições se alimenta bem, se serve sozinha e come de tudo um pouco, menos salada. Na hora do descanso, demora bastante para adormecer e às vezes nem dorme, antes fica virando de um lado para o outro no colchão. Geralmente não gosta muito de assistir DVD de desenhos, só musicais; se o que está sendo exibido não lhe agrada, também não presta atenção. Aconselhamos a família a continuar incentivando o gosto pela leitura, lendo histórias para  Ana Eduarda  sempre que possível e levá-la para visitar bibliotecas públicas, parques, cinemas e museus, ampliando seu universo cultural.

Autoria: Priscila A.