quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES - O SAPO BOCARRÃO

 O SAPO BOCARRÃO
FAULKNER, KEITH
COMPANHIA DAS LETRINHAS


* Organizar as crianças em roda e apresentar o livro à elas, explorando o título e a imagem da capa (perguntar: "Quem sabe o nome desse bicho? Onde ele vive? O que ele come? Por que será que essa história tem esse nome?, etc.).

* Realizar a leitura do livro, mostrando as imagens. Após a leitura, deixar que comentem suas impressões sobre a história e manuseiem o livro.

* Organizar no espaço externo um momento de brincadeiras do "Sapo Bocarrão" : abrir a boca bem grande, fazer biquinho, emitir sons imitando o sapo, pular como um sapo e até apostar uma corrida de pulos ou uma competição para ver quem consegue pular mais alto...

* Confecção da dobradura do sapo (pode-se criar uma oficina de dobradura com a presença dos pais). Passo a passo da dobradura (fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/2013/10/sapo-bocarrao.html)










* Após a confecção da dobradura, organizar um momento de contação de história com participação das crianças, cada um com seu sapinho.

* Organizar uma roda de música (se possível, convidar alguém para tocar violão ou teclado para acompanhar) e cantar músicas conhecidas do Sapo e outras cantigas tradicionais.

* Confeccionar com as crianças um fantoche de sapo utilizando caixas de leite.

* Apresentar o vídeo do grupo "Varal de Histórias",em que é realizada a leitura do livro "O sapo bocarrão".




* Pedir para que as crianças desenhem a parte que mais gostaram da história  e confeccionar um mural expositivo no corredor ou pátio da escola.

obs: Aproveite para tirar muitas fotos das crianças durante as atividades e, se possível, imprimir e organizar uma exposição das atividades realizadas para toda a comunidade escolar.



Sequência de Atividades elaborada por : Professora Priscila Pedersen

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

DINÂMICA DO MONSTRINHO (PARA REUNIÃO DE PAIS)


Resultado de imagem para figura de monstrinho




Receita do Monstrinho


Vamos desenhar um monstrinho conforme as comandas:

1. Uma cabeça redonda e grande
2. Um corpo pequeno coberto de pelos
3. Braços compridos com mãos pequenas e garras afiadas
4. Pernas curtas
5. Pés grandes e arredondados
6. Olho no meio da testa
7. Orelhas pontiagudas
8. Nariz com narinas quadradas
9. Boca grande e dentes falhados

Quando todos terminarem o desenho, pedir para que o coloquem na parede (ou lousa),a fim de que possa ser visualizado pelos presentes.
Lançar as seguintes questões para reflexão e debate:

* Os monstrinhos ficaram iguais?
* Por que os monstrinhos não ficaram iguais se foram dadas as mesmas comandas para todos?
* E na escola, todos aprendem as mesmas coisas ao mesmo tempo? Por quê?

Explicar que o  que ocorreu nessa dinâmica acontece também em sala de aula. As orientações são dadas a todas as crianças, porém cada qual as entende do seu jeito, tanto nas questões do dia a dia quanto nas de aprendizagem. Cada criança tem seu ritmo e compreensão do mundo.

Enfatizar ainda que não se deve comparar uma criança com a outra, em nenhum aspecto. Cada pessoa é única.


* Adaptado da Internet 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

SUGESTÕES DE ATIVIDADES - FOLCLORE


·         *Antes de iniciar as atividades sobre o tema, enviar uma pesquisa para as famílias, com as seguintes questões:
1.       Quais eram suas brincadeiras favoritas quando criança?
2.       Quais músicas você mais gostava de cantar quando era criança?
3.       Quais brinquedos você costumava brincar?
4.       Quais histórias seus pais ou professores costumavam contar para você?

·        * Em roda de conversa, apresentar para as crianças o resultado das pesquisas, conversando com elas sobre algumas brincadeiras, brinquedos e canções de antigamente, que fazem parte de nosso folclore. Aproveite para contar também um pouco sobre você em relação à pesquisa.

·         *Organizar momentos com algumas brincadeiras mencionadas na pesquisa ou outras, como: corda, passa anel, batata quente, amarelinha, boca de forno, peteca,etc.

·         *Confeccionar brinquedos com as crianças, como: telefone sem fio, pé de lata,capucheta, ...

·        * Trabalhar com algumas músicas e atividades, como: Pintinho Amarelinho (confeccionar pintinho com copos descartáveis ou de danoninho), Borboletinha (confeccionar borboleta com rolo de papel higiênico) – sugestões do blog Gente Miúda.

·         *Criar momentos aconchegantes para contar histórias do nosso folclore, as lendas.

·         *Confeccionar alguns dos personagens folclóricos, como: saci na garrafa, boitatá com copo descartável, fantoche de lobisomem, cuca com garrafa descartável,boitatá com caixa de ovos, fantoche da iara com colagem em mosaico na cauda, etc...

·         *Ensinar parlendas e trava-línguas para a turma, tais como:  O rato roeu a roupa do rei de Roma (confeccionar ratinhos com pratos descartáveis), O sapo dentro do saco (fazer dobradura do sapo bocarrão), Maria mole é molenga (comer Maria mole na sala), A galinha do vizinho (confeccionar painel com os ovinhos, trabalhar contagem),...

·         *Convidar algum pai ou mãe que toque violão para tocar e cantar com as crianças algumas músicas folclóricas (pode também ser um funcionário da própria escola).



sexta-feira, 10 de março de 2017

ÁLBUM DO BEBÊ

Creches na cidade do Recife encontraram na proposta de produção dos álbuns de bebês uma maneira de levar os educadores a atentar para as particularidades de cada criança


As fotografias e os registros de episódios marcantes da vida são elementos constitutivos da memória de cada um de nós. Por isso é costume entre muitas famílias brasileiras guardar a história de suas crianças desde cedo, em álbuns que começam às vezes antes do nascimento, quando a criança ainda está no ventre materno. Reescrevem o dia do nascimento, o surgimento do primeiro dente, os primeiros passos, as primeiras palavras e gracinhas.
Nas famílias, os álbuns servem para ajudar a rememorar, inscrever um novo membro na história do grupo, preservar por meio de imagens e às vezes palavras, momentos importantes da passagem do tempo e das marcas que as crianças vão deixando. Mas em uma instituição educativa, para além desses propósitos, o álbum do bebê pode servir a diferentes fins, entre os quais a formação dos educadores.

Como estratégia em um projeto de formação, o álbum do bebê pode ser definido como uma documentação que possibilita um novo olhar sobre a criança e que, feito de forma colaborativa entre os educadores e as famílias, leva à construção de experiências significativas para todos. As educadoras podem redescobrir o dia-a-dia e dar-lhe um novo colorido.
“Através da observação e da escuta atenta e cuidadosa das crianças, podemos encontrar uma forma de realmente enxergá-las e conhecê-las. Ao fazê-lo tornamo-nos capazes de respeitá-las pelo que elas são e pelo que elas querem dizer. Sabemos que para um observador atento as crianças dizem muito, antes mesmo de desenvolverem a fala. Já nesse estágio, a observação e a escuta são experiências recíprocas, pois ao observarmos o que as crianças aprendem, nós mesmos aprendemos”.
Desse modo, a elaboração de álbuns do bebê pode favorecer uma atenção mais individualizada, tão difícil de acontecer nos ambientes coletivos. Sua confecção valoriza as diferenças entre as crianças e abre a possibilidade de conhecer e registrar o jeito de cada uma. Isso faz com que possa se tornar única e especial, ainda que em um ambiente coletivo.
Observar para conhecer
Essas foram algumas das idéias defendidas pela formadora Denise Nalini, na proposta feita por ela aos educadores da Creche Comunitária Nossa Senhora da Boa Viagem, Recife. Como um convite para aproximar-se dos bebês, aprender a observá-los e compreendê-los, a proposta de Denise constituiu-se assim em uma estratégia para mobilizar o olhar dos educadores e provocar algumas
mudanças na creche.
Além disso, a proposta favorecia também um novo olhar para as famílias. Algumas educadoras acreditavam que o seu trabalho só era valorizado nos aspectos físicos, ao final do dia, quando entregavam as crianças para as famílias: banhadas, penteadas e bem alimentadas – conta Denise no início do projeto. Ao refletir com o grupo sobre quais eram as principais dificuldades para a realização de seu trabalho, as falas de algumas educadoras se voltavam contra as famílias, que, segundo elas, não reconheciam o que a creche fazia pela criança. Era comum a sensação de que as famílias não sabiam cuidar bem das crianças, pois não tinham uma estrutura familiar adequada e, portanto, “faltavam cuidados e afetividade”.
Essa observação apontava para uma necessidade urgente naquela instituição: reconhecer as muitas competências dos bebês e conhecer de fato as famílias, suas estruturas, relacionamentos e jeitos próprios de cuidar das crianças, para além dos julgamentos de valor. A intenção que as educadoras pudessem ter um outro olhar para as crianças e para a sua própria prática, incorporando intervenções que ampliassem o cuidado e integrassem um caráter educativo às suas ações, se encaixava perfeitamente na proposta de elaboração do Álbum do bebê – avalia a formadora.
O álbum também possibilitaria um registro, uma marca do fazer das educadoras no trabalho com as crianças, uma forma de dar visibilidade a esta construção cotidiana.
Em cada página um pedaço da história
Compartilhar o projeto com as educadoras foi uma experiência muito interessante e animadora, conta Denise. As educadoras rapidamente incorporaram o processo de produção como uma possibilidade de valorizar o que já faziam. Denise combinou com o grupo a apreciação de alguns modelos de álbum. Carmem, uma das educadoras, lembrou que tinha o álbum do seu filho e se prontificou a trazê-lo.
Nas primeiras discussões, Denise construiu com o grupo um índice para organizar o registro diário, matéria-prima do álbum. Esse índice gerou alguns pontos de observação, que guiaram as educadoras nos caminhos desse novo olhar:
  • O que se deseja conhecer melhor em cada bebê?
  • Quais são as singularidades de cada um?
  • Quem são os parceiros prediletos?
  • Que brincadeiras ele prefere?
  • O que já sabe fazer sozinho?
Com essas perguntas, conduzia-se à ação para conhecer melhor esse período da vida de cada criança, valorizando suas particularidades, distinguindo cada uma na sua singularidade, assegurando-lhe um cuidado bem diferente do tratamento indiscriminado que muitas vezes se dá no coletivo.
Juntamente com a construção de novos observáveis, Denise sugeriu leituras, sempre contextualizadas, a partir das perguntas que as educadoras passaram a se fazer:
  • Por que as crianças põem tudo na boca?
  • Por que elas reagem aos estranhos?
  • Por que choram quando o educador se afasta de seu campo de visão?
Questões como essas, quando estudadas e respondidas, podem promover uma significativa ampliação dos conhecimentos acerca do que se passa no primeiro ano de vida.
Observação e registro
Resolveu-se que o álbum deveria conter informações anteriores à entrada da criança na creche, como forma de incluir as famílias nesse processo, a fim de que o álbum também fosse significativo para elas. A creche, então, organizou momentos para a realização de entrevistas com os familiares de cada criança, a fim de saber:
[Página 1] Identidade: Qual é a razão de seu nome? Quem escolheu? Tem apelido, um tratamento carinhoso? Quem colocou?
[Página 2] Nascimento: O dia e a hora em que nasceu.
[Página 3] Pertencimento: Tem irmãos? Quem são seus pais? Quando nasceu se parecia com quem? Os educadores também pediram aos pais para ver fotos no ambiente familiar, com os parentes, amigos etc., e para que fornecessem um auxílio na compra e revelação de fotografias das crianças na própria instituição.
O álbum motivou uma atenção voltada para a construção da identidade de cada criança. Ela não era apenas mais uma entre tantas. Nos encontros das famílias com as educadoras, as ações ganharam outras dimensões. Tanto pais e familiares quanto educadoras se encantavam com o que descobriam do que as crianças levavam de saberes da creche e o que traziam de suas casas.
A participação das famílias provocou uma mudança significativa na postura dos educadores com relação aos julgamentos e ao tratamento dado a elas. A dimensão das relações familiares de cada criança, sem exceção, ganhou um outro colorido.
A história de Kely, nome dado em homenagem a uma avó querida falecida e, segundo os relatos, uma mulher muito lutadora, trouxe para a cena as relações bastante fortes de investimento naquela criança, apesar das condições de pobreza em que vivia. A vinda das madrinhas à creche, para posar para as fotos que seriam colocadas no álbum, e as diferentes maneiras como as famílias se cotizavam para pagar os filmes e as revelações aproximou os familiares da instituição, desmistificou falsas crenças e fortaleceu os vínculos entre todos os adultos que cuidavam e educavam aquelas crianças.

O dia-a-dia de um bebê
Para construir o álbum do bebê foi preciso também observar e registrar muitas cenas, o que exigiu uma atenção especial para as atividades permanentes da rotina: o momento de ouvir histórias, de alimentar-se, de desenhar, as brincadeiras, o banho de sol, a massagem, o banho etc. As ações das crianças nessas atividades deveriam ser registradas pelos educadores. As perguntas que o grupo respondia a cada etapa e outras tantas que passaram a intrigar os educadores geraram páginas temáticas do álbum do bebê, tais como:
[Página 4] Os primeiros dias na creche: como foi o processo de adaptação?
[Página 5] Hora do banho: como a criança gosta de dormir, comer e tomar banho?
[Página 6] A brincadeira: como a criança gosta de brincar e qual seu brinquedo predileto?
[Página 7] Hora do sono: como gosta de dormir e ser ninado?
[Página 8] As preferências: quais são as músicas, as comidas, e os parceiros preferidos?
[Página 9] Os movimentos: quando aprendeu a engatinhar e quando ficou em pé sozinha?
[Página 10] A interação e a comunicação: como a criança se comunicava quando entrou na creche e como se comunica agora? Como se expressa gestualmente?
[Página 11] A interação com os adultos: como se relaciona com a educadora e os demais adultos que a cercam?
Mudanças provocadas pela observação
Mas como seria possível a educadora observar com especial atenção uma criança, quando estava sozinha com a sala repleta? A constatação de problemas como esse exigiu dos educadores a reestruturação do ambiente e a reorganização do atendimento às crianças no cotidiano da instituição.
Assim, a cada reunião a coordenadora e as educadoras discutiam as atividades que haviam sido realizadas e o planejamento das próximas. O planejamento das atividades envolvia desde a organização da sala até o estudo das intervenções e do registro. Os diários e os relatos das educadoras, que costumavam ser mais superficiais e genéricos, passaram a trazer notícias sobre as crianças e as impressões das educadoras, como vemos no exemplo a seguir:
As meninas gostaram das fotos que viram, e Luciana falou que Matheus estava mostrando a pintura dele na hora da foto. Carmem disse que na hora de tirar a foto algumas crianças estavam assustadas, então refletimos e combinamos que na próxima vez mostraremos a máquina e conversaremos com as crianças sobre o que vamos fazer. Luciana comentou que as crianças estavam mais falantes e mais seguras em seus movimentos. Nos relatou a surpresa que foi para a agente de saúde ver as crianças subir e descer as escadas sozinhas e como elas falavam.
Ao longo das semanas as atividades foram se diversificando e, ao mesmo tempo, assumindo uma permanência no cotidiano do berçário. O repertório centrado na rotina repetitiva e mecânica de higiene e cuidados básicos deu lugar a atividades mais significativas para os pequenos, tais como a caixa de imagens – caixas de papelão coladas com imagens visualmente interessantes para essa faixa etária, propícias para apreciação ou conversa –, pintura, momentos para desenhar, brincar com massinha, ouvir música, escutar história e mexer nos livros.
Pode-se avaliar que essa proposta colaborou para a construção de competências pelo educador no trabalho com as crianças pequenas. Ao conhecer melhor o outro e seus “saberes“ ele pode pensar sobre quais as melhores situações que farão com que cada criança avance em sua aprendizagem.
Mas o que, de fato, deu sentido a esse projeto, muito mais do que a materialização e a visibilidade de tantos fazeres, foi o investimento no bebê, a busca de um olhar para uma pessoa que começa sua trajetória no mundo e que deve ser acolhida, compreendida e atendida em seu desejo de ser cuidada, de sentir a segurança do outro e descobrir os encantos do mundo.
(Cisele Ortiz e Denise Nalini, Formadoras do Instituto Avisa Lá)

Ficha Técnica

Iniciativa: Instituto C&A
Responsabilidade técnica: Instituto Avisa Lá, Centro de Cultura Luiz Freire – Tel.: (81) 3301-5250 e Centro Social da Associação Cristã Feminina da Torre e Creche Comunitária Nossa Senhora da Boa Viagem
Coordenadoras Pedagógicas: Carla Cabral Barroka e Rosângela Vieira da Cunha.
Educadoras: Luciana Alves Barbosa e Carmem Célia P. Prazeres.

Para Saber Mais

  • Álbum do Bebê Maluquinho.  Ziraldo.  Editora L&pm. Tel.: (51) 3225-5777. Este álbum colorido é uma nova versão do Menino Maluquinho, o Bebê Maluquinho. Ideal para guardar as primeiras fotos dos bebês.
  • Um Menino de Olho no Mundo. Marc Simont. Editora José Olympio. Tel.: (21) 2585-2060. O texto e os desenhos de Marc Simont mostram o mundo tal como o bebê vê: com figuras gigantescas, pequenos barulhos tornam-se ensurdecedores. Ler este livro é ter uma visão dos sentimentos e fantasias de uma criança.
  • Bambini: A Abordagem Italiana à Educação Infantil. Lella Gandini e Carolyn Edwards. Editora Artmed. Tel.: 0800 703 3444. Embora a experiência italiana não possa simplesmente ser transplantada para os outros países, esta obra permite aprofundarmos o entendimento do que desejamos para nossos programas educacionais para a infância e propõe estratégias para fazer as transformações necessárias.
  • As Necessidades Essenciais das Crianças – o que toda criança precisa para crescer, aprender e se desenvolver. Stanley Greenspan e T. Berry Brazelton. Editora Artmed. Tel.: 0800 703 3444. O autor, neste livro, discute as necessidades de relacionamentos sustentadores contínuos, crenças da nossa sociedade. Detalha mês a mês as necessidades das crianças e os ganhos cognitivos e emocionais quando atendidas e as perdas comprometedoras quando negligenciadas. Em todos os capítulos, há uma discussão de diferentes situações vividas pelas crianças pequenas, primeiros relacionamentos, vigília do bebê, interações emocionais, divórcio e custódia, creche, guarda provisória, mães na prisão, orfanatos.
* FONTE: http://avisala.org.br/index.php/assunto/jeitos-de-cuidar/album-do-bebe/

sexta-feira, 3 de março de 2017

SEQUÊNCIA DIDÁTICA - NOMES PRÓPRIOS

Objetivo(s) 
Trabalhar com os nomes próprios
Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens:
- Diferenciar letras e desenhos;
- Diferenciar letras e números;
- Diferenciar letras, umas das outras;
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
- Habilidades grafo-motoras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.

Leitura e escrita de nomes próprios
Ano(s
Creche
Pré-escola
Tempo estimado 
Um mês
Material necessário 
- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos
- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)
- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3
Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução
Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe.
O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...

É preciso considerar:
· Os conhecimentos prévios das crianças.
· O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
· As características concretas do grupo.
· As diferenças individuais.

Organização da sala 

Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:

- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.
- Identificação do próprio nome: individual.
- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.

1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes). Lista de chamada da classe. Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc.

2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.

3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.

4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc

5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.


Ao final das atividades, a criança deve:

- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Identificar a escrita do próprio nome.
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.

Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes. 

Situação 1- Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.

Situação 2 - Construindo um crachá. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente.

Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?

Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.

Identificação do próprio nome 

Dê para cada criança um cartão com o nome dela.
- Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para a criança identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.
- Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
- Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas).
- Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe

Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe. 

Cada criança poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.

Ditado
Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.

Fazendo a chamada
Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.

Separando nomes de meninas e meninos
Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.

Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.
Avaliação 
É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.

Sugerimos uma planilha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos:

1. Nome da criança
2. Escreve sem modelo?
3. Usa grafias convencionais?
4. Utiliza a ordem das letras?
5. Conhece os nomes das letras?
6. Reconhece outros nomes da classe?
7. Escreve outros nomes sem modelo?
8. Utiliza as letras convencio-nais na escrita dos nomes?
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?

Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.

Atividades complementares 
- Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)
- Análise de fotos antigas e atuais da criança.
- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.


Quer saber mais?
BIBLIOGRAFIA
Tolchinsky, Liliana . 1998 . Aprendizagem da Linguagem escrita. Editora Ática.
Teberosky, Ana. 1994. Aprendendo e escrever. Editora Ática. 1990. Psicopedagogia da Linguagem escrita. Editora Unicamp 1990. Reflexões sobre o ensino da leitura e da escrita. Editora Unicamp.
Ferreiro, E & Teberosky A. 1984. Psicogênese da língua escrita. Artes Médicas.
Curto, L&Morilllo, M&Teixidó, M - Escrever e ler - volumes 1 e 2. Artes Médicas.


*FONTE: http://rede.novaescolaclube.org.br/planos-de-aula/nomes-proprios