sábado, 31 de outubro de 2009

MAIS SITUAÇÕES-PROBLEMA


TARDE DE SÁBADO


1. Juca é pra lá de distraído. Não se lembra do número da casa de seu primo, que é novecentos e trinta e seis. Ajude Juca, mostrando-lhe (circulando) o número da casa de seu primo.

9336 936 9936 9036



2. Juca foi até a casa do primo, Mário, para um sábado divertido. Eles convidaram seis amigos para um campeonato de vídeo-game. Para servir no lanche, eles irão fazer brigadeiros.

Agora responda:

a) Quantos brigadeiros você acha que cada um dos meninos irá comer em média?

b) Baseando-se na "média" de brigadeiros que você acha que cada criança vai comer, calcule quantos brigadeiros Juca e Mário terão de fazer.



3. Os meninos chegaram. São eles: João, César, Ricardo, Maurício, Luís e Rubens. Imediatamente, eles começaram a jogar. As regras do campeonato são:


* Eles jogam três séries de partidas em duplas.

* De cada partida sai um vencedor.

* Joga-se nova rodada, formando duplas.

* Quem vencer a segunda partida vai para a final.


Agora responda:

a) Na primeira série são jogadas ___ partidas.

b) Na segunda série são jogadas ___ partidas.

c) Na terceira série são jogadas ___ partidas.


4. Durante o campeonato, os meninos iam comendo os brigadeiros, mas acho que César e Mário fizeram a mais e sobraram 26. Baseado na quantidade que você calculou que cada criança iria comer, quantos brigadeiros cada um comeu?


:: fonte: Problemas? Mas que problemas?! (Ed. Vozes)

SUGESTÕES: SITUAÇÕES- PROBLEMA


As sugestões abaixo foram retiradas do excelente livro "Problemas? Mas que problemas?! (Mercedes Carvalho, Ed. Vozes).



* COMPLETANDO O ENUNCIADO DO PROBLEMA


1. Marcelo tem 36 bolinhas de gude e João tem 18 a mais que Marcelo. _______________?

a) Quantas bolinhas de gude Marcelo tem a menos?

b) Quantas bolinhas de gude têm João e Marcelo juntos?

c) Quantas bolinhas de gude tem João?



2. Ganhei R$ 35,00. Guardei R$ 15,00 e com o restante comprei duas camisetas por R$ 5,32 cada. __________________?

a) Qual a quantia que ainda tenho?

b) Com o dinheiro que ainda tenho quantas camisetas a mais posso comprar?

c) Quanto paguei pelas camisetas?



obs: É interessante notar que todas as perguntas são possíveis para a situação apresentada, mas, dependendo da pergunta do aluno, tem-se um tipo de problema.

a) O aluno terá de fazer três operações para responder. Aplicará o algoritmo da subtração e da multiplicação. Será um problema padrão.

b) O problema fica bem mais interessante, pois o aluno estará criando um desafio, já que a pergunta está gerando uma nova situação.

c) O problema fica com excesso de dados, pois para resolvê-lo não há necessidade das informações de quanto ganhei e quanto guardei.


3. Uma doceria, no final de semana, vendeu 45 quindins, 90 sonhos, 70 trufas e muitas bombas de chocolate. _____________________?

a) Quantos doces a doceria vendeu ao todo no final de semana?

b) Quantos quindins foram vendidos a menos que sonhos e trufas?

c) Quantas trufas e bombas de chocolate foram vendidas ao todo no final de semana?


obs: Aqui só o ítem b possibilita a resolução do problema, pois os ítens a e c tornam o problema sem solução, devido à insuficiência de dados; o enunciado não informa quantas bombas de chocolate foram vendidas.

LER PARA SE DIVERTIR... CHARGE


PARA GOSTAR DE LER...

SEXA
Luís Fernando Veríssimo


- Pai...
- Hmmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino...
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpe, porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer... Olha aqui: tem sexo masculino e o sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "o pal..."
- Chega! Vai brincar, vai...
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática...

in: "Comédias para se ler na escola"

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

TEXTO PARA ESTUDO - MATEMÁTICA


AS CRIANÇAS E A FUNÇÃO SOCIAL DOS NÚMEROS
Célia Maria Carolino Pires



Introdução
Desde muito pequenas, geralmente incentivadas pelos adultos que as rodeiam, as crianças brincam de contar: 1, 2, 3, 4, 5... Por meio de brincadeiras e de interação com situações da vida cotidiana, elas vão tendo contatos com os números naturais, que formam um conjunto infinito de números, do qual também faz parte o número zero.
Os números naturais são usados em situações diversas e desempenham diferentes funções. Em determinadas situações, o número natural é um indicador de quantidade. Ele permite evocar uma quantidade, mentalmente, sem que ela esteja fisicamente presente: quantos são os dias do mês, quantos são os meus irmãos etc.. Nesse caso, dizemos que o número natural está sendo considerado em seu aspecto cardinal.
Em outras situações o número natural é um indicador de posição. Quer dizer: ele possibilita guardar o lugar ocupado por um objeto, pessoa ou acontecimentos: abril é o quarto mês do ano, eu sento na terceira carteira da fila da janela etc.. É o chamado aspecto ordinal.
Há ainda situações em que os números naturais são usados como código, o que não tem necessariamente ligação com o aspecto cardinal, nem com o aspecto ordinal: o número de telefone, de placa de carro, do ônibus etc... Sintetizando, podemos dizer que os números naturais assumem diferentes funções, a saber:
- Memória da quantidade (aspecto cardinal).
- Memória da posição (aspecto ordinal).
- Instrumento para codificar.


Para que servem os números? O que pensam as crianças?


É razoavelmente recente a descoberta de que as crianças convivem com a Matemática muito antes de ingressarem na escola. Buscam soluções para problemas, constroem conhecimentos, elaboram explicações e dão conta de resolver situações fazendo uso de procedimentos matemáticos.
Desse modo, as atividades numéricas abordadas nos primeiros anos de escolaridade deveriam ser uma continuidade natural das experiências vividas fora da escola. São os contatos preliminares com um conceito que será construído por um longo período de tempo: o conceito de número.
As crianças têm muitas idéias a respeito do uso dos números e, tal fato, ao longo do tempo, nem sempre mereceu nossa atenção. Conhecer essas idéias, ou seja, as hipóteses que as crianças formulam sobre os números naturais, em particular, sobre suas funções é o ponto de partida para a formulação de uma nova didática para o ensino de números.
Para ilustrar essas afirmações transcrevemos abaixo alguns resultados de uma investigação realizada por professoras de turmas de Educação Infantil e da primeira série do Ensino Fundamental. Observe-as:
I. Respostas crianças de 5 anos, alunos na pré-escola, às quais se perguntou: para que servem os números?
Para contar coisas.
Para marcar o dia dos compromissos e datas importantes.
Para saber o dia no calendário.
Para fazer contas.
Para saber matemática.
Para a contagem quando lança um foguete.
Para fazer lista de regras.
Para saber o dia do aniversário.
Para medir na régua.
Para saber quantos anos tem.
Para saber o nosso peso.
Para saber as horas.
II. Respostas de crianças de 6 anos, alunos de pré-escola ou próximos a completar essa idade.
Para contar.
Para olhar no calendário.
Para fazer contas.
Para saber quantos anos nós temos.
Para saber os dias, até o 31.
Para saber o dia do aniversário.
Para ver as horas.
Para contar, para pagar, para saber quanto custa.
Para saber se é caro.
Para usar a calculadora.
Para saber o número da roupa.
Saber quanto a gente pesa, saber o nosso tamanho.
Para pensar.
III. Respostas de crianças de 7 anos, cursando o primeiro ano do ensino fundamental:
Para fazer contas.
Para fazer atividades de matemática.
Para ir bem na prova de matemática.
Passar de ano.
Para contar as coisas.
Saber as horas.


Em função dessas respostas, a professora decidiu fazer uma intervenção perguntando: só para isso os números servem? Só na escola vocês usam os números? A partir desse questionamento, as crianças deram outras respostas:
Para marcar o número do jogador que fez a falta. É mais fácil escrever um número naquele caderninho do que escrever o nome do jogador.
Para pagar o lanche para o tio da cantina.
Saber os dias e meses.
Para responder a chamada.
Contar o dinheiro.
Ver a placa de velocidade na estrada.
O grau da lente do óculos e o número do tênis.
Saber o número da carteira de motorista.
Saber o dia do aniversário.
Saber em que série estamos e qual o número da nossa sala.
Medir o tamanho das coisas, os metros, a altura das pessoas e a gordura.
Saber a data de validade de um produto, para não usar estragado.

Algumas conclusões


Como é possível perceber a partir dos depoimentos coletados, as crianças percebem diferentes funções dos números, mesmo antes de freqüentarem a escola. Pudemos observar que a função de indicador de quantidade ou memória de quantidade (aspecto cardinal) é percebida por elas quando afirmam que o número serve para contar coisas, para saber quantos anos nós temos, para medir o tamanho das coisas, os metros, a altura das pessoas e a gordura, entre outras.
Elas também indicam situações em que os números naturais são usados como instrumento para codificar, quando uma delas diz que servem para saber o número da carta de motorista. Uma delas aponta ainda uma situação em o número é um indicador de posição (aspecto ordinal), quando diz que o número serve para saber “em que série estamos”.
Além disso, em algumas respostas, associam o uso dos números às atividades escolares que realizam: para fazer prova de matemática, para passar de ano etc. Evidentemente, não precisamos apresentar essas diferentes funções formalmente às crianças. Elas devem orientar a escolha das atividades que serão propostas, quando a criança perceberá as diferentes funções e usos sociais dos números.

PARA LER, ASSISTIR E SE EMOCIONAR...

O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

Eu já assisti ao filme, agora começarei a leitura do livro...

http://www.youtube.com/watch?v=j3fK0p3x0RE




Sinopse:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

DICA LITERÁRIA

Este livro ( que eu já adorava) ficou ainda melhor nessa versão animada, onde as crianças irão se divertir acompanhando a história e interagindo com ela, manipulando os puxadores do livro e descobrindo os tipos de cocôs de cada animal (!!!). Não tem como deixar de rir; indicado para todas as idades...


Da Pequena Toupeira Que Queria Saber Quem Tinha
Feito Coco Na Cabeça Dela (livro Animado)
Ed. Cia das Letrinhas

SINOPSE:

Numa manhã, quando ia saindo de sua toca, a toupeirinha percebe que alguém fez cocô em sua cabeça. Mas quem teria feito tal coisa? Para esclarecer o enigma, ela interroga todos os animais que vai encontrando pelo campo - o cavalo, a pomba, a vaca, o porco... Para se inocentar, eles exibem os respectivos cocos à toupeira - há de todos os tamanhos, formatos e consistência... Até que, finalmente, graças à ajuda de duas moscas - grandes especialistas no assunto -, a toupeira encontra o culpado e dá um jeito de se vingar. Nesta edição, além de se divertir com as dobraduras, as crianças poderão interagir com as cenas manipulando os puxadores.