quarta-feira, 1 de março de 2017

INTERAÇÃO NO BERÇÁRIO

Tempos, espaços, materiais e boas intervenções pedagógicas determinam a qualidade de atendimento a bebês em espaços de educação infantil

Segundo o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, a palavra ambiente pode ser compreendida como aquilo que rodeia ou envolve os seres por todos os lados e constitui o meio em que se vive. E na Educação Infantil, o que rodeia e envolve as crianças? As respostas variam de acordo com o contexto, mas certamente ligadas à organização de tempos, espaços e materiais presentes na instituição. Como princípio, acredito que esses elementos precisam ser bem organizados para possibilitar descobertas e aprendizagens.
Descobrir e aprender são ações possíveis por interações. É na relação entre as pessoas que se criam condições para a produção de cultura. A troca de ideias implica imaginar, inventar e elaborar pensamentos e movimentos para desenvolver a potencialidade humana em todas as dimensões. Na creche e na pré-escola, portanto, é importante construir um ambiente que propicie boas interações entre os diferentes parceiros mediadas por objetos culturais significativos. Ao se considerar a diversidade dos modos de agir, de pensar e de sentir das crianças, essas experiências podem se traduzir em atividades que mobilizem os saberes dos pequenos de tal maneira que eles aprendam sobre si e sobre o mundo.
Essas possibilidades podem ser reunidas em alguns campos de experiências1, que se alimentam da iniciativa e curiosidade infantis e pela maneira como os pequenos criam sentidos em relação àquilo que os rodeiam. Quando ligadas à linguagem verbal, há dois domínios – oral e escrito. Ao se expressarem dessa forma as crianças participam de diversas práticas de inserção social. Além disso, embora regidos por normas próprias, o domínio desse campo de experiência faz interface com todos os outros considerados essenciais para o desenvolvimento infantil. Pelo Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil2 o trabalho com linguagem se constitui em um dos eixos básicos dessa etapa da Educação Básica, dada sua importância para a formação do sujeito, interação com as outras pessoas, orientação de ações, construção de variados conhecimentos e desenvolvimento do pensamento.
Aprender uma língua não é somente falar novas palavras. É também entender seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do mesmo meio sociocultural compreendem, interpretam e representam a realidade. Nessa perspectiva, durante uma avaliação de intervenção com os grupos de berçário no CEI Jardim da Conquista, em São Paulo – SP, usei a linguagem3 como foco principal no campo das experiências. O desafio foi desenvolver uma proposta que considerasse tempos, espaços e materiais para interação com os pequeninos, interligados e articulados num ciclo em espiral. Ela pode ser entendida como algo que continuamente se aproxima e se afasta, e compreende as fases de planejamento, ações, observação e reflexão e, depois, um novo planejamento da experiência em curso.
Este texto apresenta o percurso nesse ciclo, os itinerários percorridos por esse grupo explicitando as idas e vindas e os imprevistos sempre presentes. O princípio de desenvolvimento coletivo que permeou o trabalho supõe que apesar de planejamento anterior há muito espaço para o trabalho com a criança. Desse modo, um processo de aprendizagem não pode ser plenamente controlado, mas reavaliado a cada momento.
De conversa em conversa

A interação está intimamente ligada à comunicação. Um dos meios mais importantes de comunicação oral ocorre por meio da conversa. A troca de palavras e ideias é algo que deve marcar as relações desde o berçário nas instituições de Educação Infantil. Os bebês ainda não falam convencionalmente, de modo que precisam dos adultos para expressar o sincretismo que marca seu pensamento. Com base nisso, nossos encontros se iniciavam sempre com uma roda de conversa. O objetivo era contribuir para que ocorressem interlocuções mais qualificadas. A dinâmica estabelecida para o batepapo foi diferente do círculo que costuma acontecer com os maiores, pois os bebês integram pensamento e ação e, por isso, era difícil mantê-los sentados em um mesmo lugar por muito tempo.

O tempo das situações coletivas de conversa com os pequeninos foi curto, porém infinito do ponto de vista das possibilidades de diálogo e de expressão. Era hora de escutar e reconhecer a subjetividade do outro. Quanto ao espaço, ele era pensado de acordo com o assunto proposto. Valia um cantinho aconchegante organizado dentro da sala, debaixo de uma árvore no pátio ou em uma tenda armada no solário. O teor dos bate-papos esteve sempre relacionado às atividades que realizávamos em nossos encontros. A partir de alguns disparadores (imagens, histórias, espelhos e outros objetos), a conversa se iniciava e encadeava ações, contextualizando e dando sentido às vivências.
Meu papel como educadora era o de emprestar palavras, completar falas e balbucios, servir como modelo para imitação e fazer perguntas, utilizando sempre uma linguagem enriquecida pelo vocabulário e recursos que nossa língua oferece. No Berçário 1 (bebês de 0 a 1 ano e 3 meses), utilizei fotos das intervenções como apoio. As imagens individuais de cada um foram colocadas em um mural, que também foi suporte para o diálogo, contribuindo para a dimensão da identidade. Na mesma orientação, uma de nossas conversas teve como apoio pequenos espelhos, nos quais as crianças puderam brincar com seus reflexos. Também propus que apreciássemos figuras humanas produzidas por artistas que alimentam nossa cultura.
No Berçário 2 (bebês a partir de 1 ano e 3 meses), da mesma maneira, trabalhamos com as fotos individuais e construímos juntos um mural para essas fotos. A apreciação de imagens de artistas também esteve presente, e a conversa disparada por essas obras se estendeu quando delimitamos um lugar para que pudessem permanecer na sala. Imagens de pessoas em movimento estimularam a combinação da linguagem oral com o corpo, comunicando e interagindo por meio do movimento. Outro lugar que criamos, e sobre o qual conversamos, foi o canto de leitura.
Cestinhas-surpresa

As experiências relacionadas ao brincar são fundamentais na Educação Infantil. Por meio da interação aprende-se a brincar e a fazer escolhas. Assim, a criança pequena experimenta o mundo e desenvolve a imaginação. Para ampliar as possibilidades de brincadeiras de livre escolha para os bebês, propus uma sequência de atividades com cestinhas-surpresa. Elas traziam materiais com diversidade de texturas, sons e cheiros, que possibilitavam esconder, achar, encaixar, empilhar, derrubar, rolar, construir, encher, esvaziar, vestir, tirar e colocar. Os pequenos deveriam explorar esses objetos.

Essa é uma atividade intermediária, que se situa entre a dirigida e a brincadeira livre não planejada. Pode ser marcada por um ritual, que ajuda a criança a se situar na rotina e a se envolver com tranquilidade, pois o pequeno sabe que ela vai acontecer novamente. O tempo possibilita escolher com o que se envolver, diante de opções apresentadas simultaneamente. Requer espaço flexível, que possa ser organizado e reorganizado várias vezes ao dia. A proposta transforma o ambiente porque uma dinâmica diferenciada da cotidiana ali se estabelece. São necessários cantinhos aconchegantes e caminhos que prevejam a mobilidade.
Os materiais escolhidos para as cestinhas podem partir da observação do interesse infantil e também propor desafios e explorações. Sugestões de materiais: caixinhas e blocos de madeira, pedaços de tecido, cones, carretéis, bolas de borracha, potes, lenços, pulseiras, instrumentos musicais, espelhos, imagens etc. Vale lembrar que todos devem ser constantemente higienizados e não podem oferecer riscos à segurança das crianças. No Berçário 1, criei um ritual para iniciar as atividades. Levava sempre um tapete onde nos reuníamos e, então, apresentava os objetos dos recipientes, sugerindo meios de exploração. Em seguida, entregava uma cesta para cada bebê. No Berçário 2, as professoras produziram cestinhas com papel de revista, que foram pintadas pelas crianças em um de nossos encontros.
Nas reuniões seguintes, elas eram apresentadas com seus pertences, como no caso anterior. Para a exploração de materiais os tempos foram diversos entre si. Nos primeiros encontros, o grupo passou vários momentos observando e manuseando cada objeto cuidadosamente, em clima silencioso. Somente nos encontros seguintes, começou o interesse por descobrir o que havia nas outras cestas e a interagir com os colegas e as educadoras, imitando, complementando, criando e recriando ações. Com os maiores, despontaram algumas brincadeiras de jogo simbólico apoiadas nos materiais. Ao final das atividades, solicitava ajuda aos pequenos para guardar os materiais, movimento logo incorporado pelo grupo, constituído, aos poucos, pela rotina que foi sendo organizada e compartilhada. Tanto na experiência com o Berçário 1 como com o 2, chamou atenção a forma como os conflitos surgiam e eram resolvidos pelas crianças, que demonstravam saber negociar diante das opções daquele contexto.

Outra linguagem para interagir
A interação com o ambiente e com as pessoas que dele fazem parte pode ser bastante enriquecida pelo contato e pela vivência com o fazer artístico. Ampliar referências visuais e possibilitar a expressão plástica são elementos fundamentais para o desenvolvimento da criatividade. A fim de proporcionar experiências nesse campo, propus uma sequência de atividades de apreciação de imagens e de expressão plástica nos encontros com os bebês. Além de funcionarem como disparadores de conversa, as reproduções de obras produzidas por artistas contribuíram para ampliar o repertório dos pequenos.
No Berçário 1, trabalhei mais com a dimensão da apreciação, tanto nas rodas de conversa quanto com as cestinhas-surpresa, que continham caixinhas de imagens em um dos encontros. No Berçário 2, além da apreciação de imagens, que ganhou um canto fixo na sala, confeccionamos materiais (pinturas das cestinhas, do mural de fotos e nomes, da moldura do canto de apreciação de imagens e do tapete para canto de leitura). Depois das atividades de expressão ligadas à confecção de objetos, propus uma pequena sequência de pintura com interferências, para alimentar o percurso criador.
Em trabalhos como esse, o tempo de apreciação é flexível, pois implica o olhar de cada um. As atividades são dirigidas e precisam da intervenção do professor para auxiliar os pequenos a lidarem com materiais que exigem determinados procedimentos. Em geral, eles ainda não conhecem procedimentos básicos para o trabalho plástico, tanto em relação ao uso de riscantes e suportes quanto com relação aos cuidados básicos para se proteger e cuidar do ambiente. Procurei orientar os procedimentos específicos no trato de cada material e também sugeri meios de exploração. É importante ressaltar que os materiais devem ser organizados em locais adequados e seguros.
Com o tempo, as crianças se apropriaram da novidade e solicitavam a camiseta velha para começar a pintar, escolhiam o riscante que preferiam usar e levavam a produção até umlocal apropriado para secar. Observei que elas ficaram sempre muito envolvidas e concentradas, de modo que todas as atividades propostas foram realizadas com tranquilidade. É fundamental que a produção seja valorizada, sendo cuidadosamente exposta dentro da sala ou em outros espaços da escola. Um canto fixo de imagens pode ser organizado, lembrando que elas devem ser periodicamente trocadas.
Pode-se organizar o espaço de maneira a possibilitar diferentes experiências com o fazer artístico: desenhar e pintar de pé ou sentado, realizar trabalhos coletivos ou individuais. A confecção de cantos e de objetos para o ambiente do berçário, por sua vez, contou com a participação ativa dos pequenos integrantes, que puderam explorar materiais do fazer artístico. Esse movimento de participação na construção do ambiente favoreceu a valorização da expressão e da produção deles. No início, as tarefas foram coletivas; depois, quando todos já estavam mais familiarizados com a proposta, ofereci a oportunidade para que realizassem explorações mais individualizadas, a partir de uma sequência planejada para enriquecer o percurso criador. É importante saber observar e respeitar o tempo da produção de cada um.

Leitura pelo professor

As experiências relacionadas à leitura abrem as portas para o conhecimento sobre o mundo e contribuem para a interação e o desenvolvimento da oralidade e da linguagem. A narração de textos pelo professor fornece às crianças um repertório que favorece a ampliação gradativa de suas possibilidades de comunicação e de interação social. A participação em rodas de história pode se constituir em um momento para expressão de ideias, sentimentos, necessidades, desejos e avanço no processo de construção de significados. Por considerar que as crianças tinham pouca familiaridade com a leitura em voz alta e com os próprios livros, e por julgar importante que elas conhecessem narrativas literárias e desenvolvessem comportamentos leitores, propus uma roda de leitura em todos os encontros. Reuníamo-nos em um canto aconchegante (com tapetes e almofadas) e eu lia uma narrativa, colocando-me como modelo de leitor.

Merece destaque a importância de se planejar esse tempo, sem perder de vista o antes, o durante e o depois. No Berçário 1, propus uma sequência de leitura de poesias curtas com a temática de animais. Depois do texto lido, oferecia algumas publicações aos pequenos. No Berçário 2, adotei uma sequência de histórias de acumulação e repetição (veja a lista de livros na página 36). Construímos também um canto de leitura na sala, para o qual as crianças pintaram um tapete. Assim, as publicações se tornaram sempre acessíveis, possibilitando o aprendizado de procedimentos de manuseio delas, assim como a oportunidade de experimentar a leitura, mesmo que não convencionalmente.
Aos poucos, tanto os menores quanto os maiores, puderam ingressar nesse universo. Nos primeiros encontros, as atividades foram tumultuadas. Com o passar do tempo, eles acompanhavam e apreciavam esses momentos, saboreando palavras e ilustrações. Além disso, observamos alguns comportamentos incorporados, como manusear adequadamente um livro, virar uma página de cada vez da esquerda para a direita, observar ilustrações e relacioná-las com a história lida, formular hipóteses sobre a narrativa que seria lida e tentativa de reconto.
(Cinthia Manzano, formadora do Instituto Avisa Lá)
1Sobre a ideia de campos de experiências, consultar o documento Orientações curriculares: Expectativas de aprendizagens e orientações didáticas para Educação Infantil, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, de 2007.
2Nacionais, elaborados pelo Ministério da Educação, em 1998. O documento se constitui a partir das concepções de criança, infância e educação, oferecendo diretrizes curriculares a todos que atuam na área de Educação Infantil. Volumes disponíveis no site: www.mec.gov.br.
3O trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto Capacitar na Educação Infantil, desenvolvido na cidade de São Paulo, em 2008. (ver Ficha Técnica)


Lista de livros lidos

Berçario 1:
  • A arca de Noé, de Vinicius de Moraes. Ed. Cia. das Letrinhas.
  • Boniteza silvestre, de Lalau e Laurabeatriz. Ed. Peirópolis.
  • Meu poema abana o rabo, de Almir Correa. Ed. Biruta.
  • Passa passa passarinho, de Cleonice Bourscheid. Ed. Edunisc.
  • Rãzinha cantora e outros poemas, de Regina Chamlian e Helena Alexandrino. Ed. Paulinas.
  • Um passarinho me contou, de José Paulo Paes. Ed. Ática.
Berçario 2:
  • A casa sonolenta, de Audrey e Don Wood. Ed. Ática.
  • Bruxa, bruxa venha à minha festa, de Arden Druce, Ed. Brinque Book.
  • Devagar, devagar, bem devagar, de Eric Carle. Ed. Brinque Book.
  • Fome de urso, de Heiz Janisch e Helga Bansch. Ed. Brinque Book.
  • Macaco danado, de Julia Donaldson e Axel Scheffler. Ed. Brinque Book.
  • Rápido como um gafanhoto, de Audrey e Don Wood. Ed. Brinque Book.

Ficha técnica

Programa: Capacitar Educação Infantil
Parceria: Grupo Gerdau e Instituto C & A
Responsabilidade técnica: Instituto Avisa Lá
Desenvolvimento: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Coordenadoria de Ensino: São Mateus
Formadora de apoio: Cinthia Soares Manzano
E-mail: cinthiamanzano@hotmail.com
Coordenadora pedagógica do projeto: Maria Virgínia Gastaldi

Para saber mais

Livro
  • Bem-vindo, mundo! Criança, cultura e formação de educadores, de Silvia Pereira de Carvalho, Adriana Klisys e Silvana Augusto (orgs.). Instituto C&A, Instituto Avisa Lá e Ed. Peirópolis. Tel.: (11) 3816-0699.
Conheça mais atividades propostas para crianças de creche em edições da revista Avisa lá: Mural de marcas, edição 37, de fevereiro de 2009; Cestinhas-surpresa – regularidade e diversidade: componentes fundamentais no planejamento de atividades para bebês, edição 16, de outubro de 2003; e Álbum do bebê, edição 18, de abril de 2004.

 Fonte: http://avisala.org.br/index.php/assunto/tempo-didadico/interacao-no-bercario/

BRINCADEIRAS PARA O BERÇÁRIO

ARTE COM MINGAU

IDADE: De 8 meses a 1 ano e meio.


TEMPO: 30 minutos. 

ESPAÇO: Sala de atividades ou pátio. 

MATERIAL: Maisena, corante alimentar e água.

OBJETIVO: Interagir com o espaço.

PREPARAÇÃO: Em uma panela, dissolva uma colher de sopa de maisena para cada copo de água. A quantidade é de acordo com o número de crianças ou o tamanho do espaço onde a atividade será realizada. Coloque pitada de corante até a mistura ficar com a cor que você deseja. Leve-a ao fogo e mexa até que se transforme em um mingau. Deixe esfriar. Avise os pais para mandarem roupas velhas no dia da brincadeira.Espalhe a mistura no chão da sala onde as crianças vão brincar. Deixe-as andar, engatinhar e rolar sobre o mingau, interagindo com o espaço. Atenção para que todos se divirtam e ninguém se machuque. Incentive as várias possibilidades de movimento.


A MÚSICA DOS NOMES

IDADE: A partir de 4 meses.


TEMPO: 30 minutos. 

ESPAÇO: Sala de atividades, pátio ou jardim.

OBJETIVOS: Reconhecer o próprio nome e reforçar o vínculo com o educador. Escolha uma música na qual você possa incluir o nome das crianças. Alguns exemplos: “Se Eu Fosse um Peixinho”, “A Canoa Virou”, “Ciranda, Cirandinha” e “Fui ao Itororó”. Reúna a turma em um local agradável e cante. Os bebês também podem participar, já que a intenção é fazer com que se familiarizem com os nomes. Aos que já andam, sugira uma roda, que vai se formando com aqueles que ouvem o próprio nome.




TEATRO DE BONECOS

IDADE: A partir de 1 ano e meio.


TEMPO: 30 minutos. 

ESPAÇO: Sala de atividades, pátio ou biblioteca.

MATERIAL: Fantoches ou dedoches.

OBJETIVO: Conhecer a rotina da escola enquanto conversa com os personagens. Sente-se com as crianças no chão e faça os bonecos “conversarem” com cada uma. Você pode fazer perguntas como: - Quem trouxe você para a escola hoje? - Você tem amigos? Quem são? - Você já brincou no parque? - Você já tomou lanche?



CUIDADO COM A BONECA
IDADE: De 1 a 3 anos.

TEMPO: 30 minutos. 

ESPAÇO:Sala de atividades. 

MATERIAL: Bonecas, roupinhas de boneca, retalhos de tecido, mamadeiras e chupetas.

OBJETIVOS: Brincar de faz-de-conta durante o jogo simbólico; tocar o colega; e ter um bom relacionamento com o grupo.Esta brincadeira é para meninos e meninas, pois tem o objetivo de desenvolver o relacionamento interpessoal, promovendo atitudes de cuidado e carinho com o outro –necessidades que são comuns a todos, independentemente do sexo. Isso vai se dar no faz-de-conta, momento que a criança aprende sobre as interações sociais. Por isso, é importante ter seu espaço garantido e valorizado na rotina. Proponha que cada um pegue uma boneca e cuide dela como se fosse sua filha. Os pequenos devem dar banho, trocar fralda e fazer carinho.



CHUVINHA DE PAPEL

IDADE: De 8 meses a 3 anos.


TEMPO: De 15 a 30 minutos.

ESPAÇO: Sala de atividades.

MATERIAL:Revistas e jornais velhos.

OBJETIVOS: Relaxar de forma ativa (e não apenas em posição de repouso) e interagir de maneira lúdica com o educador e os colegas.Sente-se com a turma no chão, em torno de uma pilha de revistas e jornais velhos. Deixe que todos manipulem e rasguem as páginas livremente. Junte os papéis picados num monte e jogue tudo para o alto. Vai ser uma festa! Depois, o papel picado pode ser aproveitado em colagens ou modelagem de bonecos.



PAPAI VEIO BRINCAR

IDADE: De 3 meses a 1 ano.


TEMPO: 30 minutos.

ESPAÇO: Sala ampla.

MATERIAL: Aparelho de som, CDs ou fitas cassete com músicas infantis, bolas, fantoches e panos coloridos.

OBJETIVO: Interagir ludicamente com os pais por meio da brincadeira.

PREPARAÇÃO: Decore o ambiente com os panos. Coloque uma música e peça para o pai ou a mãe se sentar no chão com o filho. Você pode conduzir as brincadeiras, como rolar uma bola para a criança ou brincar com um fantoche, apresentando possibilidades de interação. Os pais se inspiram em você ou criam brincadeiras.


* Fonte: http://pedagogaandreaeduca.blogspot.com.br/2012/04/objetivo-transmitir-umambiente.html



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: BRINCADEIRAS COM LUZ E SOMBRA

I. Objetivos:
  • Proporcionar a investigação, por parte das crianças, de alguns fenômenos presenciados e vividos por elas;
  • Despertar a curiosidade e o gosto pelas descobertas;
  • Favorecer a participação em diferentes atividades, envolvendo a observação sobre a ação da luz e da sombra;
  • Propor jogos e brincadeiras variadas com luz e sombra produzidas com materiais diversos (lanternas, abajures, cabanas, panos, etc.);
  • Favorecer a interação entre as crianças por meio das brincadeiras;
  • Socializar as experiências das crianças usando o registro fotográfico;
  • Organizar o espaço físico com propostas que favoreçam a escolha das crianças.
II. Conteúdos:
  • Participação em diferentes atividades que envolvam a observação e a pesquisa sobre a ação da luz e da sombra;
  • Exploração de diferentes brincadeiras e jogos;
  • Exploração do espaço físico.
III. Etapas planejadas
  • Atuação da formadora e das educadoras.
1º dia:
  • Observação das crianças e apresentação da proposta para as educadoras e explicação do que será realizado.
2º dia:
  • Brincadeiras com o retroprojetor com as mãos e o corpo;
  • Organizar um canto com livros e contar as histórias e apresentar as imagens, iluminando com a luz de um abajur ou lanterna
3º dia:
  • Teatro de sombras.
  • Atividade paralela: Brincadeiras com os fantoches de papel-cartão com a luz de lanternas em outros espaços da sala.
4º dia:
  • Produção de sombras simples com o auxílio de lanternas.
  • Atividade paralela: Cobrir lanternas com papel celofane de diferentes cores e deixar uma caixa com fundo branco para que as crianças apontem as lanternas para ele e observem o que acontece.
5º dia:
  • Divertindo-se com sombras – Sombras em movimento.
  1. Brincar no espaço externo da creche para observar as sombras produzidas no chão.
  2. Desenhar com giz as sombras das crianças em diferentes lugares.
  3. Oferecer peixes, cachorros, gatos, entre outros bichos confeccionados com papel-cartão.
  4. Brincar com sombras em vasilhas de água.
6º dia:
  • Organizar propostas variadas com o tema luz e sombra.
  1.  Construir perto das crianças uma cabana, usando um pano escuro e cadeiras, mesas ou caixas. Tentar deixá-la completamente escura e chamar as crianças para que entrem e brinquem com luzes de lanternas.
  2. Brincar com a luz da lanterna sob as mãos e pés bem próxima a eles, para que observem o que acontece.
  3. Colocar uma lanterna acesa perto de alguns objetos para que observem quais deles a luz atravessa e quais não (separar potes plásticos transparentes, bexigas, bola, entre outros).
  4. Oferecer os animais de papel-cartão para que brinquem de fazer sombras nas paredes.
7º dia:
  • Coreografia atrás do lençol.
  • Apresentar uma música coreografada.
  • Assim que terminar, propor que as crianças se aproximem para que reinventem seus próprios movimentos.
  • Oferecer chapéus, fantasias e objetos diversos e incentivar que observem umas as outras.
8º dia:
  • Oferecer caixas de imagens (toda preta por fora com apenas um furo na extremidade superior para encaixar uma lanterna). Haverá em uma das laterais um espaço para trocar as imagens e um furo para que as crianças possam observá-las.
  • Colocar em uma caixa grande várias lanternas encaixadas em furos, encapadas com papel celofane colorido para que as crianças observem a produção de vários focos de luz em diferentes direções e cores.
  • Projetar a sombra dos próprios rostos das crianças na parede com um papel branco fixado, para que brinquem com o contorno com o auxílio de canetas ou giz de cera.

Ficha Técnica

Programa Capacitar Educadores – Iniciativa: Instituto C&A
Responsabilidade Técnica: Instituto Avisa Lá
Realização: CEI Sinhazinha Meirelles
Av. José Joaquim Seabra, 1.159 – Rio Pequeno – São Paulo – SP. CEP: 05304-000 Tel.: (11) 3768-2731. E-mail: sinhazinhameirelles@ig.com.br
Coordenadora Pedagógica: Delzuita Moreira Duart

Para saber mais

  • Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1998. Vol. 3
  • Cor e Luz (Coleção Vamos Explorar Ciências), David Evans e Claudette Willians. Ed. Ática. Tel.: (11) 3346-3000
  • Luz – Experiências Divertidas, Bonita Searle-Barnes. Ed. Paulinas. Tel.: 0800 7010081
  • As Cem Linguagens da Criança, Carolyn Edwards, Lelle Gandini e George Foman. Ed. Artmed. Tel.: 0800 703 3444
  • O Teatro de Sombras de Ofélia, Michael Ende e Friederich Hechelman. Ed. Ática. Tel.: (11) 3346-3000
* FONTE: http://avisala.org.br/index.php/assunto/tempo-didadico/entre-as-sombras-e-as-luzesum-contraste-que-diverte-e-ensina/

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

JOGO - BORBOLETA

Objetivos
  • Cálculo mental;
  • resolução de problemas envolvendo a adição;
  • comparação de quantidades.
Material
40 cartas (quatro de cada ) de ás à dez.
Jogadores
Grupos de até 4 alunos
Recomendação
Crianças a partir de 6 anos
Organizado por
Kátia Stocco Smole
Diretora do Grupo Mathema
Regras
Cada jogador recebe três cartas, que devem ficar viradas para cima, à sua frente durante toda a partida. Outras sete cartas são colocadas, também com as faces para cima, numa fileira no centro da mesa. Asdemais ficam num monte para as compras.
Na sua vez, o jogador deve pegar as cartas do meio que forem necessárias para que consiga chegar ao mesmo total da soma de suas três cartas. Quando ele não mais conseguir formar conjuntos com seu total, ele deve repor as cartas que usou do meio da mesa com cartas do monte de compras, e passar a vez ao próximo. Quem tiver conseguido mais conjuntos ao final do baralho, será o vencedor.
Como variações, o Borboleta pode ser jogado com quatro cartas para cada jogador e 9 cartas no meio da mesa ou com o valor das três cartas fazer uma multiplicação. Nessa versão ele é mais indicado a partir da 3º ano.


* Fonte: www.mathema.com.br

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

JOGO - DEZ COLORIDOS



Objetivos

Contagem;
comparação de quantidades;
resolução de problemas.

Idade recomendada
5 anos

Material
Canudinhos de plástico de diversas cores (podem ser cortados ao meio, para economizar material) e giz de cera das mesmas cores dos canudos.

Jogadores
Grupos de 5 crianças

Como funciona
Cada aluno receberá dez canudinhos com cores misturadas aleatoriamente. Primeiro, o professor vai incentivar a contagem verbal, pedindo que cada um se certifique de que possui realmente dez canudos. Feito isso, o professor sorteia um giz de cera. Cada aluno vai então contar quantos canudinhos possui daquela mesma cor, devendo o grupo somar o total de seus canudos com cor idêntica ao do giz sorteado. Ganha o grupo que tiver a maior quantidade de canudinhos daquela cor.
Para ajudar a fixação das cores, pode-se usar canudinhos e giz em tons próximos como, por exemplo, amarelo e alaranjado. As crianças devem fazer a classificação correta e, se houver dúvida, o professor pode levantar a discussão nos grupos.
Para incentivara sociabilização, o professor pode pedir às crianças que coloquem os canudinhos da cor selecionada no meio da roda, junto com os dos colegas do grupo, trabalhando o sentimento de posse que as crianças demonstram fortemente nesta fase.
A etapa seguinte do jogo consiste na retomada, pelas crianças, dos canudinhos que haviam colocado no centro do círculo. Mais uma vez, manifesta-se o individualismo e o sentimento de posse. As crianças brigam para pegar o maior número possível de canudos e muitas vezes solicitam a intervenção do professor. Deve-se usar a matemática como mediadora, estimulando-se a contagem até que todos constatem que têm cada um dez canudinhos. Se um aluno juntar mais de dez, deve-se questioná-lo sobre o que fazer.
O jogo termina dando vez ao grupo que ainda não venceu. O próprio grupo escolhe o giz de cera, dando-lhe a oportunidade de pegar a cor cujos canudinhos possui em maior quantidade. Pode-se na sequência estimular as crianças a desenharem com o giz de cera que ganharam no jogo. Em caso de escassez de material, o professor recolhe os gizes e os canudinhos para uma próxima rodada da brincadeira.


*Fonte: www.mathema.com.br

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ATIVIDADES DE MATEMÁTICA A PARTIR DA HISTÓRIA "DEZ PATINHOS"



Objetivos
  • Comparar pequenas quantidades;
  • Realizar contagem;
  • Desenvolver a linguagem oral;
  • Perceber noções de subtração;
  • Levantar e testar hipóteses.
Recomendação
Crianças de 3 e 4 anos
Organizado por
Bruna Maia, formadora do Mathema
Descrição da atividade
A realização da proposta apoia-se na exploração do livro “Dez patinhos”, de Graça Lima (Companhia das Letrinhas). Por meio da obra, é possível realizar a contagem até 10, tanto em ordem descendente (ou decrescente), como aparece no livro, quanto em ordem crescente (ou ascendente). Além disso, também é possível comparar quantidades, refletindo com as crianças quando há mais ou menos patinhos.
O livro, que brinca com rimas e ilustrações bem-humoradas, conta a história de nove patinhos que vivem muitas aventuras e depois encontram um novo amigo. Sugerimos que essa sequência didática seja explorada com os alunos uma ou duas vezes por semana, primeiro em rodas de leitura, depois em tempos especialmente planejados para ela nos momentos em que se trabalha atividades de matemática.
1ª etapa
Apresente, em roda, o livro “Dez patinhos” às crianças, sem informar-lhes ainda o título, que pode estar coberto com uma tira de papel para instigar a curiosidade delas. Deixe que apreciem a capa e comentem o que estão vendo. Estimule-as a descobrir o título e do que trata a história.
Algumas sugestões de perguntas que podem ser feitas nesse momento:
  • O que aparece na capa deste livro?
  • Que animais são esses? Onde eles estão?
  • E esses outros? O que estão fazendo aqui em cima?
  • Há mais algum animal na cena? Será que ele também participa da história?
  • Todos os patinhos estão fazendo a mesma coisa?
  • Todos estão aparecendo de corpo inteiro?
  • Que título (nome) vocês dariam para a história que vamos ler?
Por fim, retire a faixa de papel e conte a elas qual é o título da história e o nome da autora. Conte com as crianças os patinhos. Estimule a descobrirem onde está o décimo, e veja se percebem que está mergulhando, apenas com os pés de fora da água.
Depois de toda exploração, leia e mostre, após a leitura de cada página, as imagens às crianças.
2ª etapa 
Após alguns dias, mostre novamente a capa do livro e pergunte às crianças quem se lembra da história. Estimule-as a recontar a história, complementando a fala do colega.
Leia a história novamente, mas, desta vez, a cada número que aparecer, conte os patinhos, conferindo as quantidades com as crianças. A todo o momento, a cada nova ação, reitere a pergunta: E agora, quantos patinhos sobraram?
3ª etapa
Organize duplas de trabalho e dê canetas hidrocolor a elas. Solicite que uma ajude a outra a desenhar os patinhos da história nos dedos. Se preferir, confeccione luvas com as crianças, em que em cada dedo representará um patinho. Deixe que brinquem um pouco com os dedos desenhados ou com a luva e, depois, leia a história novamente e peça para irem abaixando os dedos conforme os patinhos vão saindo da história.
luvaspatinhos
4ª etapa
Conte com as crianças de 1 a 10 e depois, como na história, estimule-os a contar em ordem decrescente, de 10 até 1. Em seguida, converse com a turma se conhece músicas em que aparecem os números, assim como nessa história e, em roda, cantem as músicas conhecidas, observando se os números aparecem do menor para o maior ou do maior para o menor (não é necessário falar com as crianças sobre a terminologia “ordem crescente e decrescente”, pois isso não é expectativa para essa faixa etária).
Algumas sugestões de cantigas infantis com recitação numérica:
  • Indiozinhos – domínio público;
  • Cinco patinhos – Xuxa;
  • Mariana – Galinha Pintadinha;
  • A galinha do vizinho – domínio público.
5ª etapa
Retome com os alunos a história “Dez patinhos”, de Graça Lima. Antes de ler o livro, estimule-os novamente a recontar a história, complementando a fala do colega. Ao final, proponha que façam o registro da parte da história que mais gostaram.
Assim que terminarem, organize as crianças em roda e peça para que comentem a respeito de seu desenho. É importante aqui que todos possam se expressar oralmente e que essa proposta seja realizada imediatamente ao registro, na mesma aula, para que se lembrem do que desenharam.
Muitas vezes, o pensamento das crianças pequenas não é linear e elas acabam contando outros fatos em roda ou fazendo outras associações com o desenho para além do livro. Procure fazer intervenções para que retornem ao tema da roda, sempre que necessário. Algumas possibilidades de intervenções:
  • Quem quer contar sobre seu desenho?
  • Será que isso aconteceu na história? O que aconteceu na história mesmo?
  • Alguém registrou essa mesma parte da história?
Outras histórias
A narrativa sugerida nessa sequência didática é conhecida como tangolomango, que é uma expressão artística manifestada na literatura ou na dança em que a cada momento, sai um personagem. É uma espécie de história de acumulação, mas às avessas, que trabalha com a ideia de subtração ou contagem decrescente.
Para essa faixa etária, há outras sugestões de títulos de literatura infantil:


  • Dez numa cama – Penny Dale (Edições Asa)
  • Dez ursos na cama – um livro para contar e sentir (Lafonte)
  • Dez monstrinhos – Emma Treehouse (Larousse)
  • Dez sacizinhos – Tatiana Belinky (Paulinas)
  • Eram dez lagartas… – Debbie Tarbett (Ciranda Cultural)
  • Chá das dez – Celso Sisto (Aletria Editora)


* fonte: http://mathema.com.br/leitura-infantil/dez-patinhos/