terça-feira, 21 de abril de 2015

IMPORTÂNCIA DO REGISTRO FEITO PELO PROFESSOR PARA REPENSAR A PRÁTICA

A escrita é uma excelente forma de reflexão, seja para produzir o diário do professor ou o portfólio dos alunos. A formadora de professores Heloisa Magri Lazzari reforça em seu artigo a necessidade do registro profissional para aperfeiçoar o trabalho na Educação Infantil


1. A escrita profissional
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss.Crédito: Eronimo Barros
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss


O registro do professor tem múltiplas formas e funções. Por ser um instrumento que pode guardar a memória de seu percurso profissional, possibilita voltar uma e outra vez às próprias práticas de uma forma mais distanciada, sem a presença das demandas e urgências do dia a dia da sala de aula.

Começo falando do registro que o professor faz da sua prática. Essa escrita pode assumir o aspecto de um diário de classe, de um caderno de reflexões etc. Não importa a forma: registrar suas práticas permite que o educador identifique como seu repertório de ações foi se ampliando diante de diferentes questões. Tornar o próprio percurso um objeto de reflexão faz parte da formação do professor.
A revisita às práticas permite que o professor possa identificar como costumava intervir em determinados momentos e como age agora para lidar com atividades de uma determinada área de conhecimento, gerir sua rotina ou até mesmo mediar conflitos.
Contudo, para que o registro possa cumprir essa função, é fundamental que ele seja produzido de forma sistemática. Caso contrário, perde-se a oportunidade de guardar dados importantes sobre o desenvolvimento de determinadas ações ao longo de um período. Outro aspecto crucial é o conteúdo a ser registrado, ou seja, as informações não podem ser descritas de forma breve ou descontextualizada, pois precisam ser compreendidas quando forem utilizadas, no curto ou no longo prazo. Quando o professor explicita suas ações e intenções, evidenciando os "porquês" e "para quês", pode encontrar outros significados, mesmo que elas tenham sido registradas há muito tempo.

Ao produzir o registro, o professor organiza seu fazer e documenta sua história. Madalena Freire afirma que "a escrita materializa, dá concretude ao pensamento, dando condições assim de voltar ao passado, enquanto se está construindo a marca do presente. É nesse sentido que o registro escrito amplia a memória e historia o processo, em seus momentos e movimentos (...)."

2. Registrar o trabalho ajuda a refletir sobre a própria atuação
Cadernos dos professores da EM Professora Brígida Ferraz Fóss.Crédito: Eronimo Barros
Professor Francisco Paulo dos Santos com seus alunos da EMEI José Virgilio Braghetto


Pensar sobre a própria prática é um bom caminho para identificar o seu fazer pedagógico (que é único e singular); reconhecer características específicas da faixa etária com a qual trabalha; averiguar quais situações propostas foram mais potentes para a aprendizagem das crianças e o que havia de comum entre elas etc. Pouco a pouco, o professor constrói aquela que é sua teoria, sua maneira de explicar as formas de ensino e aprendizagem, para depois dialogar com outras teorias e explicações.

À medida que o professor analisa sua prática, faz registros e relê seus escritos, pode tornar-se cada vez mais reflexivo. Lino de Macedo escreve que "(..) refletir é ajoelhar-se diante de uma prática, escolher coisas que julgamos significativas e reorganizá-las em outro plano para, quem sabe, assim podermos confirmar, corrigir, compensar, substituir, melhorar, antecipar, enriquecer, atribuir sentido ao que foi realizado."

O ideal é que o registro tenha um interlocutor, ou seja, possa ser lido pelo gestor, outro professor ou equipe docente da escola. Mas cabe reforçar que o ato de escrever já favorece a apropriação de um processo complexo como a formação de um educador. Um profissional - seja ele iniciante ou muito experiente -, quando coloca seu pensamento no papel consegue organizar as informações, dar sequência a elas e selecioná-las de forma distanciada da prática. 


3. Na Educação Infantil, o portfólio é instrumento para avaliação
Alunos da pré-escola observando o minhocário da Escola de Educação Básica e Profissional da Fundação Bradesco. Crédito: Rafael Araujo
Alunos da pré-escola observam minhocário em escola da Fundação Bradesco


Falei até agora do registro como forma de uma autoanálise sobre o trabalho. O papel da escrita profissional vai muito além disso. 
Na Educação Infantil, por exemplo, o registro feito pelo professor sobre os processos de aprendizagem do grupo como um todo e de cada criança em particular é a fonte de informações que norteará a avaliação. É o educador quem comunica aos pais e às próprias crianças os avanços e conquistas. E o portfólio é um dos instrumentos utilizados para produzir esse balanço das aprendizagens.

O documento com o percurso trilhado pelas crianças dá ao educador informações preciosas sobre ensino e aprendizagem, além do acompanhamento simultâneo das progressões e dos desafios enfrentados por eles. Por isso, para fazer o registro das aprendizagens, é preciso que o educador tenha claro o que quer revelar, por quê, para quê e de que forma irá organizar as informações para que o leitor compreenda as etapas e as singularidades deste processo.


4. As crianças também produzem seus registros
Alunos da professora Edneia Burger, na Creche Professora Marina Gonçalves Ulbrich. Crédito: Marcos Rosa
Aluna da Creche Professora Marina Gonçalves Ulbrich


 As crianças devem participar desde o início do processo de elaboração e de construção do portfólio para que o registro faça sentido para elas. É importante compartilhar com o grupo a proposta, apresentando o suporte que será utilizado - pasta, caixa com fichas ou um formato criado pela escola etc. - e explicando que ali serão registradas as aprendizagens de cada um ao longo de um determinado tempo.

As crianças, ao se familiarizar com este instrumento, poderão participar de forma cada vez mais ativa. Elas podem dar sugestões sobre os materiais a serem incluídos, selecionar produções significativas para elas ou colaborar na montagem do registro.

Partimos do princípio de que a avaliação na Educação Infantil é um processo que envolve a observação sistemática das crianças durante as mais variadas atividades da rotina escolar, em circunstâncias que sejam representativas de seu comportamento ao longo do tempo. Portanto, o registro dessas observações feitas pelo professor deve seguir o mesmo esquema: ser regular, processual e contemplar diferentes propostas e situações.

É importante que a escrita do professor se baseie em atividades reais e não em situações artificiais criadas com o intuito de serem objetos de avaliação. Desta forma, será possível comunicar o processo de aprendizagem baseado em atividades realmente significativas.


5. Garanta que os registros contenham o percurso de cada criança 
Alunos da Escola Grão de Chão usando tinta e pincel. Crédito Marina Piedade
Criança da Escola Grão de Chão desenha com tinta e pincel


Para garantir que o portfólio expresse o percurso de cada criança de maneira eficaz, inclua o registro de rodas de conversa, falas da criança durante os mais diversos momentos, fotos que comuniquem ações (acompanhadas de legendas ou de textos breves que as contextualizem), produções significativas etc. Esse conteúdo também favorece a comunicação com a família. É preciso reconhecer a diversidade individual da aprendizagem, bem como as diferenças de estilos e de ritmos de aprendizagem.

Além disso, o portfólio pode contribuir  muito para o trabalho do professor que assumirá o grupo no próximo ano letivo. Isso o ajudará a dar continuidade ao processo de aprendizagem das crianças, uma vez que ali estarão registrados momentos importantes do desenvolvimento de cada uma.

Outra possibilidade interessante é que o mesmo portfólio seja alimentado todos os anos de modo a acompanhar a criança durante toda sua permanência na escola. Esta é uma rica oportunidade para que ela construa sua história da mesma forma que o professor constrói sua trajetória ao produzir um registro permanente de suas ações.  




 Fonte: Revista Nova Escola 
http://revistaescola.abril.com.br/creche-pre-escola/importancia-registro-refletir-pratica-palavra-especialista-educacao-infantil-758892.shtml?page=0

domingo, 1 de março de 2015

ORIENTAÇÕES - CADERNO DE LEITURA



COMO SURGIU A PROPOSTA?
Surgiu da observação de que muitas crianças aprendiam a ler a partir da "leitura" de textos que já sabiam de cor (músicas, poemas, listas de nomes de familiares e amigos e outros textos de conteúdo conhecido).
A observação dessa prática motivou a proposta de organizar um caderno de leitura contendo diferentes tipos de textos conhecidos das crianças, como apoio à alfabetização.

O QUE SE PODE APRENDER?
O caderno de leitura possibilita:
- Trabalhar com textos reais, de diferentes gêneros;
- Apresentar um repertório de textos conhecidos das crianças;
- Organizar os textos trabalhados em classe;
- Desenvolver atividades de leitura compartilhada;
- Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo de forma convencional;
- Socializar com os familiares alguns dos textos que circulam na sala de aula;
- Promover a leitura e consulta dos textos sempre que as crianças desejarem e/ou necessitarem;
- Criar um referencial estável de textos/palavras que podem ser usados no momento de produzir outros textos.

QUE TEXTOS SELECIONAR?
O caderno de leitura pode ter duas partes. Uma delas com textos como parlendas, poemas, quadrinhas, músicas, listas e outros textos que as crianças sabem de cor. E outra com textos  que as crianças demonstrarem interesse em ter disponíveis para compartilhar com familiares e amigos: fábulas, piadas, receitas e outros.

QUAIS OS OBJETIVOS?
O caderno de leitura tem como objetivos principais:
- Incentivar a prática da leitura e o desejo de ler;
- Possibilitar o contato direto das crianças com textos reais;
- Ampliar a diversidade de gêneros textuais conhecidos pelas crianças;
- Garantir um repertório de textos de boa qualidade que se constitua num material de consulta para a escrita de outros textos:
- Apresentar situações reais em que as crianças tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de cor ao que está escrito;
- Desencadear atividades de leitura que exigem reflexão sobre a escrita convencional;
- Favorecer algumas aprendizagens importantes: sobre o fato de todo escrito poder ser lido, sobre a linguagem que se usa para escrever,  sobre a disposição gráfica dos diferentes gêneros textuais, sobre o valor sonoro convencional das letras...
- Ajudar as crianças a avançarem nos seus conhecimentos sobre a escrita.

DESDE QUANDO?
O caderno de leitura pode ser organizado com as turmas de três anos em diante:
- Com as crianças de 3 a 5 anos, o caderno será uma oportunidade para que elas se reconheçam capazes de ler. A seleção de textos deve sempre ter como critérios principais: as características, conhecimentos e preferências da turma e a qualidade do material (tanto do ponto de vista do conteúdo como da apresentação gráfica).
Nessa faixa etária o caderno possibilita (principalmente) resgatar textos significativos da cultura popular, ampliar o repertório de textos conhecidos, aprender que tudo o que dizemos, cantamos, recitamos pode ser escrito, que os textos são diferentes e se organizam graficamente de modo diferente, que escrevemos com letras...
- A partir dos 6 anos, além dessas vantagens, o caderno serve também como fonte de consulta para a escrita das crianças, em situações espontâneas ou orientadas pelo professor.

ALGUNS CUIDADOS COM O CADERNO DE LEITURA:

É importante:
- Garantir, na página inicial, uma breve apresentação do caderno com os seus objetivos, para que os familiares saibam para que serve e como será utilizado na casa e na escola;
- Deixar, em seguida, um espaço para elaboração progressiva de um índice de textos;
- Garantir uma boa apresentação do material (textos bem impressos, com letra legível e de tamanho adequado, recortados e colados com capricho pelo professor, etc.);
- Incentivar as crianças a terem uma atitude de cuidado com o caderno;
- Apresentar às crianças os portadores de onde são transcritos os textos;
- Manter a diagramação dos textos tal como é feita nos portadores de origem;
- Não permitir a ilustração do caderno, pois não se pretende que as crianças reconheçam os textos a partir de imagens, mas sim de outras estratégias;
- Deixar claro que o caderno deve ser mantido sempre na mochila das crianças,para que circule além da escola.


Créditos: Material organizado por Debora Vaz, Rosa M. Antunes de Barros e Rosângela Veliago, com a colaboração de Rosaura Soligo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

FUTEBOL DE OPERAÇÕES



OBJETIVOS:
- Desenvolver a capacidade de resolução de situações-problema
- Incentivar a busca de estratégias novas para estruturação e resoluções de situações-problema

PROCEDIMENTOS:
- Confeccionar retângulo de tamanho 30 x 22 cm, que será o campo de futebol; forrar este retângulo com papel fantasia e com caneta hidrocolor preta, marcar a divisão do campo e as traves. 
- Como jogar? Com 4 participantes de  cada lado, escolhe-se o nome dos times. A cada rodada coloca-se uma ficha com um número que desejar em cada trave. Num saquinho ou caixa serão colocadas as fichas com os números de 0 à 200. Os alunos escolhem o tipo de operação (adição ou subtração). Se for escolhida adição, um aluno tira a ficha do saquinho e ele terá que dizer o resultado da adição com o número que estiver na trave do adversário. Se acertar, seu time fará um gol, se errar, é o time adversário que fará o gol. No final, será vencedor o time que tiver mais gols. Contam-se os pontos de cada time para ver quem é o vencedor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BINGO DE LETRAS COM RÓTULOS E/OU EMBALAGENS



OBJETIVOS: - Identificar as letras do alfabeto e consequentemente descobrir o código da escrita;
                        - Identificar e relacionar o símbolo com a escrita

MATERIAIS: Cartolina, color set, rótulos ou embalagens, alfabeto móvel (para sorteio), caixa com objetos e embalagens

PROCEDIMENTOS: O professor, com antecedência, pedirá para os alunos embalagens. Ele também deverá preparar uma cartela de bingo. A medida que sorteia um rótulo ou embalagem, os alunos deverão marcar um X na palavra correta; poderão registrar 5 palavras observadas no bingo com rótulos.

ATIVIDADES:
- Utilizando letras móveis ou escrevendo no papel, os alunos terão que registrar o nome do rótulo que foi sorteado no bingo
- Elaboração de um acróstico com algum nome que foi sorteado 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

BRINCADEIRA DAS BEXIGAS




OBJETIVO: Proporcionar o avanço das hipóteses de escrita dos alunos

MATERIAIS: Bexigas, letras/sílabas ou palavras em folhas de sulfite, barbante e lápis

PROCEDIMENTO: Colocar dentro das bexigas letras, sílabas ou palavras (de acordo com o objetivo) e amarrar duas bexigas na perna de cada aluno. Forma-se uma roda e, ao sinal da professora,  os alunos terão que estourar a bexiga do amigo e defender a sua. Conforme alguma bexiga consiga ser estourada, o aluno que a estourou terá que resgatar a letra/sílaba ou palavra que estava dentro da mesma. Cada aluno deverá ter ao final do jogo dois papéis contendo letras, sílabas ou palavras. Após cada aluno terá que escrever palavras ou frases com os papéis que conseguir.

ATIVIDADES:
- Escrita: formação de palavras e/ou frases
- Leitura
- Em duplas, um aluno ditar a palavra que pegou para o outro escrever e depois corrigir a mesma

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

BOLICHE DOS NOMES PRÓPRIOS



OBJETIVO: Identificar o próprio nome e reconhecer os nomes dos colegas

MATERIAIS: 7 pinos ou garrafas, contendo a foto do aluno, uma caixa de papelão com fichas de papel color set contendo o nome dos alunos , bola de meia, letras do alfabeto em fichas, fichas em branco.

PROCEDIMENTO: Cada aluno jogará a bola e após derrubar os pinos, deverá procurar a ficha contendo o nome da criança da foto. Após o jogo, as fichas ficarão expostas na sala.

ATIVIDADES:
- Pinos com letras do alfabeto ( a partir da letra do pino que caiu formar palavras, nomes...)
- Permitir que o aluno reconheça e apanhe o seu nome em cada conjunto de cinco crachás
- Mostrar cada crachá para que a turma leia os nomes e em seguida cada um apanhe o seu
- Apresentar os crachás para que cada aluno apanhe um deles e entregue-o ao dono
- Após reconhecer a letra inicial do próprio nome e o nome do colega, o aluno escreverá outras palavras
- Pinos com figuras e caixas com frases correspondentes à figura, e de acordo com as possibilidades da sala, os alunos poderão organizar as frases e montar um texto
- Formação de palavras, frases e textos
- Leitura
- Ditado mudo: a professora mostrará a garrafa derrubada e o aluno formará uma frase com a figura, poderá também escrever o nome dos personagens, descrever a cena observada e fazer a leitura do que escreveu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ATIVIDADES COM NOMES PRÓPRIOS

GATO E RATO

Objetivos: Identificar o nome próprio e dos colegas, desenvolver a percepção auditiva para que os alunos tenham atenção nas atividades.

Materiais: Crachás com os nomes dos alunos, trilha com as letras do alfabeto

Procedimento: Com os alunos em roda, colocar os crachás no meio da roda; aleatoriamente, as crianças pegam um crachá, com os olhos fechados devem encontrar o dono do nome, através do "miado" do mesmo.

Atividades:
- Leitura do nome
- Completar as colunas dos nomes, tendo apenas a primeira letra de cada um
- Acróstico com alguns nomes


Obs: O professor deve estar a todo momento intervindo, tirando as dúvidas e ajudando no registro. As  ideias partem dos alunos e o professor intervém quando necessário.




VARAL DOS NOMES

Objetivos: ajudar a criança no reconhecimento da necessidade de uso de letras para se escrever palavras.

Materiais: varal de madeira, fotografia dos alunos, letras móveis.

Procedimento: Cada aluno pegará sua foto, prenderá no varal e em seguida deverá procurar quais letras necessárias para se escrever o nome. Após o término das escritas, o professor desencadeará conflitos através de perguntas, orientando a busca de respostas certas.

Atividades:
- Em círculo, a professora colocará as fotos viradas para baixo e cada aluno pegará uma foto (não poderá ser a sua), colocará a foto no varal e escreverá o nome do amigo
- O professor poderá usar sua criatividade usando outros recursos como: história do nome, músicas com o nome, jogo da memória
- Escrita do nome dos colegas
- Leitura de nomes
- Dividir os alunos em grupo, duplas ou trios de forma que uma equipe escreverá o nome dos outros amigos e a outra equipe lerá e tentará encontrar as fotos desta criança e colocar no varal





BAILE DOS CACHORROS

Objetivo: Identificar o próprio nome e os nomes dos colegas

Materiais: color set preto, sulfite com o nome dos alunos, rádio, CD com música dançante

Procedimentos: Contar a história do "Baile dos Cachorros", simular a história contada:
1. Um aluno deverá ser um guarda
2. O restante dos alunos deverão estar no baile dançando
3. O guarda chega e fala para parar o baile
4. Cada aluno pega um rabo qualquer pendurado na chapeleira 
5. Em seguida identificar o nome que está escrito no rabo e devolver ao dono
6. A atividade estará finalizada quando todos estiverem com o seu rabo/nome.


                                                         História - Baile dos Cachorros
"Em um reino animal distante onde só havia cachorros, existia um rei que era muito egoísta. Ele não ajudava o povo e os pobres, só pensava em obter riquezas e dinheiro. Assim o povo, os cachorros pobres do reino, iam todas as sextas-feiras em um baile para dançar e se divertir. Porém, quando os cachorros dançavam eles percebiam que os rabos atrapalhavam, enroscando uns nos outros. Então, eles decidiram que para entrar no baile todos teriam que deixar o rabo pendurado na chapeleira. Perto do baile tinha um vizinho que não gostava do barulho e certa noite decidiu chamar o guarda real. Os guardas chegaram no baile e falaram para parar com todo a bagunça. Os cachorros ficaram desesperados e foi aquele alvoroço, cada um pegou o primeiro rabo que viu pela frente. E é por isso que até hoje os cachorros costumam cheirar o rabo uns dos outros, porque eles estão procurando o seu rabo que ficou perdido desde aquele dia do baile que a polícia chegou."

Atividades:
- Cada aluno deverá escrever um nome de cachorro que comece com a letra do seu nome
- Com os nomes criados pelas crianças, organizar uma lista de nomes de cachorros
- Fazer uma lista de nomes de raças de cachorros que elas conheçam
- Elaborar uma descrição do cachorro: características, o que come, como é, onde e como vive