terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

ATIVIDADES PARA INICIAÇÃO MUSICAL


O certo e o errado na iniciação musical

Orquestra afinada 

Cantar muito: Varie o repertório. Se você se sentir muito desafinado, recorra aos CDs. Alguns foram feitos para esse fim, como Músicas Folclóricas Brasileiras e Festas na Escola (Ed. G4, 15 reais cada). Outras opções são os livros acompanhados de CD O Tesouro das Cantigas para Crianças (Vol. 1 e 2, Ana Maria Machado, Ed. Nova Fronteira, 35 reais cada) e Cadernos de Atividades (Roseli Lepique e Mônica Lima, Ed. G4, 30 reais). 

Brincar de roda: É uma forma divertida de fazer a criança cantar, apurar a afinação, a percepção rítmica e melódica. O livro Brincando de Roda (Íris Costa Novaes, Ed. Agir, esgotado) traz uma série de sugestões. 

Assistir a filmes: Uma sugestão é o vídeo Pedro e o Lobo, da coleção Meus Contos Favoritos (Disney, 26,50 reais). As crianças poderão conhecer o som de diferentes instrumentos da orquestra. 

Contar histórias: As crianças gostam de ouvir, de contar e de cantar histórias. Use fantoches e proponha dramatizações. Ajuda nessa atividade o CD Mil Pássaros (Palavra Cantada, 22 reais). 

Bater bola: Bater a bola no chão (como no basquete) desenvolve o senso rítmico e a manutenção do andamento. É um desafio para crianças mais novas. Outra brincadeira tradicional, de bater bola na parede, pegá-la de volta realizando malabarismos enquanto se recita uma parlenda, também estimula muito a construção do controle rítmico. 

Adivinhar: Guarde em uma caixa objetos com sons diferentes: sininhos, chocalhos, apitos de pássaros, reco-reco, latas, flauta. No primeiro momento, deixe a turma olhar e experimentar. Depois, cubra os olhos das crianças e faça você o som, para que elas tentem descobrir o objeto. É um exercício preparatório para a percepção do timbre. 

Pular corda: Parece simples: duas crianças giram a corda e outra pula. Mas na atividade as crianças desenvolvem a nada trivial capacidade de prever o tempo rítmico. As crianças que giram a corda, por mais "ensaiadas", variam a velocidade. É como a dinâmica, nada constante, de um quinteto de jazz que interpreta uma canção. Há uma variação normal do movimento. A criança que pula tem de prever o movimento e pular no instante certo, se adaptando ao que vai acontecer e não ao que já aconteceu. 

Construir objetos sonoros: Encha potinhos de plástico ou latinhas de refrigerante (tenha o cuidado de pintá-los da mesma cor) com diferentes materiais (pedrinhas, botões, milho, arroz) e mostre às crianças as diferenças de sons (graves, médios e agudos). Depois peça a elas para organizá-los do mais grave para o mais agudo e vice-versa. O exercício pode evoluir para o toque do xilofone. O ideal é usar os que podem ser desmontados, para que a criança remonte seguindo as ordens acima. 

Escutar o ambiente: Convide todos a fechar os olhos e escutar. Depois converse sobre o que ouviram. Sons naturais (canto dos pássaros, latido de cães, vozes, vento, chuva) ou produzidos por máquinas e instrumentos musicais. Vale a pena também passear com as crianças pela escola para que elas observem os sons do cotidiano nos diferentes ambientes, como pátio, cozinha, corredores. Depois as crianças podem fazer mapas registrando suas observações, o que vai estimular a audição. 

Tocar flauta doce: Muitas secretarias de educação e escolas particulares têm adotado o uso da flauta na educação musical. É um instrumento fácil de ser dominado a partir de 5 anos. Você também pode aprender rapidamente. Um livro bastante usado é o Método de Flauta Doce, com CDs (Editora G4, 30 reais), que traz 22 músicas (com a melodia e apenas com o acompanhamento). 

Ih, desafinou!

  • É um erro pensar que trabalhando somente a letra da música você está fazendo educação musical. Nesse caso, você apenas está trabalhando poesia.
  • É um equívoco trabalhar a música apenas em ocasiões especiais, sem que se faça um planejamento a longo prazo
  • Evite usar a música somente para formar hábitos e atitudes - como lavar as mãos, escovar os dentes - ou para ajudar a memorizar números ou letras do alfabeto. Essas canções costumam ser acompanhadas por gestos corporais que são imitados pelas crianças de forma mecânica, sem criatividade.
  • Focar as atividades em bandinhas rítmicas ou na confecção de instrumentos de sucata também não é recomendável. Esse material geralmente fica com uma qualidade sonora deficiente e reforça a imitação, deixando pouco espaço para as atividades de criação e percepção.

* Leia na íntegra em: https://novaescola.org.br/conteudo/131/musica-contribui-para-o-desenvolvimento-infantil

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES - O SAPO BOCARRÃO

 O SAPO BOCARRÃO
FAULKNER, KEITH
COMPANHIA DAS LETRINHAS


* Organizar as crianças em roda e apresentar o livro à elas, explorando o título e a imagem da capa (perguntar: "Quem sabe o nome desse bicho? Onde ele vive? O que ele come? Por que será que essa história tem esse nome?, etc.).

* Realizar a leitura do livro, mostrando as imagens. Após a leitura, deixar que comentem suas impressões sobre a história e manuseiem o livro.

* Organizar no espaço externo um momento de brincadeiras do "Sapo Bocarrão" : abrir a boca bem grande, fazer biquinho, emitir sons imitando o sapo, pular como um sapo e até apostar uma corrida de pulos ou uma competição para ver quem consegue pular mais alto...

* Confecção da dobradura do sapo (pode-se criar uma oficina de dobradura com a presença dos pais). Passo a passo da dobradura (fonte: http://alfabetizacaocefaproponteselacerda.blogspot.com.br/2013/10/sapo-bocarrao.html)










* Após a confecção da dobradura, organizar um momento de contação de história com participação das crianças, cada um com seu sapinho.

* Organizar uma roda de música (se possível, convidar alguém para tocar violão ou teclado para acompanhar) e cantar músicas conhecidas do Sapo e outras cantigas tradicionais.

* Confeccionar com as crianças um fantoche de sapo utilizando caixas de leite.

* Apresentar o vídeo do grupo "Varal de Histórias",em que é realizada a leitura do livro "O sapo bocarrão".




* Pedir para que as crianças desenhem a parte que mais gostaram da história  e confeccionar um mural expositivo no corredor ou pátio da escola.

obs: Aproveite para tirar muitas fotos das crianças durante as atividades e, se possível, imprimir e organizar uma exposição das atividades realizadas para toda a comunidade escolar.



Sequência de Atividades elaborada por : Professora Priscila Pedersen