quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O TRABALHO COM LISTAS


As listas compõem um tipo de texto muito presente no dia-a-dia das pessoas.
Listar significa relacionar nomes de pessoas ou coisas para a organização de uma ação. Por exemplo: lista de convidados para uma festa, lista dos produtos para comprar, lista dos compromissos do dia, lista das atividades que serão realizadas na sala de aula etc. Por ter uma estrutura simples, a lista é um texto privilegiado para o trabalho com alunos que não sabem ler e escrever convencionalmente, mas é importante que o professor proponha a escrita de listas que tenham alguma função de uso na comunidade ou na sala de aula. A escrita de listas de palavras que começam com a mesma letra ou outras similares é inadequada, pois descaracteriza a função social deste texto.
Por isso, ao planejar atividades com esse tipo de texto, é importante considerar:

* Atividades de leitura de listas: é fundamental propor atividades de leitura em que os alunos são os leitores. Por exemplo: atividades em que recebam uma lista com os títulos dos contos lidos ou dos personagens conhecidos e tenham de localizar determinados personagens ou títulos (é
possível, por exemplo, entregar uma cédula para que os alunos elejam, entre os títulos de duas ou mais histórias já conhecidas, qual será relida pelo professor); leitura da lista de ajudantes do dia; da lista de atividades que serão realizadas no dia; da lista dos aniversariantes do mês etc.
* Atividades de escrita de listas: por ser um gênero de estrutura simples, as atividades de escrita de listas possibilitam que os alunos pensem muito mais na escrita das palavras (que letras usar, quantas usar, comparar outras escritas etc.). O professor deve propor atividades de escrita de listas das quais os alunos possam de alguma forma fazer uso. Por exemplo: escrever a lista dos contos lidos, a lista dos animais que já foram estudados e a dos que ainda pretendem estudar, a lista dos personagens preferidos etc. Vale ressaltar que, quando propomos a escrita de um texto visando à reflexão sobre o sistema de escrita e em que não há um destinatário específico, é fundamental aceitar as idéias das crianças sobre a escrita e colocar questões para que confrontem suas hipóteses. Nesses casos também não é aconselhável corrigir, escrever
embaixo, enfim, fazer uso de recursos similares, pois o objetivo não é a escrita convencional nem a legibilidade do texto. Ao planejar atividades de produção de listas, considere que é possível propor que os alunos ditem o texto para o professor escrever, que escrevam reunidos em grupos
ou duplas ou ainda que escrevam utilizando outros suportes, além do lápis e papel, como as letras móveis.


* Atividades de reflexão sobre a escrita: sempre que for possível favorecer a reflexão dos alunos sobre a escrita, proponha comparações entre palavras que começam ou terminam da mesma forma (letras, partes da palavra).
As listas são ótimos textos para a realização dessas atividades.
Como é um texto que favorece a reflexão sobre o sistema de escrita, sua utilização deve ser mais intensa enquanto houver alunos que não lêem e escrevem convencionalmente.
fonte: GUIA DE PLANEJAMENTO E ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS - TOF - SMESP

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