terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ESCOLA E PLANEJAMENTO


ESCOLA E PLANEJAMENTO


Avaliação, Decisão e Planejamento


Planejamento é uma palavra transitiva que, ao ser qualificada, ganha sentido pleno e direciona procedimentos e estratégias específicas, para que se alcancem objetivos e metas. Nesse sentido, acrescentar à palavra PLANEJAMENTO o adjetivo EDUCACIONAL implica assumir, de forma radical e abrangente, a postura de educador que pensa e age em função de uma educação traduzida em aprendizagem real e sucesso do aluno.
Por isso, a atividade de planejar as ações da escola precisa ser sempre uma resposta consequente, a favor do aluno, vinda de uma necessidade detectada. O diagnóstico dessa necessidade deve ser resultado de um processo avaliativo, em que o objeto de análise seja a instituição educacional, em suas diversas dimensões: Pedagógica, Participativa, Resultados Educacionais, Gestão de Pessoas, Serviços, Recursos e Financeira.
Planejamento e Avaliação são procedimentos indissociáveis, uma vez que toda avaliação pressupõe uma tomada de decisão planejada e intencional, na busca da melhoria do que está sendo avaliado e, por conseguinte, todo ato de planejar deve estar sustentado em dados relevantes, colhidos em processos de avaliação diagnóstica organizados para esse fim.
Uma avaliação diagnóstica bem embasada ao final do ano escolar é essencial para iniciar, com competência, um novo ano letivo. Portanto, os dados relevantes que servirão de subsídios para o planejamento de 2010 deverão ser aqueles que foram identificados na avaliação final da escola, em dezembro de 2009.
As legislações que orientam a elaboração do Calendário Escolar e os Conselhos de Classe/Série e a HTPC incluem momentos voltados a atividades de avaliação; e aqui é de suma importância garantir a realização da avaliação anual da escola. Nesse momento, a equipe que nela atuou, em 2009, deve avaliar o processo que vivenciou para dar subsídios a quem vai construir o “fazer” escolar em 2010.
Esse processo avaliativo deve se constituir não somente por meio de instrumentos que, como espelhos, reflitam a realidade momentânea da escola, mas também que, como lâmpadas, iluminem e indiquem caminhos possíveis e seguros para uma atuação competente a favor da melhoria do processo de aprendizagem do aluno.
A priorização desse momento, destinado a identificar as fragilidades e pontos de atenção que dificultam a organização da escola, bem como os pontos fortes e as potencialidades existentes, é fundamental para que o processo de avaliar/planejar se concretize de maneira consequente. É nesse momento que a escola se vê, constrói sua “identidade” e exercita sua autonomia.
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, ao propor um currículo oficial e definir metas para as escolas estaduais, optou por um trabalho articulado entre as unidades escolares e os órgãos regionais e centrais do sistema, visando à equidade no trabalho desenvolvido na rede, sem desconsiderar as especificidades locais. Dessa forma, caminhar juntos significa construir um espaço de autonomia compartilhada, em que todos os sujeitos desse processo tenham participação efetiva e igualitária.


Participação, Identidade e Planejamento


Pensar o Planejamento Escolar pressupõe realizar um exercício participativo e reflexivo sobre o contexto em que a escola se insere, as demandas da comunidade em que está situada e as do mundo contemporâneo. Também é preciso considerar aspectos relevantes do interior de cada escola, para que as ações a serem planejadas sejam coerentes com as necessidades identificadas.
O Estado de São Paulo consolidou, ao longo da última década, uma cultura avaliativa de larga escala que tem subsidiado não só o estabelecimento de políticas educacionais, mas também tem ajudado as escolas a refletir sobre o cumprimento da sua função social e a qualidade do ensino por elas ofertado.
Os resultados dessas avaliações externas têm demonstrado que já aconteceram avanços significativos, mas, também, que ainda há muito que se investir para a consolidação de uma educação plural e justa.
Nessa direção, a implantação de um currículo básico para toda a rede estadual – ao qual se articula a matriz de referência de avaliação do Saresp –, traduzido em situações de aprendizagem constantes dos materiais destinados a professores e alunos, busca não só minimizar os efeitos das desigualdades detectadas, mas também garantir oportunidade de trabalho com uma concepção de aprendizagem que privilegia a construção de saberes e competências baseados em conteúdos significativos e contextualizados.
O compromisso com a aprendizagem de todos os alunos só se efetiva com uma escola que aprende, que oportuniza e potencializa espaços de formação condizentes com as necessidades de todos os sujeitos aprendizes. O conceito de escola que aprende assumido aqui é o de que todos os atores do espaço escolar estão diretamente envolvidos com a construção de saberes para si e para os demais.
Nessa escola não só o aluno tem o que aprender. O professor também precisa aprender a ensinar cada um de seus alunos; o gestor, aprender a gerir essa escola, que é diferente de qualquer outra que já tenha atuado e que a cada ano traz consigo suas especificidades e demandas; os funcionários, pais e a comunidade têm de reaprender aquilo que já era sabido e feito anteriormente, ainda que com bastante competência, pois os desafios são novos a cada momento.
Os espaços de formação da escola que aprende (HTPC, Reuniões Pedagógicas, Conselhos de Classe e Série, Reuniões de Planejamento) devem garantir a problematização sobre “como aprendem os que ensinam?” com a finalidade de refletir sobre a construção dos saberes profissionais necessários aos educadores que se comprometem com a aprendizagem de todos os alunos. Só aprendem a ensinar aqueles que aprendem a aprender.
Isso posto, é possível afirmar que o ato de planejar é um exercício privilegiado de construção e consolidação de identidades. A identidade da escola que se explicita na sua Proposta Pedagógica. A da equipe gestora que se consolida na execução do planejado. A dos professores que se concretiza na efetivação do currículo e se manifesta na aprendizagem de seus alunos. A dos funcionários que, ao participar da ação de planejar, se incluem como educadores, que também o são, no papel de formar os alunos nos múltiplos espaços da escola. A da comunidade que, sendo partícipe, assume a escola como sua.
Por fim, a identidade dos alunos é construída quando se percebem sujeitos de uma escola onde todos os segmentos estão articulados com a finalidade de planejar um ensino que garanta a eles, além da formação para autonomia, um projeto de vida plena, alicerçado em conhecimentos, valores e atitudes que os identifiquem como alguém competente na construção da própria história.


Intenção, Registro e Planejamento


Muito tem se falado da importância dos registros para a organização da escola. Mesmo assim, ainda é preciso aprimorar o exercício dessa prática, uma vez que ela é fundamental para subsidiar as decisões tão necessárias na ação de planejar e executar o planejado.
Quem registra tem memória e história. A importância da historicidade para embasar o planejamento escolar vem da possibilidade de contextualizar e situar no tempo e no espaço as demandas e as potencialidades da instituição escolar.
Ler os registros já elaborados permite entender os condicionantes e as necessidades da escola. Já a elaboração de novos registros, durante o planejamento, possibilita a reflexão sobre os dados, bem como indica os caminhos a serem tomados para a superação das dificuldades detectadas. Documentam um compromisso escrito quanto às intenções. Dessa forma, o registro é o impulsionador da reflexão sobre a prática, pois possibilita a constatação da teoria na prática. Oportuniza a tematização das ações.
Por isso, os registros escolares são fundamentais como apoios no planejamento escolar porque trazem à memória os fatos acontecidos, os dados a serem considerados, permitindo que a riqueza do processo de planejar se transforme em documentos (registros) que orientam as ações a serem desencadeadas a partir do planejado.
Sem registro e a análise decorrente dele não é possível avançar para além do realizado ou, muitas vezes, sequer observar o realizado, com o risco de repetir equívocos e perder oportunidades de introduzir ações inovadoras.


3 comentários:

Viviany disse...

Não encontrei no seu blog as atividades de carnaval que estão na pesquisa do google. Por favor se possivel envie pra mim.
Um abraço
Viviany

Priscila disse...

Viviany,

Nunca publiquei atividades de carnaval em meu blog... O que acontece às vezes na pesquisa do Google é que algum blog que está linkado no meu publicou determinada atividade e aí aparece no meu...
Mas dê uma procuradinha na minha lista de blogs no canto direito da página, pois muitos blogs amigos publicaram estas atividades que vc procura, tenho certeza que irá encontrar o que precisa!
Bjk.

Priscila

GISL@INE A.B.T. LIM@ disse...

OI PRISCILA. MUITO OBRIGADA. ESTOU APENAS CAMINHANDO NESSA HISTÓRIA DE TER UM BLOG. SEMPRE ADIMIREI O TABALHDE MUITAS EDUCADORAS COMO VC E RESOLVI TENTAR, MAS NÃO É MUITO SIMPLES, PELO MENOS PRA MIM. RSRS. FORA ISSO TB EEJO MUITO SUCESSO PRA VC NESTE NOVO ANO! BJSSS